{"id":13549,"date":"2017-12-29T20:12:08","date_gmt":"2017-12-29T23:12:08","guid":{"rendered":"http:\/\/mapati.com.br\/?p=13549"},"modified":"2017-12-29T20:26:01","modified_gmt":"2017-12-29T23:26:01","slug":"passar-uma-tarde-no-hran","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/passar-uma-tarde-no-hran\/","title":{"rendered":"Passar uma tarde no HRAN"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400; text-align: right;\"><em>&#8230; e numa esteira de vime\/beber uma \u00e1gua de coco, \u00e9 bom\/<br \/>\nPassar uma tarde em Itapu\u00e3\/ao sol que arde em Itapu\u00e3\/<br \/>\nouvindo o mar de Itapu\u00e3\/falar de amor em Itapu\u00e3&#8230;<br \/>\n<\/em>&#8211;\u00a0Vinicius de Moraes\u00a0 e\u00a0 Toquinho &#8211;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Correram alguns dias at\u00e9 que eu retomasse a escrita neste desolado\u00a0<em>blog<\/em>. Era de rigor conceder um tempo de arte a que o antibi\u00f3tico fizesse efeito consoante anunciam as bulas lidas sem muita deten\u00e7a por n\u00f3s, os\/as que ainda relutam em sair do arm\u00e1rio e de conseguinte proclamar a inexor\u00e1vel hipocondria.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Choque.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Na segunda-feira retrasada, eu chegava ao Teatro Mapati ap\u00f3s haver buscado\u00a0 minha neta mais velha (vinte e um anos a completar no exato dia da virada deste perverso 2017) no escrit\u00f3rio de advocacia onde estagia e \u2013 me parece \u2013 trabalha feito uma moura. Bem feito, tivesse me ouvido, a escolha acad\u00eamica seria(?) outra, pondo termo a uma hist\u00f3ria de atua\u00e7\u00e3o (direta ou indireta) no ramo do Direito, que se iniciara com o meu tio av\u00f4 materno ao lado do meu av\u00f4 paterno, passando por um dos meus tios tamb\u00e9m do lado paterno, em seguida por mim e por \u00faltimo pela minha filha primog\u00eanita.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Eu subia a rampa do teatro quando fui informado de que a J\u00f4, nossa auxiliar de servi\u00e7os gerais, baiana incans\u00e1vel (perd\u00e3o pelo paradoxo), estava l\u00e1 no subsolo com crise de v\u00f4mitos e praticamente desacordada. N\u00e3o consegui chegar \u00e0 caixa c\u00eanica pois, ao descer o primeiro lance, o Carlos (outro colaborador nosso) j\u00e1 vencia os degraus escada acima com a padecente balbuciando respostas a perguntas aflitas que a ela dirig\u00edamos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Frustrando-se a chamada do Samu, pusemo-la em meu carro e partimos para o hospital mais pr\u00f3ximo. Logo na entrada, de par com a desola\u00e7\u00e3o pela gente simples e sofrida, encostada em paredes sujas e descascadas, avultava cartaz com o famoso \u00a0<em>Estamos em greve<\/em>. Apurei a leitura, \u00a0a paralisa\u00e7\u00e3o era da turma da limpeza. Menos mal? O burocra na casamata, seco e quase grosseiro, nada de salamaleques, termina a fun\u00e7\u00e3o burocr\u00e1tica importante mas irritante e ali ficamos n\u00f3s tr\u00eas, Marcos, J\u00f4 e Daiane (professora de circo em nosso espa\u00e7o cultural) no aguardo do an\u00fancio para atendimento. Cerca de quinze minutos transcorridos, gritam o nome da nossa colega e o seguran\u00e7a, seco e quase grosseiro, nada de salamaleques, fazendo as vezes de recepcionista, decreta que \u201centra somente um acompanhante.\u201d<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Rendo a Daiane, necessitada de retornar ao Mapati por causa da Col\u00f4nia de F\u00e9rias (a 53\u00aa, agora j\u00e1 na quinta semana, matr\u00edculas abertas)\u00a0e me lan\u00e7o na selva do pronto-socorro do HRAN. Com toda a sinceridade, n\u00e3o \u00e9 dos piores da Capital Federal. Dito isso, vou logo contando o que, nas cinco horas de jornada, acontecera naqueles corredores e salas onde campeiam a ang\u00fastia e o desalento.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o poderia ser de outro modo, a narrativa volta a pescar nossa protagonista.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\">J\u00f4<\/p>\n<figure id=\"attachment_13551\" aria-describedby=\"caption-attachment-13551\" style=\"width: 408px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/mapati.