{"id":1416,"date":"2016-04-05T16:12:21","date_gmt":"2016-04-05T16:12:21","guid":{"rendered":"http:\/\/mapati.com.br\/blog\/?p=1416"},"modified":"2016-04-05T16:12:21","modified_gmt":"2016-04-05T16:12:21","slug":"memoriasmemorialistas-xli","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/memoriasmemorialistas-xli\/","title":{"rendered":"Mem\u00f3rias\/Memorialistas (XLI)"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o tenho visto, porque n\u00e3o t\u00eam passado nos jornais televisivos, reportagens acerca do terr\u00edvel comportamento de alunos agredindo f\u00edsica e moralmente professores e professoras, uma afronta, um desrespeito a quem se sacrificou, a quem estudou para formar pessoas. Todavia, desconhe\u00e7o se de fato \u00e9 desinteresse da imprensa ou se tal panorama melhorou nas escolas, sejam particulares, sejam p\u00fablicas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1417\" aria-describedby=\"caption-attachment-1417\" style=\"width: 471px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1417\" src=\"http:\/\/2017.mapati.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/181_lousa.png\" alt=\"https:\/\/www.vectoropenstock.com\/vectors\/preview\/71071\/blackboard-in-classroom-with-text\" width=\"471\" height=\"334\" srcset=\"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/181_lousa.png 3509w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/181_lousa-300x214.png 300w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/181_lousa-768x544.png 768w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/181_lousa-1024x725.png 1024w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/181_lousa-200x142.png 200w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/181_lousa-400x283.png 400w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/181_lousa-600x425.png 600w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/181_lousa-800x566.png 800w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/181_lousa-1200x849.png 1200w\" sizes=\"(max-width: 471px) 100vw, 471px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1417\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"font-size: 8pt;\">https:\/\/www.vectoropenstock.com\/vectors\/preview\/71071\/blackboard-in-classroom-with-text<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Aparentemente, sim.<\/p>\n<p>Daria um bra\u00e7o meu e at\u00e9 uma perna minha para trazer aos nossos dias o Luiz C\u00e2ndido Paranhos de Macedo.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 90px;\"><span style=\"font-family: 'trebuchet ms', geneva, sans-serif;\"><em>\u201cEle sentou pesadamente na c\u00e1tedra e n\u00f3s desabamos de medo nas carteiras. Escreveu, assinou. Olhou-nos por cima dos \u00f3culos, cabe\u00e7a baixa, que nem touro; por baixo deles, levantando as narinas, como um hipop\u00f3tamo; mudou os de vidra\u00e7a preta por graduados da mesma treva, foi-nos encarando um por um e desmandibulou-se num rio imenso e prenunciador de cat\u00e1strofes. De repente falou horrendo e grosso. Arrepiadas as carnes e os cabelos numa tonteira, escutamos que ele era o <\/em>Tifum<em>. Em sou o <\/em>Tifum\u00a0<em>&#8211; como\u00a0<\/em>oc\u00eas<em> me chamam, seus patifes! E vou varrer <\/em>oc\u00eas<em> todos, seus canalhas, seus vagabundos, seus vadios assim como tuf\u00e3o na face dos mares! E vai come\u00e7ar hoje! N\u00e3o saio daqui sem fazer minha ca\u00e7ada e dar, pelo menos, meia d\u00fazia de zeros! Vamos \u00e0 chamada e, a seu nome, cada um levante-se para eu ficar\u00a0<\/em>c\u00f3nh\u00e9cendo<em> focinho por focinho.