Histórias do teatro brasiliense (IX)

Os decalques da História do Teatro Brasiliense que venho colando aqui se encerram nos anos 90, período até onde caminhou a dupla de pesquisadores. É torcer para que lancem novo livro avançando na narração a partir de 2000 para que se possa replicá-la neste blog, mantendo o quanto possível a fidedignidade.

Os dois autores, Fernando Villar e Eliezer de Carvalho, se imiscuem na época próxima ao fim do milênio. Reportam o panorama ruim das artes cênicas, tanto que consignam “grande diminuição na movimentação teatral no Distrito Federal. Nessa década vários  grupos se desfazem, diversas pessoas que atuaram nos setenta e oitenta deixam Brasília e começam a atuar em outras cidades, bem como no exterior.”

Em compensação apontam que, ademais de contar com artistas provindos de todas as regiões brasileiras, o teatro brasiliense sofrera boa influência de profissionais oriundos de várias nações. Espiem quem se amasiou com o cerrado.

– Hugo Rodas, egresso da terra do José Mujica, trouxera na mochila a experiência de haver trabalhado com Osmar Grazzo no Galpon e no Teatro Escola Circular de Montevidéo;

– Silvia Dazini, argentina dedicada à formação vocal dos alunos da Unb;

– a inglesinha Leo Sykes, enfronhada no Udi Grudi.

Ao destacar os/as artistas que nesse interregno se bandearam para outros países à busca de aprimoramento acadêmico e profissional, os contadores da história vão indicando o nome dos grupo surgidos nas artes cênicas brasilienses.

– o grupo A culpa da mãe, que lá mais na frente se transmudou no Os melhores do mundo;

– na mesma seara do riso, do gostoso deboche, e já no finzinho do período, fomos apresentados ao G7 e aos Anônimos da Silva;

– lá pelas bandas da Praça do Relógio em Taguatinga, o vigor do Celeiro das Antas.

Interrompo bruscamente esta postagem (que logo será retomada) por força de chamado, e chamado celestial. Solicitaram comparecimento do Joãozinho da Vila lá nas alturas porque, mesmo não sendo um deserto de homens e ideias como o Brasil atual, o céu se encontra terrivelmente necessitado dum poeta. E na intimação de condução coercitiva restou dito que o novo morador não se incumbirá somente da leitura dos seus versos: a plateia angelical (e diabólica) assistirá cenas entretecidas pelo declamador critico e brincalhão a derramar pelos palcos suas alegorias as mais escalafobéticas.

Arquivo: Facebook de João da Vila Arquivo: Facebook de Joãozinho da Vila

Fosse organizador do velório do Joãozinho – velório, nada; happening -, eu o marcaria para ocorrer na manhã desta quarta-feira 5, com filmagem a cargo do Glauber Rocha. Além da família do poeta e de alguns frequentadores e frequentadoras do saudoso Bom demais, o evento teria presença de moradores da Vila Planalto, inclusive a turma dos blocos e seus instrumentos de percussão. Coroando tudo, a homenagem de importantíssimos artistas da cidade, Humberto Pedrancini, Rênio Quintas, Miqueias Paz, Tulio Guimarães, Luciano Astiko, Nicolas Behr, Jorge Antunes…

#Joãozinho da Vila   #Celeiro das Antas   #Udi Grudi   #Hugo Rodas
#Silvia Dazini   #Leo Sakyes   #A culpa é da mãe

06 de julho de 2017

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mmsmarcos1953@hotmail.com

1 comentário em “Histórias do teatro brasiliense (IX)”

  1. Renio Quintas

    Prestamos nossa homenagem àquela véia querida com toda nosso carinho e emoção! Na noite anterior fizemos um Sarau com a presença de queridos e queridas artistas de Brasília celebrando a vida a alegria e a irreverência desse ser humano único saudoso Joãozinho da Vila! Que as boas energias do Universo o conduzam em sua jornada para o infinito! Abração grande véia! 

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