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Jo_HRAN.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-13551\" src=\"http:\/\/mapati.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Jo_HRAN.jpg\" alt=\"\" width=\"408\" height=\"359\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-13551\" class=\"wp-caption-text\">foto: Marcos Martins<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Ultrapassada a fase de triagem e depois de quase meia-hora de espera na maca (uma mordomia, adiante voc\u00eas a confirmar\u00e3o), atacada por dores de cabe\u00e7a e pontadas na barriga, a J\u00f4 enfim se avista com a m\u00e9dica. Por\u00e9m, a medica\u00e7\u00e3o de al\u00edvio, sob pena de atrapalhar o resultado do exame, n\u00e3o podia ainda ser aplicada \u2013 havia que colher o sangue. Procedimento efetuado, o soro de mistura com o b\u00e1lsamo da dipirona e do Buscopan se insinua pelas veias da combalida J\u00f4. No entremeio, a urina vertida \u00e9 enviada ao laborat\u00f3rio. Checados o vermelho e o amarelo, desagua-se (sem trocadilho) no diagn\u00f3stico: infec\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Concluo o boletim m\u00e9dico-hospitalar.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Naquele panorama, vi coisas, muitas coisas, t\u00edpicas dos hospitais p\u00fablicos brasileiros, car\u00eancia por todo lado, zumbis pelos corredores e\u2026<\/p>\n<ul style=\"font-weight: 400;\">\n<li>na porta do laborat\u00f3rio, a velhinha sentada altiva na cadeira de rodas, pele alv\u00edssima, oferece o bra\u00e7o lazuli \u00e0 seringa hemat\u00f3foga. Com bonomia, olha para a enfermeira, espalha lucidez e nos brinda com uma coragem de arrepiar nos seus noventa anos de idade segundo informara a filha setentona;<\/li>\n<li>nessa singradura, outra guerreira, gr\u00e1vida de uns duzentos meses, a debochar da agulha que provoca vertigem em todos os homens do mundo;<\/li>\n<li>mais l\u00e1 na frente, mo\u00e7a perto dos 30\/35 anos de idade, corpo lapidado, t\u00e3o linda quanto a Dra. Ma\u00edra, a jovem m\u00e9dica que eficientemente atendera a J\u00f4, acompanhava um senhor (paciente sessent\u00e3o) que, souberam os presentes, era o pai dela, aluindo minha invejazinha pois eu os tinha por namorados;<\/li>\n<li>por todos os corredores,vagava um rapaz magro mas com barriga descomunal (que doen\u00e7a horripilante seria aquela, minha gente?); perto dele, seu Boneco seria um tanquinho;<\/li>\n<li>na fila de exames laboratoriais outros, estudante universit\u00e1ria de enfermagem, tamb\u00e9m paciente, dizia para quem quisesse ouvir n\u00e3o temer a morte embora panicada com o universo do hospital (precisamos dar uma conferida no seu boletim da faculdade);<\/li>\n<li>dois enfermeiros \u2013 um, do HRAN; o outro, do Samu \u2013 disputando a \u00fanica maca sobrante. Diga-se que o faziam com certa gra\u00e7a e bom humor, comportamento salutar e reconfortante num ambiente daqueles;<\/li>\n<li>s\u00fabito, uma das pacientes levanta-se da maca, pede saco de lixo, par de luvas de borracha. Cal\u00e7a-as e promove um verdadeiro arrast\u00e3o saneador. Em pouco mais de dez minutos, a Rosinete, como que furando a greve de in\u00edcio mencionada, acabou com aquela sujeira pela enfermaria toda, n\u00e3o sem antes gritar entusiasmada: \u201cperto do lix\u00e3o, o HRAN \u00e9 um luxo.\u201d.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"font-weight: 400;\">No pronto-socorro\/ambulat\u00f3rio do HRAN, a esses artistas se sobrepunha personagem admir\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Anotem que, durante o per\u00edodo no qual permaneci ao lado da J\u00f4, uma figura cuidou sozinha de todos e todas que ali buscavam al\u00edvio para suas dores e agonias. O homem enorme, perto do 1,90m, jaleco verde, \u00a0n\u00e3o parava pra nada. Ou melhor, permitia-se sentar na cadeira &#8211; mas para preparar os medicamentos a ser ministrados. Tramol num, dipirona noutra, m\u00e1scara de oxig\u00eanio na velhinha (epa, de novo a nonagen\u00e1ria da coleta de sangue), coquetel de antibi\u00f3ticos para o mo\u00e7o infectado\u2026<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Para o Daniel (esse o nome da fera), enfermeiro exemplar, alegre e simpatic\u00edssimo, academia de gin\u00e1stica n\u00e3o se afigura importante, o desfilar di\u00e1rio e sistem\u00e1tico pelas camas dos\/das doentes atinge, num c\u00e1lculo conservador, as dist\u00e2ncias percorridas por maratonistas. Desconhe\u00e7o os proventos auferidos pelo anjo grandalh\u00e3o, os quais decerto n\u00e3o devem estar \u00e0 altura de sua dedica\u00e7\u00e3o e empenho.