{"id":12882,"date":"2015-12-21T20:07:49","date_gmt":"2015-12-21T20:07:49","guid":{"rendered":"http:\/\/mapati.com.br\/blog\/?p=498"},"modified":"2015-12-21T20:07:49","modified_gmt":"2015-12-21T20:07:49","slug":"parque-da-cidade-ii-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/parque-da-cidade-ii-2\/","title":{"rendered":"Parque da Cidade (II)"},"content":{"rendered":"<p><strong>1) Campos de futebol de areia<\/strong><\/p>\n<p>Na minha inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia, bati muita pelada em ch\u00e3o de barro ou de areia.<\/p>\n<p>Minha concep\u00e7\u00e3o de futebol era e \u00e9 esta, uma turma \u00e9 formada aleatoriamente e come\u00e7a o racha. As regras consuetudin\u00e1rias s\u00e3o rigorosas: mesmo sem ningu\u00e9m conhecer ningu\u00e9m, divis\u00e3o dos times equilibrad\u00edssima, ruins de bola (como sab\u00edamos?) pro gol sem dar um pio; bola batia na m\u00e3o, principalmente sem inten\u00e7\u00e3o do peladeiro, de costas e olhando pras estrelas, n\u00e3o cabia discutir nada, batia-se a falta; estourada era da defesa e acabou; bola sa\u00eda, ou n\u00e3o, pela lateral dava confus\u00e3o de pelo menos vinte minutos; bola por debaixo das pernas, meia-lua e principalmente chap\u00e9u, suprema humilha\u00e7\u00e3o, vaia dos gatos pingados em volta do campo (hoje, os coxinhas da televis\u00e3o chamam de caneta, drible da vaca e\u2026 nem nome tem o consagrador, pra quem d\u00e1, bal\u00e3ozinho\u2026).<\/p>\n<figure id=\"attachment_499\" aria-describedby=\"caption-attachment-499\" style=\"width: 278px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/2017.mapati.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/FIG20post32-1.jpg\" rel=\"attachment wp-att-499\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-499\" src=\"http:\/\/2017.mapati.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/FIG20post32-1.jpg\" alt=\"http:\/\/lafora.com.br\/2008\/06\/cannes-08-na-areia-short-list\/\" width=\"278\" height=\"524\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-499\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"font-size: 8pt;\">http:\/\/lafora.com.br\/2008\/06\/cannes-08-na-areia-short-list\/<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Rec\u00e9m casado, fins de 1974, ditadura ainda soltando fogo pelas ventas, passei razo\u00e1vel temporada jogando aos domingos de manh\u00e3 no campo de futebol que havia na 112 Sul, superquadra meio civil, meio militar, abaixo da 312 dos empregados do extinto IBC, entre eles, minha tia Celia, pobre torcedora do Menguinho e em cuja casa beb\u00edamos caf\u00e9 maravilhoso, do tope do colombiano (e olha que n\u00e3o sou chegado \u00e0 rubi\u00e1cea). O areal depois se tornou num pr\u00e9dio residencial com apartamentos de pre\u00e7o agiado certamente.<\/p>\n<p>A rapaziada entendia do riscado. E quem perpetra estas mal ajambradas linhas n\u00e3o destoava tanto de seus pares (relevem a m\u00e1scara). Entre os da pl\u00eaiade, pontificava um general (seria um brigadeiro?), encarna\u00e7\u00e3o de uma mistura de Juninho Pernambucano com Seedorf. Dependendo do par ou \u00edmpar, ora no meu time, ora no time advers\u00e1rio, o alta patente, marcado \u00e0 dist\u00e2ncia, pela idade e pela farda virtual (quem tem, tem medo), o educad\u00edssimo velhote, quase setent\u00e3o, cabe\u00e7a branquinha, cara de vov\u00f4 sueco, tratava com carinho e proximidade a brazuca, bom de bola paca. N\u00e3o me lembro se pertencera \u00e0 horripilante linha dura, tor\u00e7o pra que n\u00e3o. Todo mundo morria de medo dos milicos, de qualquer milico, at\u00e9 mesmo se estiv\u00e9ssemos numa prosaica filla de ag\u00eancia banc\u00e1ria. Mas na areia conviv\u00edamos pacificamente com o simp\u00e1tico velhote desportista.<\/p>\n<p>Mais prafrentemente (obrigado, Odorico Paguass\u00fa), eu, \u201cbancarino\u201d (\u00e9 como refiro meu pessoal do Bacen, seja da ativa, seja aposentado), junto com os \u201cterninho\u201d (\u00e9 como meu genro Hermes, da invej\u00e1vel profiss\u00e3o de professor de academia de gin\u00e1stica, alude \u00e0 turma dos advogados), disputei alguns campeonatos de futebol na OAB-DF. Organizad\u00edssimo, regulamento mais rico e anal\u00edtico do que nossa vigente Carta Magna, do que o C\u00f3digo Civil de 1916, o torneio abrigava larga faixa et\u00e1ria, 20 a 50 anos, muitos da qualidade t\u00e9cnica do anci\u00e3o acima mencionado, ou melhores, muito melhores jogadores (por onde anda um dos craques do meu time, o Caputo, n\u00e3o o Carlos Eduardo, ex-ministro do TSE, meu colega de UnB, n\u00e3o o ministro do TST?). E os ju\u00edzes? Ju\u00edzes, n\u00e3o. \u00c1rbitros, \u00fanica denomina\u00e7\u00e3o permitida \u00e0queles que corriam o campo com o apito na boca e sem o brega anel vermelho . O que faziam esses homens de preto (infelizmente, ainda n\u00e3o atuavam as belas bandeirinhas \u2013 os burocras do futebol as chamam de \u201cassistentes\u201d)? Respeitosamente, cheios de temor reverencial, arbitravam, dirigiam-se aos jogadores com um \u201ccalma, doutor\u201d, um \u201clevanta, doutor\u201d, um \u201cdoutor, pode bater a falta\u201d.