\u201d \u00a0<\/em><\/span><\/p>\n<p>V\u00ea-se que o professor do garoto Pedro Nava n\u00e3o iria tolerar, n\u00e3o iria suportar o tratamento que algumas vezes adolescentes dispensam atualmente a quem est\u00e1 postado l\u00e1 na frente para ensinar e, como se isso n\u00e3o bastasse, ganhando sal\u00e1rios o mais das vezes ultrajantes.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 90px;\"><span style=\"font-family: 'trebuchet ms', geneva, sans-serif;\"><em>\u201c(&#8230;) Para retomar o fio do assunto, devo dizer que o destampat\u00f3rio do Tifum na sua aula inaugural deixou-nos consternados. Aquilo ia ser o diabo! A retomada daquela merda no outro per\u00edodo letivo, at\u00e9 nos vermos livres da fera no exame final. Se consegu\u00edssemos, ai! de n\u00f3s, certo fadados \u00e0s reprova\u00e7\u00f5es em massa e a sermos aquilo que o professor dizia como se cuspisse, como se escarrasse, regurgitasse, vomitasse, obrasse a palavra &#8211; repetentes.\u201d<\/em><\/span><\/p>\n<p>A turma do C\u00e2ndido sofria horrores na m\u00e3o dele. O homem \u201cbatia de com for\u00e7a\u201d em toda a meninada, sem d\u00f3 nem piedade. A continuar na transposi\u00e7\u00e3o do personagem para a nossa \u00e9poca, ter\u00edamos uma chuva de acusa\u00e7\u00f5es e at\u00e9 a\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a ao argumento de ocorr\u00eancia de ass\u00e9dio moral. Imaginem o que os pais ou respons\u00e1veis n\u00e3o fariam diante do a\u00e7oite promovido pelo Paranhos, que n\u00e3o aliviava enquanto n\u00e3o desfibrasse os alunos.<\/p>\n<p>Se duvidam, olhem isto:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 90px;\"><span style=\"font-family: 'trebuchet ms', geneva, sans-serif;\"><em>\u201cV\u00e1 se sentar, seu patife! Batata. Ao vencido, a batata. Elas eram dadas com requinte e o nosso Paranhos usava para isto carimbinho especial que mandara confeccionar. E ferreteava com zeros vermelhos, roxos, pretos e azuis segundo queria aviltar mais ou menos o padecente. Deste, v\u00edamos um instante a cabe\u00e7a sem sangue quando ele voltava para a carteira, depois do degolamento. Mas j\u00e1 o verdugo passando adiante, chamava outro condenado favorito.\u201d<\/em><\/span><\/p>\n<p>Eis o contraponto, a circunst\u00e2ncia atenuante, o argumento de defesa de que poderia se valer o temido professor situado como r\u00e9u no bojo do referido processo judicial: a prova documental de que ele era enganado pelos pestinhas, inclusive o autor desses livros de mem\u00f3rias fascinantes.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 90px;\"><span style=\"font-family: 'trebuchet ms', geneva, sans-serif;\"><em>\u201cUm dia eu quase borrei de medo. Passei a Geografia de Lacerda e Novais para ele tomar-me a li\u00e7\u00e3o (o nosso mestre fazia-o pelo livro do aluno chamado), quando o dem\u00f4nio do homem virando as p\u00e1ginas, descobriu, bem dobradinhas e em letra m\u00ednima, tr\u00eas de minhas bem copiadas &#8230;. sanfonas. Levantou-as, desfraldou-as, despeda\u00e7ou-as e rindo, fauces arreganhadas, deu-me dois zeros, um vermelho em comportamento e um roxo em aplica\u00e7\u00e3o. Priva\u00e7\u00e3o completa, seu patife! V\u00e1 se sentar (O trabalho que davam as colas para escrever, em caracteres microsc\u00f3picos; para dispor suas tiras em dois cilindros de que um enrolava e o outro desenrolava, para empilh\u00e1-las em plicaturas