Histórias do teatro brasiliense (VII)

Não está sendo nada descomplicado falar dos dias de hoje. Ainda bem (ainda mal) que neste blog inexistem reclamações, pela ausência absoluta de leitor ou leitora (até a parentada me lançou ao oblívio), e posso falar do que eu quiser, inclusive de tempos remotos.

O presente tópico é interessante porque venho contando a história das artes cênicas candangas através dum livro que já faz parte da história e é organizado, como dito antes, por Fernando Pinheiro Villar e Eliezer Faleiros de Carvalho, no longínquo ano de 2004. O sobrevoo pelos anos de 1980 começara na postagem anterior, deduzida há mais de sete meses, na qual assinalei a infertilidade generalizada da década em questão.

Os dois autores, peremptoriamente, desmentem isso. A descrição que fazem lá pelas páginas 40 e seguintes revela que muita coisa acontecera no mundo do teatro da Capital Federal. Eu desaconselharia duvidar dessa dupla de narradores. Leiam.

– Carlos Gomide funda o grupo Carroça de Mamulengos e passa a se chamar Carlinhos Babau em homenagem a seu mestre de mamulengo Antônio Babau;

– é criado o grupo Asas e Eixos a partir de cursos ministrados pela bailarina Iara de Cunto;

– Dácio Lima agrega pessoas ao grupo Máscaras e monta através de dramaturgia coletiva a peça Centro Oeste S/A;

– Oswaldo Montenegro escreve e dirige a montagem de Veja Você Brasília, que apresentava entre as mais de cinquenta pessoas no palco as jovens artistas Cássia Eller e Zélia Duncan;

– o grupo Sucata monta os textos Folhas PartidasDe Olhos Fechados e Boa noite, general;

– Guilherme Reis, que no momento está burocra na SeCult, encena A Revolução dos BichosChapéuzinho Amarelo e Pedro e o Lobo;

– B. De Paiva dirige as peças O Exercício  e  As Troianas.

Cuido que eu já poderia parar com a transcrição, tal a importância dessa patota (o vocábulo é da época) cheia de talento, haja vista a trajetória empreendida por esses/essas artistas no setor cultural e que até hoje perdura.

Nós vamos proseguir nossa caminhada na próxima postagem, não sem antes fazer pequena menção a pequeno fato: naqueles idos pré-Nova República, com a vizinhança de três cinemas, inaugurava-se em Brasília nada mais, nada menos do que a Faculdade Dulcina.

http://comissaodealunosfadm.blogspot.com.br/

20 de junho de 2017

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mmsmarcos1953@hotmail.com

 

1 comentário em “Histórias do teatro brasiliense (VII)”

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