<\/p>\n<p>Por que parou? Parou por qu\u00ea? Parei especialmente por causa disso. Isso o qu\u00ea? P\u00f4, boa parte dos terninho preocupava-se mais com as normas, com os dispositivos regulamentares do que com o futebol. Bastava um p\u00e9 de mei\u00e3o destoar do outro \u2013 um, vermelho vivo; o outro, vermelho um pouco mais esmaecido \u2013 para que os \u201clegalistas\u201d n\u00e3o concordassem com o in\u00edcio da peleja (o termo \u00e9 apropriado). Partida terminada, os do time perdedor requeriam invariavelmente ao Supremo Tribunal de l\u00e1, mais importante que o STF, anula\u00e7\u00e3o do jogo e consequente perda dos pontos. Provida a reclama\u00e7\u00e3o, surgia o campe\u00e3o moral e eles comemoravam, nem a\u00ed. Se o grande velhinho Ulisses Guimar\u00e3es apitasse por l\u00e1, iria se cansar da exorta\u00e7\u00e3o, \u201cVamos jogar, vamos jogar\u201d. Nada de tapet\u00e3o<\/p>\n<p>O circunl\u00f3quio j\u00e1 deu. Voltemos ao Parque da Cidade.<\/p>\n<p>O neg\u00f3cio (com trocadilho) \u00e9 realizar uma licita\u00e7\u00e3o. A firma sagrada vencedora no certame passaria a explorar economicamente a \u00e1rea, cercando os campos, j\u00e1 com grama artificial (hoje, quase tudo \u00e9 artificial. Fazer o qu\u00ea, n\u00e9?), e pondo alcolchoados, desses de ringue de box, em todos os postes e estacas para evitar se machuquem os burguesinhos que pagaram uma nota preta para jogar futebol (alguns dir\u00e3o soccer) tal qual o Justin Bieber, iconoclasta bi\u00f4nico, a pichar muros protegido por \u201cforte esquema de seguran\u00e7a\u201d. Falando mais s\u00e9rio, tenho pra mim que o espa\u00e7o com cinco, seis, sete campos de futebol de areia \u2013 at\u00e9 agora, uma desola\u00e7\u00e3o s\u00f3, totalmente esquecido \u2013 poderia continuar sem craques (n\u00e3o ao crack, sempre) mas ficaria animado, teria vida, depois da maci\u00e7a e constante ocupa\u00e7\u00e3o pelos peladeiros.<\/p>\n<figure id=\"attachment_501\" aria-describedby=\"caption-attachment-501\" style=\"width: 388px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/2017.mapati.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/FIG20Apost32.jpg\" rel=\"attachment wp-att-501\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-501\" src=\"http:\/\/2017.mapati.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/FIG20Apost32.jpg\" alt=\"http:\/\/unidadenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Futebol-socaite.jpg\" width=\"388\" height=\"291\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-501\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"font-size: 8pt;\">http:\/\/unidadenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Futebol-socaite.jpg<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">08 de dezembro de 2013<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">(032)<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"text-decoration: underline; color: #3366ff;\">mmsmarcos1953@hotmail.com<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1) Campos de futebol de areia Na minha inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia, bati muita pelada em ch\u00e3o de barro ou de areia. 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Rec\u00e9m casado, fins de 1974, ditadura ainda soltando fogo pelas ventas, passei razo\u00e1vel temporada jogando aos domingos de manh\u00e3 no campo de futebol que havia na 112 Sul, superquadra meio civil, meio militar, abaixo da 312 dos empregados do extinto IBC, entre eles, minha tia Celia, pobre torcedora do Menguinho e em cuja casa beb\u00edamos caf\u00e9 maravilhoso, do tope do colombiano (e olha que n\u00e3o sou chegado \u00e0 rubi\u00e1cea). O areal depois se tornou num pr\u00e9dio residencial com apartamentos de pre\u00e7o agiado certamente. A rapaziada entendia do riscado. E quem perpetra estas mal ajambradas linhas n\u00e3o destoava tanto de seus pares (relevem a m\u00e1scara). Entre os da pl\u00eaiade, pontificava um general (seria