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18 03, 2018

Obsessões musicais (XII)

2018-03-18T21:18:49+00:0018 de março de 2018|0 Comments

Muito do que lembramos da nossa infância está ligado ao que está registrado em fotos. Criamos um imaginário, uma relação com as fotos. Olhamos uma foto e lembramos daquele momento(...) A minha sobrinha vai poder ver toda a infância dela em HD (...). Não é só tecnologia externa, mas relação de memória. Atualmente, vivemos um

18 02, 2018

Nenem de Caratinga

2018-02-18T10:52:45+00:0018 de fevereiro de 2018|0 Comments

Certos filmes, como certas pessoas, só são interessantes pelas elipses, os silêncios, aquilo que se não mostra. Não há silêncios deselegantes. (José Eduardo Agualusa) Meu pai, não sei se movido e fustigado por algum recalque, ou se por blague (homenageio a mãe dele, que falava o francês aprendido com as freiras no Colégio Sion), costumava

8 02, 2018

Obsessões musicais (XI)

2018-02-08T07:01:06+00:008 de fevereiro de 2018|0 Comments

Vindo de tradições ibéricas e da própria commedia dell’arte, o carnaval se consolidou no Rio de Janeiro através das tias baianas. Vindas quase sempre da Bahia, essas matriarcas negras de comunidades populares que usaram a música como instrumento de poder acabaram por re-inventar o samba na nossa cidade. O carnaval veio também de seu oposto

27 01, 2018

Memórias/Memorialistas (LIV)

2018-01-27T22:07:21+00:0027 de janeiro de 2018|0 Comments

Nos anos de 1960 a 1980, quem viajava de carro ou de ônibus do Rio de Janeiro para Brasília (ou vice-versa) encarava uma BR– 040 inóspita, parada decente quase nenhuma e postos de gasolina (já havia álcool?) distantes muitos e muitos quilômetros uns dos outros, a maioria deles fechava cedo. Os motoristas (as motoristas eram

13 01, 2018

Poemas de uma paulista desgarrada (VIII)

2018-01-13T17:03:05+00:0013 de janeiro de 2018|0 Comments

O segundo dos 12 trabalhos determinados para Hércules era o de matar a Hidra de Lerna, uma criatura bestial com forma de serpente que estava causando muita destruição na época. A criatura possuía 9 cabeças, sendo que toda vez que uma delas era cortada, nascia novamente, sendo assim quase impossível matar o animal. Quando Hércules

29 12, 2017

Passar uma tarde no HRAN

2017-12-29T20:26:01+00:0029 de dezembro de 2017|0 Comments

... e numa esteira de vime/beber uma água de coco, é bom/ Passar uma tarde em Itapuã/ao sol que arde em Itapuã/ ouvindo o mar de Itapuã/falar de amor em Itapuã... - Vinicius de Moraes  e  Toquinho - Correram alguns dias até que eu retomasse a escrita neste desolado blog. Era de rigor conceder um tempo de

10 12, 2017

Obsessões musicais (X)       

2017-12-11T12:19:59+00:0010 de dezembro de 2017|0 Comments

O tédio, essa eternidade sem conteúdo, esta felicidade sem gozo, esta profundidade superficial, esta saciedade faminta. (Kierkegaard) O Fantástico costuma mostrar bobajadas, mas em linhas gerais rolam sacações boas na concepção do programa - o Tadeu Schimdt é uma delas. De par com o detalhe de haver passado por Brasília como morador, formação universitária no Uniceub, o

29 11, 2017

Obsessões musicais (IX)

2017-11-30T10:49:54+00:0029 de novembro de 2017|0 Comments

Uma leve impressão: o termo narrativa, encontrável em dez de cada dez textos jornalísticos, está saindo de moda. A substituição, no tocante a uso frequente, é pelo entrega. Nada de associar entrega a delação (premiada), procedimento em voga nas salas da polícia federal, do ministério público, através do qual amigos e amigas lançam na fogueira ex-amigos e ex-amigas de

17 11, 2017

Memórias/Memorialistas (LIII)

2017-11-18T12:03:43+00:0017 de novembro de 2017|0 Comments

Continuemos nosso périplo através das páginas do Chão de ferro, volume 3 das memórias do Pedro Nava. O episódio em tela, visto na coligada postagem anterior, fora escrito nos anos de 1970, em reportagem de episódio ocorrido por volta de 1918. Paul Gauguin No consenso atual, cuidar-se-ia (Fora…) tecnicamente de assédio sexual, malgrado a

15 11, 2017

Memórias/Memorialistas (LII)

2017-11-18T12:13:04+00:0015 de novembro de 2017|0 Comments

Quando nos lembrarmos deste tempo, nos lembraremos de que foi o tempo em que galanteio virou assédio sexual. A própria palavra “galanteio” ficou antiga e sem sentido. Era um elogio dirigido por um homem a uma mulher — nunca de uma mulher a um homem — enaltecendo sua beleza. Os homens que faziam galanteios eram