Odaléia, Noites Brasileiras

Não há mais debate a respeito de estarmos ou não numa época de busca frenética pela informação. A rigor, nem se trata de ir atrás dela, que nos chega incessantemente, mesmo quando porventura não a queremos. Nas mesas dos botecos, a vaidade é ser o mais antenado, o indivíduo que conhece tudo em tempo real. O cara mal acorda – aliás, não dorme nunca – e já fica sabendo o que acontece no mundo todo, podendo narrar em detalhes uma pequena discussão de casal que acabou de acontecer numa pracinha da Moldávia.

Por outro lado, aflorará um paradoxo: quanto mais soubermos e nos dispusermos a espalhar as novidades, menos plateia haverá, na medida em que todos e todas saberão de tudo simultaneamente, tudo será do pleno e imediato conhecimento público.

Em qualquer um desses panoramas, o de agora e o que logo, logo virá, quedamos no primeiro e quedaremos no segundo, aflitos, angustiados e desapercebidos – como bem enfoca o mestre Zuenir Ventura em sua última coluna.

Na semana passada, perdidaço no tempo, defasado, com vergonha por não poder esgrimir “cultura” nos bares da vida, tentei dar uma “atualizada” me reencontrando com o chamado segmento cinéfilo. Tomei duas doses: de Tim Maia e da dupla Gonzagão/Gonzaguinha, dois excelentes documentários, com ótimo elenco. Deixo de margem, ao menos por ora, o primeiro filme (Aline Moraes, bela atriz, bela mulher) e reporto o outro, que fora até desmembrado em minissérie na televisão. Vou-me deter na Nanda Costa (bela atriz, bela mulher).

Ou melhor, desejo falar é da personagem que ela interpreta com tanto encantamento.

http://filmow.com/nanda-costa-a163212/
http://filmow.com/nanda-costa-a163212/

 

15 de janeiro de 2016

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mmsmarcos1953@hotmail.com

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