um brigadeiro?), encarna\u00e7\u00e3o de uma mistura de Juninho Pernambucano com Seedorf. Dependendo do par ou \u00edmpar, ora no meu time, ora no time advers\u00e1rio, o alta patente, marcado \u00e0 dist\u00e2ncia, pela idade e pela farda virtual (quem tem, tem medo), o educad\u00edssimo velhote, quase setent\u00e3o, cabe\u00e7a branquinha, cara de vov\u00f4 sueco, tratava com carinho e proximidade a brazuca, bom de bola paca. N\u00e3o me lembro se pertencera \u00e0 horripilante linha dura, tor\u00e7o pra que n\u00e3o. Todo mundo morria de medo dos milicos, de qualquer milico, at\u00e9 mesmo se estiv\u00e9ssemos numa prosaica filla de ag\u00eancia banc\u00e1ria. Mas na areia conviv\u00edamos pacificamente com o simp\u00e1tico velhote desportista. Mais prafrentemente (obrigado, Odorico Paguass\u00fa), eu, \u201cbancarino\u201d (\u00e9 como refiro meu pessoal do Bacen, seja da ativa, seja aposentado), junto com os \u201cterninho\u201d (\u00e9 como meu genro Hermes, da invej\u00e1vel profiss\u00e3o de professor de academia de gin\u00e1stica, alude \u00e0 turma dos advogados), disputei alguns campeonatos de futebol na OAB-DF. Organizad\u00edssimo, regulamento mais rico e anal\u00edtico do que nossa vigente Carta Magna, do que o C\u00f3digo Civil de 1916, o torneio abrigava larga faixa et\u00e1ria, 20 a 50 anos, muitos da qualidade t\u00e9cnica do anci\u00e3o acima mencionado, ou melhores, muito melhores jogadores (por onde anda um dos craques do meu time, o Caputo, n\u00e3o o Carlos Eduardo, ex-ministro do TSE, meu colega de UnB, n\u00e3o o ministro do TST?). E os ju\u00edzes? Ju\u00edzes, n\u00e3o. \u00c1rbitros, \u00fanica denomina\u00e7\u00e3o permitida \u00e0queles que corriam o campo com o apito na boca e sem o brega anel vermelho . O que faziam esses homens de preto (infelizmente, ainda n\u00e3o atuavam as belas bandeirinhas \u2013 os burocras do futebol as chamam de \u201cassistentes\u201d)? Respeitosamente, cheios de temor reverencial, arbitravam, dirigiam-se aos jogadores com um \u201ccalma, doutor\u201d, um \u201clevanta, doutor\u201d, um \u201cdoutor, pode bater a falta\u201d. Por que parou? Parou por qu\u00ea? Parei especialmente por causa disso. Isso o qu\u00ea? P\u00f4, boa parte dos terninho preocupava-se mais com as normas, com os dispositivos regulamentares do que com o futebol. Bastava um p\u00e9 de mei\u00e3o destoar do outro \u2013 um, vermelho vivo; o outro, vermelho um pouco mais esmaecido \u2013 para que os \u201clegalistas\u201d n\u00e3o concordassem com o in\u00edcio da peleja (o termo \u00e9 apropriado). Partida terminada, os do time perdedor requeriam invariavelmente ao Supremo Tribunal de l\u00e1, mais importante que o STF, anula\u00e7\u00e3o do jogo e consequente perda dos pontos. Provida a reclama\u00e7\u00e3o, surgia o campe\u00e3o moral e eles comemoravam, nem a\u00ed. Se o grande velhinho Ulisses Guimar\u00e3es apitasse por l\u00e1, iria se cansar da exorta\u00e7\u00e3o, \u201cVamos jogar, vamos jogar\u201d. Nada de tapet\u00e3o O circunl\u00f3quio j\u00e1 deu. Voltemos ao Parque da Cidade. O neg\u00f3cio (com trocadilho) \u00e9 realizar uma licita\u00e7\u00e3o. A firma sagrada vencedora no certame passaria a explorar economicamente a \u00e1rea, cercando os campos, j\u00e1 com grama artificial (hoje, quase tudo \u00e9 artificial. Fazer o qu\u00ea, n\u00e9?), e pondo alcolchoados, desses de ringue de box, em todos os postes e estacas para evitar se machuquem os burguesinhos que pagaram uma nota preta para jogar futebol (alguns dir\u00e3o soccer) tal qual o Justin Bieber, iconoclasta bi\u00f4nico, a pichar muros protegido por \u201cforte esquema de seguran\u00e7a\u201d. Falando mais s\u00e9rio, tenho pra mim que o espa\u00e7o com cinco, seis, sete campos de futebol de areia \u2013 at\u00e9 agora, uma desola\u00e7\u00e3o s\u00f3, totalmente esquecido \u2013 poderia continuar sem craques (n\u00e3o ao crack, sempre) mas ficaria animado, teria vida, depois da maci\u00e7a e constante ocupa\u00e7\u00e3o pelos peladeiros. &nbsp; 08 de dezembro de 2013 (032) mmsmarcos1953@hotmail.com<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-12882","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12882","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12882"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12882\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12882"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12882"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12882"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}