{"id":1499,"date":"2016-06-06T19:33:23","date_gmt":"2016-06-06T19:33:23","guid":{"rendered":"http:\/\/mapati.com.br\/blog\/?p=1499"},"modified":"2016-06-06T19:33:23","modified_gmt":"2016-06-06T19:33:23","slug":"historias-do-teatro-brasiliense","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/historias-do-teatro-brasiliense\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3rias do teatro brasiliense"},"content":{"rendered":"<p>Neste 2016, o Mapati est\u00e1 fazendo vinte e cinco anos de exist\u00eancia. V\u00e1rias produ\u00e7\u00f5es dever\u00e3o ser realizadas at\u00e9 dezembro para comemorar data t\u00e3o importante, m\u00e1xime se o aniversariante \u00e9 um centro cultural e art\u00edstico, coisa dif\u00edcil de acontecer, infelizmente.<\/p>\n<p>Em contexto de festividades, n\u00e3o h\u00e1 deixar de margem a mem\u00f3ria. E como se torna cada vez mais dificultoso cavoucar os desv\u00e3os de minha mente, roubarei trechos duma obra pra l\u00e1 de simp\u00e1tica,\u00a0<em>Hist\u00f3rias do Teatro Brasiliense<\/em>, organizada por Fernando Pinheiros Villar e Eliezer Faleiros de Carvalho, edi\u00e7\u00e3o do Instituto de Artes da UnB, no long\u00ednquo 2004, quando o Mapati encontrava-se ainda em fase de adolesc\u00eancia com seus treze aninhos.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1503 aligncenter\" src=\"http:\/\/2017.mapati.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/189_Teatr_Brasi.jpg\" alt=\"189_Teatr_Brasi\" width=\"431\" height=\"588\" srcset=\"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/189_Teatr_Brasi.jpg 1317w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/189_Teatr_Brasi-220x300.jpg 220w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/189_Teatr_Brasi-768x1048.jpg 768w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/189_Teatr_Brasi-750x1024.jpg 750w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/189_Teatr_Brasi-200x273.jpg 200w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/189_Teatr_Brasi-400x546.jpg 400w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/189_Teatr_Brasi-600x819.jpg 600w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/189_Teatr_Brasi-800x1092.jpg 800w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/189_Teatr_Brasi-1200x1638.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 431px) 100vw, 431px\" \/><\/p>\n<p>E come\u00e7arei a reportagem pelo come\u00e7o, ou seja, pelo pref\u00e1cio, de autoria da Carmem Moretzsohn, que sabe o que diz, ou melhor, o que escreve, \u00a0com tinturas de fino jornalismo.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 90px;\"><span style=\"font-family: 'trebuchet ms', geneva, sans-serif;\"><em>\u201cO teatro tem a qualidade e a dor do ef\u00eamero. Qualidade por ser experi\u00eancia irrepet\u00edvel e inadi\u00e1vel. Dor pelas mesmas raz\u00f5es. Um espet\u00e1culo teatral se esgota no tempo do pavio de uma vela. Quem teve a sorte de testemunh\u00e1-lo o trar\u00e1 para sempre na mem\u00f3ria, mais at\u00e9 do que na mente, cravado na alma. Como expressar o que foi vivenciado naquele espa\u00e7o quase m\u00edtico? Como recuperar, para a hist\u00f3ria, o que ficou naquele instante fugaz? Este tem sido o desafio de intelectuais e artistas ao longo dos s\u00e9culos.<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 90px;\"><span style=\"font-family: 'trebuchet ms', geneva, sans-serif;\"><em>\u201cSistematizar informa\u00e7\u00f5es pode representar o m\u00e9todo mais eficiente de eternizar viv\u00eancias. Mas n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel catalogar testemunhos, distribuir experi\u00eancias teatrais por gavetas de museus. Teatro \u00e9 ato vivo, pulsante. Ent\u00e3o, como fazer para recuperar uma hist\u00f3ria teatral, sem deixar de manter a provoca\u00e7\u00e3o inerente ao teatro? Antes de tudo, dando voz aos pr\u00f3prios agentes culturais (&#8230;).<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 90px;\"><span style=\"font-family: 'trebuchet ms', geneva, sans-serif;\"><em>\u201cBras\u00edlia tem a qualidade das jovens noivas, que podem sonhar e construir sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria, com o destino nas m\u00e3os. \u00c9 cidade que nasce com sua gente, com o fazer dessa gente. Somos personagens e expectadores de um cotidiano, sem o peso de tradi\u00e7\u00f5es seculares a embotarem nossos desejos. Mas como toda jovem, um tanto inconseq\u00fcentemente, nunca hav\u00edamos parado para analisar a nossa cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica para sistematizar este aprendizado, para observar o que est\u00e1vamos e se est\u00e1vamos de fato construindo uma maneira singular de express\u00e3o (&#8230;)<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 90px;\"><span style=\"font-family: 'trebuchet ms', geneva, sans-serif;\"><em>\u201cPelas p\u00e1ginas destas <\/em>Hist\u00f3rias do Teatro Brasiliense<em>, o leitor vai encontrar um pouco dos sonhos dos muitos que fizeram e fazem das artes c\u00eanicas de Bras\u00edlia seu meio de express\u00e3o, a forma de estar presente no mundo. Desfilam por