Obsessões musicais (XV)

Obsessões musicais (XV)

Ah poderosa saudade que vem de madrugada enquanto todos estão dormindo/
Ah poderosa saudade que sonha de tarde enquanto todos estão trabalhando/
Ah poderosa saudade, noite com sol, estrelas em céu de meio-dia,
não gostaria de tê-la, não gostaria de sofrê-la/
Ah poderosa saudade que ora é lembrança de alguém indo embora,
ora é pressentimento de alguém voltando (…).

– Fabricio Carpinejar –

Declaração pisciana: “essa música me deixa feliz, essa música me deixa triste. Quem a proferiu foi a Bárbara de sobrenome Galiano, talvez parente de meu genro Robson, com sua ascendência lá pelos lados da Espanha, achacada na Idade Média pelos mouros e hoje útero cálido de não poucos jogadores de futebol deste Brasil recém ingressado em período de apreensões e temores, seja para quem traja o vermelho, seja para quem veste o azul, pois mesmo nesse caso há dúvidas sobre se se vai poder otimistamente cantar que minha sorte então mudou.

Mergulhei na leitura dalguns comentários deduzidos na internet sobre a pérola incrustada nesta postagem. Meu marido me dedicou esta música entoou a Susana Ribeiro. Vi a Débora Vidal dizer maravilhas da canção, com suas propriedades relaxantes. Poderia ouvir isso por toda a minha vida, que paz, acrescentou a Kelly Maria, nome de batismo de duas mulheres de meu relacionamento – se tirarmos o “y” e o substituirmos por outras duas letras no primeiro nome e juntarmos o da madre no segundo. Ambas me penumbraram. De uns bons tempos pra cá, me restabeleci totalmente. Minhas águas clarearam.

O mais relevante de tudo, sem embargo, é que a música suscita mais fortemente em mim evocações ao meu único filho homem, Tiago (vide postagens “Meu Velha”), desde o ano de 1983 me esperando do outro lado.

 

APENAS RESPIRE
Sim, eu entendo que toda vida deve acabar, uh-huh
Enquanto nos sentamos sozinhos, sei que algum dia nós também devemos ir, uh-huh
Sim, eu sou um homem de sorte, por contar em ambas as mãos aqueles que amo
Algumas pessoas só têm uma, sim, outras, não têm nenhuma
Fique comigo
Vamos apenas respirar

Pratiquei todos os meus pecados, nunca me deixarão ganhar, uh-huh
Debaixo disso tudo, apenas outro ser humano, uh-huh
Eu não quero magoar, há tanto nesse mundo para me fazer sangrar
Fique comigo
Você é tudo o que vejo

Eu já te disse que preciso de você?
Eu já te disse que quero você?
Oh, se eu não disse, eu sou um tolo
Ninguém sabe disso mais do que eu
Enquanto eu confesso

Me pergunto todo dia, enquanto observo seu rosto, uh-huh
Tudo o que você deu
E nada que você guardaria, oh, não
Nada que você levaria
Tudo o que você deu

Eu já disse que preciso de você?
Oh, eu já disse que quero você?
Oh, se eu não disse, então eu sou um tolo
Ninguém sabe disso mais do que eu
E eu confesso, ah
Nada que você levaria
Tudo o que você deu
Me abrace até eu morrer
Te vejo do outro lado

#Fabricio Carpinejar   #Bárbara Galiano   #Susana Ribeiro#Débora Vidal
#Meu Velha   #Even Flow   #Pearl Jam

10/01/2019

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mmsmarcos1953@hotmail.com

2019-01-11T11:05:48+00:0010 de janeiro de 2019|1 Comment

One Comment

  1. Juliana Werneck 10/01/2019 at 12:51 - Reply

    De todas as definições e metáforas de saudade, uma que sempre me marcou e me gerou sensíveis reflexões foi a do nosso Chico – “saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu”… às vezes esse quarto é a própria alma…

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