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 por virtude da conduta de profissionais desse jaez que o setor p\u00fablico ainda resiste.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Daniel<\/p>\n<figure id=\"attachment_13552\" aria-describedby=\"caption-attachment-13552\" style=\"width: 513px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/mapati.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/DanielHRAN.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-13552\" src=\"http:\/\/mapati.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/DanielHRAN.jpg\" alt=\"\" width=\"513\" height=\"510\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-13552\" class=\"wp-caption-text\">foto: Marcos Martins<\/figcaption><\/figure>\n<h5 style=\"text-align: center;\">#HRAN\u00a0 \u00a0 #Itapu\u00e3\u00a0 \u00a0 #Vinicius de Moraes\u00a0 \u00a0 #Toquinho\u00a0 \u00a0 #<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/espacomapati\/\">Teatro<\/a>\u00a0 \u00a0 #Direito\u00a0 \u00a0 #Samu<br \/>\n#<a href=\"http:\/\/mapati.com.br\/colonia-de-ferias\/\">53\u00aa Col\u00f4nia de F\u00e9rias<\/a>\u00a0 \u00a0 #Capital Federal\u00a0 \u00a0 #Dipirona\u00a0 \u00a0 #Buscopan<br \/>\n#Seu Boneco\u00a0 \u00a0 #Enfermeiro Daniel<\/h5>\n<p style=\"text-align: right;\">29\/12\/2017<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">(271)<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><a href=\"mailto:mmsmarcos1953@hotmail.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">mmsmarcos1953@hotmail.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8230; e numa esteira de vime\/beber uma \u00e1gua de coco, \u00e9 bom\/ Passar uma tarde em Itapu\u00e3\/ao sol que arde em Itapu\u00e3\/ ouvindo o mar de Itapu\u00e3\/falar de amor em Itapu\u00e3&#8230; &#8211;\u00a0Vinicius de Moraes\u00a0 e\u00a0 Toquinho &#8211; Correram alguns dias at\u00e9 que eu retomasse a escrita neste desolado\u00a0blog. 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O burocra na casamata, seco e quase grosseiro, nada de salamaleques, termina a fun\u00e7\u00e3o burocr\u00e1tica importante mas irritante e ali ficamos n\u00f3s tr\u00eas, Marcos, J\u00f4 e Daiane (professora de circo em nosso espa\u00e7o cultural) no aguardo do an\u00fancio para atendimento. Cerca de quinze minutos transcorridos, gritam o nome da nossa colega e o seguran\u00e7a, seco e quase grosseiro, nada de salamaleques, fazendo as vezes de recepcionista, decreta que \u201centra somente um acompanhante.\u201d Rendo a Daiane, necessitada de retornar ao Mapati por causa da Col\u00f4nia de F\u00e9rias (a 53\u00aa, agora j\u00e1 na quinta semana, matr\u00edculas abertas)\u00a0e me lan\u00e7o na selva do pronto-socorro do HRAN. Com toda a sinceridade, n\u00e3o \u00e9 dos piores da Capital Federal. Dito isso, vou logo contando o que, nas cinco horas de jornada, acontecera naqueles corredores e salas onde campeiam a ang\u00fastia e o desalento. N\u00e3o poderia ser de outro modo, a narrativa volta a pescar nossa protagonista. J\u00f4 Ultrapassada a fase de triagem e depois de quase meia-hora de espera na maca (uma mordomia, adiante voc\u00eas a confirmar\u00e3o), atacada por dores de cabe\u00e7a e pontadas na barriga, a J\u00f4 enfim se avista com a m\u00e9dica. Por\u00e9m, a medica\u00e7\u00e3o de al\u00edvio, sob pena de atrapalhar o resultado do exame, n\u00e3o podia ainda ser aplicada \u2013 havia que colher o sangue. Procedimento efetuado, o soro de mistura com o b\u00e1lsamo da dipirona e do Buscopan se insinua pelas veias da combalida J\u00f4. No entremeio, a urina vertida \u00e9 enviada ao laborat\u00f3rio. Checados o vermelho e o amarelo, desagua-se (sem trocadilho) no diagn\u00f3stico: infec\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria. Concluo