elas lembran\u00e7as que mostram um teatro dando boas vindas a ainda nem inaugurada Capital Federal, um teatro engajado na luta pol\u00edtica pela igualdade social e pela liberdade. Passam experi\u00eancias cat\u00e1rticas, de grandes performances visuais, falando nas entrelinhas a um Brasil ainda obscuro pelos v\u00e9us negros da ditadura. Pelas linhas deste livro, caminham narrativas que recuperam espet\u00e1culos criados com a esperan\u00e7a de transforma\u00e7\u00e3o da sociedade ou apenas como ve\u00edculo de questionamento de gera\u00e7\u00f5es e gera\u00e7\u00f5es de atores. Espet\u00e1culos que transformaram mesmo sem alimentar tamanha pretens\u00e3o, espet\u00e1culos que falam de expectativas, de vontades ou apenas de teatro. Uma hist\u00f3ria que nem bem come\u00e7ou e j\u00e1 \u00e9 capaz de oferecer um pouco de identidade a esta terra feita sobre tantas identidades e sobre tantas refer\u00eancias (&#8230;).\u201d<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">06 de junho de 2016<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">(189)<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #0000ff;\"><a style=\"color: #0000ff;\" href=\"mailto:mmsmarcos1953@hotmail.com\">mmsmarcos1953@hotmail.com<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste 2016, o Mapati est\u00e1 fazendo vinte e cinco anos de exist\u00eancia. V\u00e1rias produ\u00e7\u00f5es dever\u00e3o ser realizadas at\u00e9 dezembro para comemorar data t\u00e3o importante, m\u00e1xime se o aniversariante \u00e9 um centro cultural e art\u00edstico, coisa dif\u00edcil de acontecer, infelizmente. Em contexto de festividades, n\u00e3o h\u00e1 deixar de margem a mem\u00f3ria. E como se torna cada vez mais dificultoso cavoucar os desv\u00e3os de minha mente, roubarei trechos duma obra pra l\u00e1 de simp\u00e1tica,\u00a0Hist\u00f3rias do Teatro Brasiliense, organizada por Fernando Pinheiros Villar e Eliezer Faleiros de Carvalho, edi\u00e7\u00e3o do Instituto de Artes da UnB, no long\u00ednquo 2004, quando o Mapati encontrava-se ainda em fase de adolesc\u00eancia com seus treze aninhos. E come\u00e7arei a reportagem pelo come\u00e7o, ou seja, pelo pref\u00e1cio, de autoria da Carmem Moretzsohn, que sabe o que diz, ou melhor, o que escreve, \u00a0com tinturas de fino jornalismo. \u201cO teatro tem a qualidade e a dor do ef\u00eamero. Qualidade por ser experi\u00eancia irrepet\u00edvel e inadi\u00e1vel. Dor pelas mesmas raz\u00f5es. Um espet\u00e1culo teatral se esgota no tempo do pavio de uma vela. Quem teve a sorte de testemunh\u00e1-lo o trar\u00e1 para sempre na mem\u00f3ria, mais at\u00e9 do que na mente, cravado na alma. Como expressar o que foi vivenciado naquele espa\u00e7o quase m\u00edtico? Como recuperar, para a hist\u00f3ria, o que ficou naquele instante fugaz? Este tem sido o desafio de intelectuais e artistas ao longo dos s\u00e9culos. \u201cSistematizar informa\u00e7\u00f5es pode representar o m\u00e9todo mais eficiente de eternizar viv\u00eancias. Mas n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel catalogar testemunhos, distribuir experi\u00eancias teatrais por gavetas de museus. Teatro \u00e9 ato vivo, pulsante. Ent\u00e3o, como fazer para recuperar uma hist\u00f3ria teatral, sem deixar de manter a provoca\u00e7\u00e3o inerente ao teatro? Antes de tudo, dando voz aos pr\u00f3prios agentes culturais (&#8230;). \u201cBras\u00edlia tem a qualidade das jovens noivas, que podem sonhar e construir sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria, com o destino nas m\u00e3os. \u00c9 cidade que nasce com sua gente, com o fazer dessa gente. Somos personagens e expectadores de um cotidiano, sem o peso de tradi\u00e7\u00f5es seculares a embotarem nossos desejos. Mas como toda jovem, um tanto inconseq\u00fcentemente, nunca hav\u00edamos parado para analisar a nossa cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica para sistematizar este aprendizado, para observar o que est\u00e1vamos e se est\u00e1vamos de fato construindo uma maneira singular de express\u00e3o (&#8230;) \u201cPelas p\u00e1ginas destas Hist\u00f3rias do Teatro Brasiliense, o leitor vai encontrar um pouco dos sonhos dos muitos que fizeram e fazem das artes c\u00eanicas de Bras\u00edlia seu meio de express\u00e3o, a forma de estar presente no mundo. Desfilam por elas lembran\u00e7as que mostram um teatro dando boas vindas a ainda nem inaugurada Capital Federal, um teatro engajado na luta pol\u00edtica pela igualdade social e pela liberdade. Passam experi\u00eancias cat\u00e1rticas, de grandes performances visuais, falando nas entrelinhas a um Brasil ainda obscuro pelos v\u00e9us negros da ditadura. Pelas linhas deste livro, caminham narrativas que recuperam espet\u00e1culos criados com a esperan\u00e7a de transforma\u00e7\u00e3o da sociedade ou apenas como ve\u00edculo de questionamento de gera\u00e7\u00f5es e gera\u00e7\u00f5es de atores. Espet\u00e1culos que transformaram mesmo sem alimentar tamanha pretens\u00e3o, espet\u00e1culos que falam de expectativas, de vontades ou apenas de teatro. 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