{"id":12904,"date":"2015-12-22T02:29:22","date_gmt":"2015-12-22T02:29:22","guid":{"rendered":"http:\/\/mapati.com.br\/blog\/?p=737"},"modified":"2015-12-22T02:29:22","modified_gmt":"2015-12-22T02:29:22","slug":"tiradentes-vii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/tiradentes-vii\/","title":{"rendered":"Tiradentes (VII)"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/2017.mapati.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/tiradentes9.jpg\" rel=\"attachment wp-att-738\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-738 aligncenter\" src=\"http:\/\/2017.mapati.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/tiradentes9.jpg\" alt=\"tiradentes9\" width=\"393\" height=\"524\" \/><\/a><\/p>\n<p>J\u00e1 tendo retornado de Tiradentes (cujo t\u00f3pico fecharei em seguida), vou com minha sobrinha Michaela (m\u00e3e brasileira, pai sueco) e uma amiga dela \u00e0 principal feira de artesanato de Belo Horizonte (mais um coment\u00e1rio, n\u00e3o machista: \u00e9 incr\u00edvel a resist\u00eancia das mulheres em<em>shoppings<\/em>, andam o dia inteiro e nada de cansa\u00e7o. Posso caminhar 10km em pistas esportivas sem acusar o golpe, mas dez minutos nessa romaria consumista moem minhas pernas e me fazem chegar destru\u00eddo em casa).<\/p>\n<p>Por isso mesmo, fujo sorrateiramente das duas e entro no belo parque ali do lado. Sento-me numa pedra imensa, do tamanho, digamos, do P\u00e3o de A\u00e7\u00facar, e come\u00e7o a ver a mineirada passando pra l\u00e1 e pra c\u00e1. Uma menininha de seus tr\u00eas anos, chorando, para quase na minha frente, empaca, n\u00e3o se move. Pai e m\u00e3e tentam dissuadi-la daquele <em>pit-stop<\/em> \u00a0(<em>pit stop<\/em> \u00a0\u00e9 o cacete! Obrigado, Ancelmo Gois). Inutilmente. At\u00e9 que a m\u00e3e saca a arma mort\u00edfera: &#8220;N\u00f3is vamo imbora. Se oc\u00ea fic\u00e1 a\u00ed, u Beb\u00ea-on\u00e7a vai ti peg\u00e1&#8221;. A arrancada infantil \u00e9 impressionante, pela rapidez e pela cara de pavor da garotinha &#8211; a minha express\u00e3o fision\u00f4mica tamb\u00e9m. Como seria esse beb\u00ea-on\u00e7a? Cara de beb\u00ea e corpo de on\u00e7a ou cara de on\u00e7a e corpo de beb\u00ea? De qualquer forma, devia ser mais assustador do que o Curupira, o Boitat\u00e1, o Saci. Tiremos o Perer\u00ea, j\u00e1 que o Ziraldo tornou-o personagem simp\u00e1tico e amigo das crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Largo essas <em>curtas observa\u00e7\u00f5es<\/em> sobre medos e p\u00e2nicos infantis e retomo Tiradentes. E o fa\u00e7o rapidamente, sinteticamente. N\u00e3o \u00e9 mais razo\u00e1vel que pa\u00edses insignificantes em termos de extens\u00e3o geogr\u00e1fica e de locais paradis\u00edacos possam faturar anualmente horrores com turismo enquanto nosso pa\u00eds apresenta-se em posi\u00e7\u00e3o t\u00edmida nesse <em>ranking<\/em>.<\/p>\n<p>Minha sugest\u00e3o de pessoa conhecedora de todas as capitais brasileiras em muitas visitas, de viajante que j\u00e1 percorreu de carro e, sobretudo, de caminh\u00e3o (o do Teatro Mapati) centenas dos mais de 4.500 munic\u00edpios do Brasil (com paradas e pernoites em muitos deles): que se divulgue no exterior n\u00e3o s\u00f3 as praias, mas conjunta e sistematica todas as cidades hist\u00f3ricas. Que, para tanto, nelas sejam espalhadas iniciativas que &#8220;chamam gente&#8221;, que atraem turistas, como mostras culturais, festivais art\u00edsticos, feiras de gastronomia. Paraty, por exemplo, est\u00e1 bem na fita. Al\u00e9m da divulga\u00e7\u00e3o da Tiradentes em tela, reforcemos por essa via de difus\u00e3o a imagem de Ouro Preto, de S\u00e3o Jo\u00e3o Del Rey (aqui j\u00e1 citada), de Sabar\u00e1, de Olinda, de Cabr\u00e1lia, de Alc\u00e2ntara, de Goias Velho (nome muito mais bonito e po\u00e9tico do que Cidade de Goias, escolhido pelos habitantes de l\u00e1. Fazer o qu\u00ea?), de Cavalcante, de Piren\u00f3polis, entre in\u00fameras outras cidades de preserva\u00e7\u00e3o mas carentes de recursos financeiros para se firmarem e se independerem de fontes supridoras do estado a que pertencem e da Uni\u00e3o. Com isso, n\u00e3o tenho d\u00favidas, trar\u00e3o muitas divisas para n\u00f3s.<\/p>\n<p>Pego o trem de volta para Bras\u00edlia.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/2017.mapati.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/tiradentes10.jpg\" rel=\"attachment wp-att-739\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-739 aligncenter\" src=\"http:\/\/2017.mapati.