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7 07, 2018

1953, o ano que acaba quando termina

2018-07-18T22:03:14+00:00 7 de julho de 2018|1 Comment

Assim é a vida. Um dia estamos, no outro, já não. A fila é longa. Mas aquele que, ao morrer, reacende em nossa memória o espírito de um tempo volta, imediatamente, a figurar entre os vivos. Como em imagens coloridas de vídeo. (Arnaldo Bloch) Meu pai comentava vez que outra sobre o desalento de entrar

3 06, 2018

Obsessões musicais (XIII)

2018-06-03T05:48:38+00:00 3 de junho de 2018|0 Comments

Eu lembro da moça bonita/Da praia de Boa Viagem/A moça no meio da tarde/ De um domingo azul/Azul, era Belle de Jour/Era a bela da tarde/Seus olhos azuis como a tarde/ Na tarde de um domingo azul/La Belle de Jour... - Alceu Valença – No copo de vitamina ali, em cima da mesa, há três

20 05, 2018

Álbum da Copa 2018

2018-05-20T18:09:24+00:00 20 de maio de 2018|0 Comments

O de 2010, Áfica do Sul, eu localizei. Cadê o de 2014? Minha convicção, não o joguei fora, talvez o recomendável haja vista aquelas duas páginas do album cheias de chucrutes. Sem possuirmos sete vidas, nos massacaram sete vezes em Belo Horizonte (quanta ironia nesse nome). Passado. O negócio é arrostar as rimas pobres e

10 05, 2018

Memórias/Memorialistas (LVI)

2018-05-11T12:44:05+00:00 10 de maio de 2018|0 Comments

Eis porque adoro a conversa calma e amigável; o ambiente que acolhe e não acusa; a amizade que não pressupõe malícia da outra parte; a autoridade do saber, e não a de mando; a democracia parlamentar, e não a tirania. (Francisco Daudt) Não me desprego do século p. passado, o foco ainda nas décadas iniciais,

7 04, 2018

Memórias/Memorialistas (LV)

2018-04-07T16:58:38+00:00 7 de abril de 2018|0 Comments

Acho que a resposta está em como o cérebro processa experiências e memórias não como registros dos sentidos em isolado, e, sim, um registro unificado do amálgama de tudo o que acontecia no momento, do lado de fora e de dentro do corpo.  Suzana Herculano-Houzel Oriundo das Minas Gerais, meu pai não era todavia muito

18 03, 2018

Obsessões musicais (XII)

2018-03-18T21:18:49+00:00 18 de março de 2018|0 Comments

Muito do que lembramos da nossa infância está ligado ao que está registrado em fotos. Criamos um imaginário, uma relação com as fotos. Olhamos uma foto e lembramos daquele momento(...) A minha sobrinha vai poder ver toda a infância dela em HD (...). Não é só tecnologia externa, mas relação de memória. Atualmente, vivemos um

18 02, 2018

Nenem de Caratinga

2018-02-18T10:52:45+00:00 18 de fevereiro de 2018|0 Comments

Certos filmes, como certas pessoas, só são interessantes pelas elipses, os silêncios, aquilo que se não mostra. Não há silêncios deselegantes. (José Eduardo Agualusa) Meu pai, não sei se movido e fustigado por algum recalque, ou se por blague (homenageio a mãe dele, que falava o francês aprendido com as freiras no Colégio Sion), costumava

8 02, 2018

Obsessões musicais (XI)

2018-02-08T07:01:06+00:00 8 de fevereiro de 2018|0 Comments

Vindo de tradições ibéricas e da própria commedia dell’arte, o carnaval se consolidou no Rio de Janeiro através das tias baianas. Vindas quase sempre da Bahia, essas matriarcas negras de comunidades populares que usaram a música como instrumento de poder acabaram por re-inventar o samba na nossa cidade. O carnaval veio também de seu oposto

27 01, 2018

Memórias/Memorialistas (LIV)

2018-01-27T22:07:21+00:00 27 de janeiro de 2018|0 Comments

Nos anos de 1960 a 1980, quem viajava de carro ou de ônibus do Rio de Janeiro para Brasília (ou vice-versa) encarava uma BR– 040 inóspita, parada decente quase nenhuma e postos de gasolina (já havia álcool?) distantes muitos e muitos quilômetros uns dos outros, a maioria deles fechava cedo. Os motoristas (as motoristas eram