{"id":1517,"date":"2016-06-16T02:22:34","date_gmt":"2016-06-16T02:22:34","guid":{"rendered":"http:\/\/mapati.com.br\/blog\/?p=1517"},"modified":"2016-06-16T02:22:34","modified_gmt":"2016-06-16T02:22:34","slug":"orlando","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/orlando\/","title":{"rendered":"Orlando"},"content":{"rendered":"<p>A jornalista Sonia Racy publicou ontem, em sua coluna no Estad\u00e3o, quatro t\u00f3picos a respeito da terr\u00edvel carnificina na boate americana, a seguir transcritos:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><span style=\"font-family: 'trebuchet ms', geneva, sans-serif;\"><strong><em>\u201c<span style=\"font-size: 14pt;\">Orlando<\/span><br \/>\n<\/em><\/strong><em>Empres\u00e1rio de casas noturnas gays de SP, Facundo Guerra n\u00e3o acredita que o atentado de Orlando deva ser circunscrito \u00e0 comunidade gay: \u2018Foi um crime de lesa humanidade. Numa escala maior, a motiva\u00e7\u00e3o foi, em primeiro lugar, genocida. E em segundo, homof\u00f3bica\u2019, explica o dono de boates como Lyons Club e Yacht.<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em><span style=\"font-family: 'trebuchet ms', geneva, sans-serif;\"><strong><span style=\"font-size: 14pt;\">Orlando 2<\/span><br \/>\n<\/strong>Para Guerra, fazer a separa\u00e7\u00e3o homof\u00f3bica apenas aumenta o preconceito: \u2018Um acontecimento desses fere a todos, independentemente da orienta\u00e7\u00e3o sexual das v\u00edtimas. O que temos\u00a0que fazer \u00e9 combater os fascistas, principalmente das redes sociais, que aproveitam essa situa\u00e7\u00e3o para propagar o \u00f3dio contra os gays\u2019, continuou.<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em><span style=\"font-family: 'trebuchet ms', geneva, sans-serif;\"><strong><span style=\"font-size: 14pt;\">Orlando 3 <\/span><br \/>\n<\/strong>Indagado sobre o sistema de seguran\u00e7a de suas casas, o empres\u00e1rio diz que j\u00e1 existe uma revista rigorosa e que n\u00e3o vai mudar o esquema para a Olimp\u00edada. \u2018O medo \u00e9 uma ferramenta de controle. Eu n\u00e3o vou ceder. Temos que nos unir contra isso\u2019.<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><span style=\"font-family: 'trebuchet ms', geneva, sans-serif;\"><em><strong><span style=\"font-size: 14pt;\">Orlando 4<\/span><br \/>\n<\/strong>Quem pesquisou encontrou. Ontem, era poss\u00edvel, comprar pela internet uma arma AR-15 &#8211; igual \u00e0 do atirador de Orlando, por U$700.\u201d<\/em><\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1520\" aria-describedby=\"caption-attachment-1520\" style=\"width: 585px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1520\" src=\"http:\/\/2017.mapati.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/191-pulse.jpg\" alt=\"https:\/\/www.nexojornal.com.br\/incoming\/imagens\/ataque_orlando_casa_branca.jpg\/ALTERNATES\/LANDSCAPE_720\/ataque_orlando_casa_branca.jpg\" width=\"585\" height=\"383\" srcset=\"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/191-pulse.jpg 743w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/191-pulse-300x197.jpg 300w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/191-pulse-200x131.jpg 200w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/191-pulse-400x262.jpg 400w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/191-pulse-600x393.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 585px) 100vw, 585px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1520\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"font-size: 8pt;\">https:\/\/www.nexojornal.com.br\/incoming\/imagens\/ataque_orlando_casa_branca.jpg\/ALTERNATES\/LANDSCAPE_720\/ataque_orlando_casa_branca.jpg<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>A sua vez, Dayse Hansa, produtora cultural do Teatro Mapati, achou por bem, no mesmo dia, ter\u00e7a-feira, tecer algumas considera\u00e7\u00f5es acerca do assunto e eu achei por bem nesta quarta-feira reproduzi-las:<em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><span style=\"font-family: 'trebuchet ms', geneva, sans-serif;\"><em>\u201cTe\u00e7o coment\u00e1rios &#8211; \u00a0embora a fala do Facundo venha em recorte, discordo dele em que fazer a separa\u00e7\u00e3o homof\u00f3bica aumenta o preconceito. \u00c9 a t\u00edpica l\u00f3gica de que negros s\u00e3o os primeiros racistas e mulheres s\u00e3o machistas para justificar tais pr\u00e1ticas. Se ele fosse