Poemas de um piauiense desgarrado (VII)  

Na postagem nº 206, Arte sobre rodas (VII), de 31 de agosto de 2016, apresentei um mapa do Brasil – concebido pela poeta paulista desgarrada – estampando as cidades por onde o Mapati havia passado com sua arte. Para metidez minha, são mais de cento e cinquenta.

Não é incomum o noticiário da TV reportar municípios familiares à turma do Teatro Mapati. Dias desses, repórteres falaram de Sorriso, falaram de Jaciara, terra da lotérica na qual foi comprado o bilhete da Loto que levou alegria a jogadores reunidos num bolão.

Desde esse domingo, outra referência jornalística, nota triste. O fato ocorrera no Rio Grande do Sul, mas tudo fora trasladado (infelizmente, não vejo termo mais apropriado) para o Ceará, particularmente para a localidade de nossa primeira incursão cearense: Sobral, terra do começo duma parte do Mucuripe, velas abertas tempos depois em festival de música do hoje Uniceub.

Lô Borges parece ter sido convidado para, em conjunto com o poeta piauiense desgarrado, prestar homenagem ao Belchior. O compositor mineiro, primo do meu primo Mauricio Borges, teria dito no velório que avistara rua, luz, estrada, pó…
 
… e a subida de homem audaz.

244_belchior

TRIBUTO A UM LATINO AMERICANO
 
Num dia, chegou-me ao ouvido:
“Eu sou apenas um rapaz…”
Soube, então, eram manuscritos
De um compositor audaz.
 
Noutro, cantou Elis Regina:
“… vivemos como nossos pais”.
Um rei compôs p’ra u’a rainha
Canção que inda satisfaz.
 
Ouvi – há algum tempo gravado:
“… constrói teu próprio destino! ”
Por sua voz ensaiado.
 
Grande latino americano!
Belchior… gigante menino…
Meu adeus a um grande cigano!
 
Joromaso – BsB, 01mai17 – 7

02/05/2017
(244)
mmsmarcos1953@hotmail.com

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