cujo verso terminava combinando com o anverso; as borrachas de seguran\u00e7a presas ao pesco\u00e7o e que ao menor alerta! puxavam os corpos de delito manga da farda adentro&#8230; Mais f\u00e1cil seria estudar que preparar esses laboriosos embustes (&#8230;)\u201d<\/em><\/span><\/p>\n<p>Sucede que o professor era muito mais do que se contou at\u00e9 agora nessa viagem pelos textos biogr\u00e1ficos do Nava. independentemente de esse eventual levante via concurso da Justi\u00e7a ser golpe ou n\u00e3o, o Luiz C\u00e2ndido Paranhos de Macedo sobreviver\u00e1 conosco em mais uma postagem, qui\u00e7\u00e1 duas. Devido a apego meu, e n\u00e3o dele por \u00f3bvio. O professor, com efeito, n\u00e3o ir\u00e1 desembarcar da c\u00e1tedra agora.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 90px;\"><span style=\"font-family: 'trebuchet ms', geneva, sans-serif;\"><em>\u201cO curioso \u00e9 que com estes esparramos todos o Tifum era popular. \u00c9 que, com o correr do tempo, cada turma ia verificando que aquilo era trovoada seca, trovoada sem chuva e que o Paranhos era o melhor dos homens. O Seu Otac\u00edlio nos contou que, depois das aulas, ele ia&#8230;\u201d<\/em><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">05 de abril de 2016<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">(181)<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #0000ff;\"><a style=\"color: #0000ff;\" href=\"mailto:mmsmarcos1953@hotmail.com\">mmsmarcos1953@hotmail.com<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o tenho visto, porque n\u00e3o t\u00eam passado nos jornais televisivos, reportagens acerca do terr\u00edvel comportamento de alunos agredindo f\u00edsica e moralmente professores e professoras, uma afronta, um desrespeito a quem se sacrificou, a quem estudou para formar pessoas. Todavia, desconhe\u00e7o se de fato \u00e9 desinteresse da imprensa ou se tal panorama melhorou nas escolas, sejam particulares, sejam p\u00fablicas. Aparentemente, sim. Daria um bra\u00e7o meu e at\u00e9 uma perna minha para trazer aos nossos dias o Luiz C\u00e2ndido Paranhos de Macedo. \u201cEle sentou pesadamente na c\u00e1tedra e n\u00f3s desabamos de medo nas carteiras. Escreveu, assinou. Olhou-nos por cima dos \u00f3culos, cabe\u00e7a baixa, que nem touro; por baixo deles, levantando as narinas, como um hipop\u00f3tamo; mudou os de vidra\u00e7a preta por graduados da mesma treva, foi-nos encarando um por um e desmandibulou-se num rio imenso e prenunciador de cat\u00e1strofes. De repente falou horrendo e grosso. Arrepiadas as carnes e os cabelos numa tonteira, escutamos que ele era o Tifum. Em sou o Tifum\u00a0&#8211; como\u00a0oc\u00eas me chamam, seus patifes! E vou varrer oc\u00eas todos, seus canalhas, seus vagabundos, seus vadios assim como tuf\u00e3o na face dos mares! E vai come\u00e7ar hoje! N\u00e3o saio daqui sem fazer minha ca\u00e7ada e dar, pelo menos, meia d\u00fazia de zeros! Vamos \u00e0 chamada e, a seu nome, cada um levante-se para eu ficar\u00a0c\u00f3nh\u00e9cendo focinho por focinho.\u201d \u00a0 V\u00ea-se que o professor do garoto Pedro Nava n\u00e3o iria tolerar, n\u00e3o iria suportar o tratamento que algumas vezes adolescentes dispensam atualmente a quem est\u00e1 postado l\u00e1 na frente para ensinar e, como se isso n\u00e3o bastasse, ganhando sal\u00e1rios o mais das vezes ultrajantes. \u201c(&#8230;) Para retomar o fio do assunto, devo dizer que o destampat\u00f3rio do Tifum na sua aula inaugural deixou-nos consternados. Aquilo ia ser o diabo! A retomada daquela merda no outro per\u00edodo letivo, at\u00e9 nos vermos livres da fera no exame final. Se consegu\u00edssemos, ai! de n\u00f3s, certo fadados \u00e0s reprova\u00e7\u00f5es em massa e a sermos aquilo que o professor dizia como se cuspisse, como se escarrasse, regurgitasse, vomitasse, obrasse a palavra &#8211; repetentes.