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/tiradentes10.jpg\" alt=\"tiradentes10\" width=\"383\" height=\"287\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">07 de junho de 2014<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">(067)<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #0000ff;\"><a style=\"color: #0000ff;\" href=\"mailto:mmsmarcos1953@hotmail.com\">mmsmarcos1953@hotmail.com<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 tendo retornado de Tiradentes (cujo t\u00f3pico fecharei em seguida), vou com minha sobrinha Michaela (m\u00e3e brasileira, pai sueco) e uma amiga dela \u00e0 principal feira de artesanato de Belo Horizonte (mais um coment\u00e1rio, n\u00e3o machista: \u00e9 incr\u00edvel a resist\u00eancia das mulheres emshoppings, andam o dia inteiro e nada de cansa\u00e7o. Posso caminhar 10km em pistas esportivas sem acusar o golpe, mas dez minutos nessa romaria consumista moem minhas pernas e me fazem chegar destru\u00eddo em casa). Por isso mesmo, fujo sorrateiramente das duas e entro no belo parque ali do lado. Sento-me numa pedra imensa, do tamanho, digamos, do P\u00e3o de A\u00e7\u00facar, e come\u00e7o a ver a mineirada passando pra l\u00e1 e pra c\u00e1. Uma menininha de seus tr\u00eas anos, chorando, para quase na minha frente, empaca, n\u00e3o se move. Pai e m\u00e3e tentam dissuadi-la daquele pit-stop \u00a0(pit stop \u00a0\u00e9 o cacete! Obrigado, Ancelmo Gois). Inutilmente. At\u00e9 que a m\u00e3e saca a arma mort\u00edfera: &#8220;N\u00f3is vamo imbora. Se oc\u00ea fic\u00e1 a\u00ed, u Beb\u00ea-on\u00e7a vai ti peg\u00e1&#8221;. A arrancada infantil \u00e9 impressionante, pela rapidez e pela cara de pavor da garotinha &#8211; a minha express\u00e3o fision\u00f4mica tamb\u00e9m. Como seria esse beb\u00ea-on\u00e7a? Cara de beb\u00ea e corpo de on\u00e7a ou cara de on\u00e7a e corpo de beb\u00ea? De qualquer forma, devia ser mais assustador do que o Curupira, o Boitat\u00e1, o Saci. Tiremos o Perer\u00ea, j\u00e1 que o Ziraldo tornou-o personagem simp\u00e1tico e amigo das crian\u00e7as. Largo essas curtas observa\u00e7\u00f5es sobre medos e p\u00e2nicos infantis e retomo Tiradentes. E o fa\u00e7o rapidamente, sinteticamente. N\u00e3o \u00e9 mais razo\u00e1vel que pa\u00edses insignificantes em termos de extens\u00e3o geogr\u00e1fica e de locais paradis\u00edacos possam faturar anualmente horrores com turismo enquanto nosso pa\u00eds apresenta-se em posi\u00e7\u00e3o t\u00edmida nesse ranking. Minha sugest\u00e3o de pessoa conhecedora de todas as capitais brasileiras em muitas visitas, de viajante que j\u00e1 percorreu de carro e, sobretudo, de caminh\u00e3o (o do Teatro Mapati) centenas dos mais de 4.500 munic\u00edpios do Brasil (com paradas e pernoites em muitos deles): que se divulgue no exterior n\u00e3o s\u00f3 as praias, mas conjunta e sistematica todas as cidades hist\u00f3ricas. Que, para tanto, nelas sejam espalhadas iniciativas que &#8220;chamam gente&#8221;, que atraem turistas, como mostras culturais, festivais art\u00edsticos, feiras de gastronomia. Paraty, por exemplo, est\u00e1 bem na fita. Al\u00e9m da divulga\u00e7\u00e3o da Tiradentes em tela, reforcemos por essa via de difus\u00e3o a imagem de Ouro Preto, de S\u00e3o Jo\u00e3o Del Rey (aqui j\u00e1 citada), de Sabar\u00e1, de Olinda, de Cabr\u00e1lia, de Alc\u00e2ntara, de Goias Velho (nome muito mais bonito e po\u00e9tico do que Cidade de Goias, escolhido pelos habitantes de l\u00e1. Fazer o qu\u00ea?), de Cavalcante, de Piren\u00f3polis, entre in\u00fameras outras cidades de preserva\u00e7\u00e3o mas carentes de recursos financeiros para se firmarem e se independerem de fontes supridoras do estado a que pertencem e da Uni\u00e3o. Com isso, n\u00e3o tenho d\u00favidas, trar\u00e3o muitas divisas para n\u00f3s. Pego o trem de volta para Bras\u00edlia. &nbsp; 07 de junho de 2014 (067) mmsmarcos1953@hotmail.com<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-12904","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12904","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12904"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12904\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12904"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12904"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12904"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}