gay, o que aparentemente n\u00e3o \u00e9, al\u00e9m de gozar do privil\u00e9gio de ser um bem sucedido empres\u00e1rio do ramo de entretenimento, teoricamente tem escudo contra uma s\u00e9rie de preconceitos e problemas que a maioria dos(as) pobres mortais sofrem no Brasil. Mas ilustra para mim, inclusive, pensamento sobre o que por exemplo este processo pol\u00edtico em que vivemos no Brasil fez aflorar sem querer: enxergarmos de forma cristalina as pessoas e seus pensamentos e nesse particular eu confirmei mais ainda que nem todo homossexual, mulher, negro e pobre \u00e9 de esquerda ou progressista. N\u00e3o que para mim essa seja a condi\u00e7\u00e3o, mas porque de certo modo o processo todo me fez sair do meu pr\u00f3prio gueto e visualizar o quanto a humanidade vai mal. Vou mal, vamos mal, estamos mal.<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><span style=\"font-family: 'trebuchet ms', geneva, sans-serif;\"><em>\u201cNo caso especifico do horror, terror de Orlando h\u00e1 duas quest\u00f5es na sociedade estadunidense (que pouco conhe\u00e7o) postas para mim: a xenofobia e a homofobia.<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><span style=\"font-family: 'trebuchet ms', geneva, sans-serif;\"><em>\u201cPenso que a fala (em recorte, frise-se novamente) do Facundo quer firmar que primeiro precisamos entender ter sido um crime de lesa humanidade para depois dizer que foi homof\u00f3bico. A meu ver, isso se assemelha a muitos pensamentos de lgbts que vejo como capit\u00e3es do mato ao negar sua pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o para continuarem fazendo parte do sal\u00e3o da casa grande; nesse caso, \u2018serem aceitos\u2019.<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><span style=\"font-family: 'trebuchet ms', geneva, sans-serif;\"><em>\u201cPara mim foi um crime homof\u00f3bico de lesa humanidade diante da propor\u00e7\u00e3o e do impacto que isso gera. Ontem ouvi a jornalista Fl\u00e1via Oliveira comentar a trag\u00e9dia, o que me trouxe muitas reflex\u00f5es. Os Estados Unidos discutem a limita\u00e7\u00e3o de armas, principalmente de grande porte, a cidad\u00e3os norteamericanos, enquanto no Rio de Janeiro os sons dos fuzis s\u00e3o sinfonias mort\u00edferas conhecidas das comunidades.<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><span style=\"font-family: 'trebuchet ms', geneva, sans-serif;\"><em>\u201cSobre preconceito que, se perpetuado, transforma-se em fobia, ela diz algo a respeito de que precisamos parar para pensar e rever. Se numa fam\u00edlia ou grupo de amigos nos valemos de \u2018brincadeiras\u2019 com frases injuriosas tais como: isso \u00e9 coisa de viadinho, isso \u00e9 coisa de mulherzinha, ser gay \u00e9 pecado etc, renovam-se os primeiros contatos com a formula\u00e7\u00e3o de preconceitos, pois se aprende a ser tamb\u00e9m preconceituoso(a) e mais na frente isso pode puxar o gatilho, para si ou para os outros.\u00a0<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><span style=\"font-family: 'trebuchet ms', geneva, sans-serif;\"><em>\u201cComenta tamb\u00e9m a jornalista Fl\u00e1via sobre o massacre horroroso em Orlando e que vitimou 49 seres humanos, enquanto no Brasil dados de 2015 comprovam, segundo a ABGLT, 383 v\u00edtimas de LGBTfobia, 7 vezes mais do que em Orlando, tamb\u00e9m seres humanos que foram assassinados(as) por sua sexualidade ou identidade de g\u00eanero. Portanto, crimes homof\u00f3bicos de lesa humanidade vivemos todos os anos no Brasil, infelizmente, e para mim ainda os vivemos por n\u00e3o assumimos sermos o que somos para tratar a ignor\u00e2ncia que distancia e provoca, sim, a perpetua\u00e7\u00e3o das viol\u00eancias. Ou seja, quando o Brasil vai assumir que \u00e9 homof\u00f3bico e que pratica crimes de \u00f3dio?<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><span style=\"font-family: 'trebuchet ms', geneva, sans-serif;\"><em>\u201cAvan\u00e7o: quando o Brasil vai assumir o exterm\u00ednio da juventude negra e assumir ser racista?<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><span style=\"font-family: 'trebuchet ms', geneva, sans-serif;\"><em>\u201cE quando assumir\u00e1 ser machista e coonestador do feminic\u00eddio na medida em que considera as pr\u00e1ticas de estupros supostamente como rea\u00e7\u00f5es \u00e0s mulheres que provocam homens?