o boletim m\u00e9dico-hospitalar. Naquele panorama, vi coisas, muitas coisas, t\u00edpicas dos hospitais p\u00fablicos brasileiros, car\u00eancia por todo lado, zumbis pelos corredores e\u2026 na porta do laborat\u00f3rio, a velhinha sentada altiva na cadeira de rodas, pele alv\u00edssima, oferece o bra\u00e7o lazuli \u00e0 seringa hemat\u00f3foga. Com bonomia, olha para a enfermeira, espalha lucidez e nos brinda com uma coragem de arrepiar nos seus noventa anos de idade segundo informara a filha setentona; nessa singradura, outra guerreira, gr\u00e1vida de uns duzentos meses, a debochar da agulha que provoca vertigem em todos os homens do mundo; mais l\u00e1 na frente, mo\u00e7a perto dos 30\/35 anos de idade, corpo lapidado, t\u00e3o linda quanto a Dra. Ma\u00edra, a jovem m\u00e9dica que eficientemente atendera a J\u00f4, acompanhava um senhor (paciente sessent\u00e3o) que, souberam os presentes, era o pai dela, aluindo minha invejazinha pois eu os tinha por namorados; por todos os corredores,vagava um rapaz magro mas com barriga descomunal (que doen\u00e7a horripilante seria aquela, minha gente?); perto dele, seu Boneco seria um tanquinho; na fila de exames laboratoriais outros, estudante universit\u00e1ria de enfermagem, tamb\u00e9m paciente, dizia para quem quisesse ouvir n\u00e3o temer a morte embora panicada com o universo do hospital (precisamos dar uma conferida no seu boletim da faculdade); dois enfermeiros \u2013 um, do HRAN; o outro, do Samu \u2013 disputando a \u00fanica maca sobrante. Diga-se que o faziam com certa gra\u00e7a e bom humor, comportamento salutar e reconfortante num ambiente daqueles; s\u00fabito, uma das pacientes levanta-se da maca, pede saco de lixo, par de luvas de borracha. Cal\u00e7a-as e promove um verdadeiro arrast\u00e3o saneador. Em pouco mais de dez minutos, a Rosinete, como que furando a greve de in\u00edcio mencionada, acabou com aquela sujeira pela enfermaria toda, n\u00e3o sem antes gritar entusiasmada: \u201cperto do lix\u00e3o, o HRAN \u00e9 um luxo.\u201d. No pronto-socorro\/ambulat\u00f3rio do HRAN, a esses artistas se sobrepunha personagem admir\u00e1vel. Anotem que, durante o per\u00edodo no qual permaneci ao lado da J\u00f4, uma figura cuidou sozinha de todos e todas que ali buscavam al\u00edvio para suas dores e agonias. O homem enorme, perto do 1,90m, jaleco verde, \u00a0n\u00e3o parava pra nada. Ou melhor, permitia-se sentar na cadeira &#8211; mas para preparar os medicamentos a ser ministrados. Tramol num, dipirona noutra, m\u00e1scara de oxig\u00eanio na velhinha (epa, de novo a nonagen\u00e1ria da coleta de sangue), coquetel de antibi\u00f3ticos para o mo\u00e7o infectado\u2026 Para o Daniel (esse o nome da fera), enfermeiro exemplar, alegre e simpatic\u00edssimo, academia de gin\u00e1stica n\u00e3o se afigura importante, o desfilar di\u00e1rio e sistem\u00e1tico pelas camas dos\/das doentes atinge, num c\u00e1lculo conservador, as dist\u00e2ncias percorridas por maratonistas. Desconhe\u00e7o os proventos auferidos pelo anjo grandalh\u00e3o, os quais decerto n\u00e3o devem estar \u00e0 altura de sua dedica\u00e7\u00e3o e empenho. \u00c9 por virtude da conduta de profissionais desse jaez que o setor p\u00fablico ainda resiste. Daniel #HRAN\u00a0 \u00a0 #Itapu\u00e3\u00a0 \u00a0 #Vinicius de Moraes\u00a0 \u00a0 #Toquinho\u00a0 \u00a0 #Teatro\u00a0 \u00a0 #Direito\u00a0 \u00a0 #Samu #53\u00aa Col\u00f4nia de F\u00e9rias\u00a0 \u00a0 #Capital Federal\u00a0 \u00a0 #Dipirona\u00a0 \u00a0 #Buscopan #Seu Boneco\u00a0 \u00a0 #Enfermeiro Daniel 29\/12\/2017 (271) mmsmarcos1953@hotmail.com<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-13549","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13549","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13549"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13549\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13556,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13549\/revisions\/13556"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13549"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13549"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13549"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}