\u201d A turma do C\u00e2ndido sofria horrores na m\u00e3o dele. O homem \u201cbatia de com for\u00e7a\u201d em toda a meninada, sem d\u00f3 nem piedade. A continuar na transposi\u00e7\u00e3o do personagem para a nossa \u00e9poca, ter\u00edamos uma chuva de acusa\u00e7\u00f5es e at\u00e9 a\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a ao argumento de ocorr\u00eancia de ass\u00e9dio moral. Imaginem o que os pais ou respons\u00e1veis n\u00e3o fariam diante do a\u00e7oite promovido pelo Paranhos, que n\u00e3o aliviava enquanto n\u00e3o desfibrasse os alunos. Se duvidam, olhem isto: \u201cV\u00e1 se sentar, seu patife! Batata. Ao vencido, a batata. Elas eram dadas com requinte e o nosso Paranhos usava para isto carimbinho especial que mandara confeccionar. E ferreteava com zeros vermelhos, roxos, pretos e azuis segundo queria aviltar mais ou menos o padecente. Deste, v\u00edamos um instante a cabe\u00e7a sem sangue quando ele voltava para a carteira, depois do degolamento. Mas j\u00e1 o verdugo passando adiante, chamava outro condenado favorito.\u201d Eis o contraponto, a circunst\u00e2ncia atenuante, o argumento de defesa de que poderia se valer o temido professor situado como r\u00e9u no bojo do referido processo judicial: a prova documental de que ele era enganado pelos pestinhas, inclusive o autor desses livros de mem\u00f3rias fascinantes. \u201cUm dia eu quase borrei de medo. Passei a Geografia de Lacerda e Novais para ele tomar-me a li\u00e7\u00e3o (o nosso mestre fazia-o pelo livro do aluno chamado), quando o dem\u00f4nio do homem virando as p\u00e1ginas, descobriu, bem dobradinhas e em letra m\u00ednima, tr\u00eas de minhas bem copiadas &#8230;. sanfonas. Levantou-as, desfraldou-as, despeda\u00e7ou-as e rindo, fauces arreganhadas, deu-me dois zeros, um vermelho em comportamento e um roxo em aplica\u00e7\u00e3o. Priva\u00e7\u00e3o completa, seu patife! V\u00e1 se sentar (O trabalho que davam as colas para escrever, em caracteres microsc\u00f3picos; para dispor suas tiras em dois cilindros de que um enrolava e o outro desenrolava, para empilh\u00e1-las em plicaturas cujo verso terminava combinando com o anverso; as borrachas de seguran\u00e7a presas ao pesco\u00e7o e que ao menor alerta! puxavam os corpos de delito manga da farda adentro&#8230; Mais f\u00e1cil seria estudar que preparar esses laboriosos embustes (&#8230;)\u201d Sucede que o professor era muito mais do que se contou at\u00e9 agora nessa viagem pelos textos biogr\u00e1ficos do Nava. independentemente de esse eventual levante via concurso da Justi\u00e7a ser golpe ou n\u00e3o, o Luiz C\u00e2ndido Paranhos de Macedo sobreviver\u00e1 conosco em mais uma postagem, qui\u00e7\u00e1 duas. Devido a apego meu, e n\u00e3o dele por \u00f3bvio. O professor, com efeito, n\u00e3o ir\u00e1 desembarcar da c\u00e1tedra agora. \u201cO curioso \u00e9 que com estes esparramos todos o Tifum era popular. \u00c9 que, com o correr do tempo, cada turma ia verificando que aquilo era trovoada seca, trovoada sem chuva e que o Paranhos era o melhor dos homens. 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