{"id":12905,"date":"2015-12-22T02:46:16","date_gmt":"2015-12-22T02:46:16","guid":{"rendered":"http:\/\/mapati.com.br\/blog\/?p=750"},"modified":"2015-12-22T02:46:16","modified_gmt":"2015-12-22T02:46:16","slug":"o-perfume-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/o-perfume-ii\/","title":{"rendered":"O perfume (II)"},"content":{"rendered":"<p>Perfume tem muito, muito a ver com isso tudo.<\/p>\n<p>Nos tempos do Brasil provinciano de meados do s\u00e9culo passado, reputava-se inadmiss\u00edvel e impens\u00e1vel o do sexo masculino perfurmar-se, mesmo que n\u00e3o desbragadamente. Os homens aspergiam perfume quase que \u00e0s encondidas, nada de dar pinta, uma express\u00e3o muito comum ainda hoje, s\u00f3 que agora aplic\u00e1vel a tudo: dar pinta disso, dar pinta daquilo. Mas, \u00e0quela \u00e9poca, &#8220;dar pinta&#8221; s\u00f3 era usado, com mal\u00edcia e preconceito, pelos fofoqueiros perniciosos (redund\u00e2ncia?) quando eles se referiam aos mo\u00e7os efeminados e \u00e0s mo\u00e7as n\u00e3o femininas.<\/p>\n<p>Lavrei essa &#8220;pequena&#8221; introdu\u00e7\u00e3o (iniciada na postagem anterior) para mencionar, em ess\u00eancia (sem trocadilho), que dias desses eu metralhava o controle (sou das antigas, zapeio; um dia, vou aprender a programar) dos canais de TV a cabo (como tem bobajada ali) e parei num deles, em que passava um filme bem no comecinho.<\/p>\n<p>Fui sendo dominado solertemente pela telinha. Aos vinte minutos de jogo, constatei que a instigante fita (essa tamb\u00e9m \u00e9 da \u00e9poca de in\u00edcio aludida) nada mais era que a fiel hist\u00f3ria narrada em &#8220;O perfume &#8211; Hist\u00f3ria de um Assassino&#8221;, livra\u00e7o de Patrick S\u00fcskind que a Mariza, minha irm\u00e3 e afilhada, me dera de presente no fim do ano de 1986 (putz! h\u00e1 quase trinta anos).<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/2017.mapati.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/perfume_mariza.jpg\" rel=\"attachment wp-att-751\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-751 aligncenter\" src=\"http:\/\/2017.mapati.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/perfume_mariza.jpg\" alt=\"perfume_mariza\" width=\"450\" height=\"337\" \/><\/a><\/p>\n<p>Perfume \u00e9 bom. Perfume \u00e9 ruim.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">19 de junho de 2014<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">(069)<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #0000ff;\"><a style=\"color: #0000ff;\" href=\"mailto:mmsmarcos1953@hotmail.com\">mmsmarcos1953@hotmail.com<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Perfume tem muito, muito a ver com isso tudo. Nos tempos do Brasil provinciano de meados do s\u00e9culo passado, reputava-se inadmiss\u00edvel e impens\u00e1vel o do sexo masculino perfurmar-se, mesmo que n\u00e3o desbragadamente. Os homens aspergiam perfume quase que \u00e0s encondidas, nada de dar pinta, uma express\u00e3o muito comum ainda hoje, s\u00f3 que agora aplic\u00e1vel a tudo: dar pinta disso, dar pinta daquilo. 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Aos vinte minutos de jogo, constatei que a instigante fita (essa tamb\u00e9m \u00e9 da \u00e9poca de in\u00edcio aludida) nada mais era que a fiel hist\u00f3ria narrada em &#8220;O perfume &#8211; Hist\u00f3ria de um Assassino&#8221;, livra\u00e7o de Patrick S\u00fcskind que a Mariza, minha irm\u00e3 e afilhada, me dera de presente no fim do ano de 1986 (putz! h\u00e1 quase trinta anos). Perfume \u00e9 bom. 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