• Poemas de uma carioca desgarrada (VIII)

    Neste dezembro, completam-se dez anos do embarque do meu pai. Vivo fosse, já o disse aqui, estaria com 90 anos. Porque maltratados… esquecidos… encobertos pelo brilho natural  do pai (e da mãe), filhos existem por aí que pouco se abalam…

  • Memórias/Memorialistas (XIX)

    Vamos continuar a amarração dos trechos, ainda do primeiro volume, nos quais o Pedro Nava retrata a agonia dos que, para nosso deleite, urdem reminiscências coligando o passado ao presente sem tisnar a realidade. “(…) A essas analogias podem servir…

  • Memórias/Memorialistas (XVIII)

    Em prosseguimento a nossa viagem ao passado, cumpre assinalar, sem embargo, que não são poucos os críticos literários a desabonar o gênero memórias. Alegam que os autores desse naipe estão mais próximos da ficção, tendem a edulcorar a narrativa, distorcendo…

  • Memórias/Memorialistas (XVII)

    Recebi de Edmundo de Paulo, meu amigo de Bacen, um e-mail  com o estranho assunto Anosognosia.  É um termo médico. Designa uma situação neurológica (é uma doença? tem cid?) em que, grosso modo e entre outros sintomas, não recordamos temporariamente…

  • Poemas de uma carioca desgarrada (VII)

    Desolação, desamor, desatino, descompasso, desconhecimento, desespero, desvario. Desesperanças aliteradas. SENTIMENTO DE MULHER Vinde a mim, ó Deusa! Ensina-me o que não vejo Cala essa boca louca Que fala o que o coração Não sente! Esse coração que de tão clemente…

  • Quem cuidará de nossos pais?

    Vimos agora, numa reportagem da última Veja (não esqueço a sutil alfinetada que a revista levou no filmaço O Som ao redor), que as famílias suecas não se ocupam de forma direta dos parentes mais idosos. A tarefa, o encargo,…

  • Quem cuidará de nossos pais? (II)

    Meus personagens principais deste tópico são os cuidadores e cuidadoras não profissionais. Trata-se de filhos, preocupadíssimos e dedicadíssimos em sua maioria, que não largam sob nenhum pretexto os seus “pacientes”, os pais e ou as mães atingidos por doenças degenerativas…

  • Memórias/Memorialistas (XVI)

    Não dá mesmo para largar o tio Constantino assim, sem mais nem menos. Não dá porque, a pretexto de esquadrinhá-lo nestas transcrições, serei  free-rider  em face do grupo de leitores que passarão a conhecer em profundidade os traços da personalidade…

  • Mamy (II)

    “E neste momento em que te relato tudo isso aqui do Rio sobre esta cama que não te espera, embora te queira. E lembro dos versos do grande Drummond que traduz bem o jeito em que eu me encontrava naqueles…

  • Mamy

    “Caía uma tarde clara e o céu estava azul na capital do Brasil. Quando desci da escada do avião eram 17:45 horas do dia 15 de novembro de 1991. Você não estava lá como havia imaginado. Depois de tanto tempo,…