<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><span style=\"font-family: 'trebuchet ms', geneva, sans-serif;\"><em>\u201cQuando assumir\u00e1 que tamb\u00e9m por isso \u00e9 um pa\u00eds corrupto?<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><span style=\"font-family: 'trebuchet ms', geneva, sans-serif;\"><em>\u201cPor fim, citando o Jos\u00e9 Cardozo: \u2018Quanto mais uma palavra se aproxima da realidade que se quer esconder, maior o inc\u00f4modo que o seu uso traz\u2019.<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><span style=\"font-family: 'trebuchet ms', geneva, sans-serif;\"><em>\u201cFiquem bem.<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><span style=\"font-family: 'trebuchet ms', geneva, sans-serif;\"><em>Dayse\u201d<\/em><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">15 de junho de 2016<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">(191)<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #0000ff;\"><a style=\"color: #0000ff;\" href=\"mailto:mmsmarcos1953@hotmail.com\"><span style=\"color: #0000ff;\">mmsmarcos1953@hotma<\/span>il.com<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A jornalista Sonia Racy publicou ontem, em sua coluna no Estad\u00e3o, quatro t\u00f3picos a respeito da terr\u00edvel carnificina na boate americana, a seguir transcritos: \u201cOrlando Empres\u00e1rio de casas noturnas gays de SP, Facundo Guerra n\u00e3o acredita que o atentado de Orlando deva ser circunscrito \u00e0 comunidade gay: \u2018Foi um crime de lesa humanidade. Numa escala maior, a motiva\u00e7\u00e3o foi, em primeiro lugar, genocida. E em segundo, homof\u00f3bica\u2019, explica o dono de boates como Lyons Club e Yacht. Orlando 2 Para Guerra, fazer a separa\u00e7\u00e3o homof\u00f3bica apenas aumenta o preconceito: \u2018Um acontecimento desses fere a todos, independentemente da orienta\u00e7\u00e3o sexual das v\u00edtimas. O que temos\u00a0que fazer \u00e9 combater os fascistas, principalmente das redes sociais, que aproveitam essa situa\u00e7\u00e3o para propagar o \u00f3dio contra os gays\u2019, continuou. Orlando 3 Indagado sobre o sistema de seguran\u00e7a de suas casas, o empres\u00e1rio diz que j\u00e1 existe uma revista rigorosa e que n\u00e3o vai mudar o esquema para a Olimp\u00edada. \u2018O medo \u00e9 uma ferramenta de controle. Eu n\u00e3o vou ceder. Temos que nos unir contra isso\u2019. Orlando 4 Quem pesquisou encontrou. Ontem, era poss\u00edvel, comprar pela internet uma arma AR-15 &#8211; igual \u00e0 do atirador de Orlando, por U$700.\u201d A sua vez, Dayse Hansa, produtora cultural do Teatro Mapati, achou por bem, no mesmo dia, ter\u00e7a-feira, tecer algumas considera\u00e7\u00f5es acerca do assunto e eu achei por bem nesta quarta-feira reproduzi-las:\u00a0 \u201cTe\u00e7o coment\u00e1rios &#8211; \u00a0embora a fala do Facundo venha em recorte, discordo dele em que fazer a separa\u00e7\u00e3o homof\u00f3bica aumenta o preconceito. \u00c9 a t\u00edpica l\u00f3gica de que negros s\u00e3o os primeiros racistas e mulheres s\u00e3o machistas para justificar tais pr\u00e1ticas. Se ele fosse gay, o que aparentemente n\u00e3o \u00e9, al\u00e9m de gozar do privil\u00e9gio de ser um bem sucedido empres\u00e1rio do ramo de entretenimento, teoricamente tem escudo contra uma s\u00e9rie de preconceitos e problemas que a maioria dos(as) pobres mortais sofrem no Brasil. Mas ilustra para mim, inclusive, pensamento sobre o que por exemplo este processo pol\u00edtico em que vivemos no Brasil fez aflorar sem querer: enxergarmos de forma cristalina as pessoas e seus pensamentos e nesse particular eu confirmei mais ainda que nem todo homossexual, mulher, negro e pobre \u00e9 de esquerda ou progressista. N\u00e3o que para mim essa seja a condi\u00e7\u00e3o, mas porque de certo modo o processo todo me fez sair do meu pr\u00f3prio gueto e visualizar o quanto a humanidade vai mal. Vou mal, vamos mal, estamos mal. \u201cNo caso especifico do horror, terror de Orlando h\u00e1 duas quest\u00f5es na sociedade estadunidense (que pouco conhe\u00e7o) postas para mim: a xenofobia e a homofobia. \u201cPenso que a fala (em recorte, frise-se novamente) do Facundo quer firmar que primeiro precisamos entender ter sido um crime de lesa humanidade para depois dizer que foi homof\u00f3bico. A meu ver, isso se assemelha a muitos pensamentos de lgbts que vejo como capit\u00e3es do mato ao negar sua pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o para continuarem fazendo parte do sal\u00e3o da casa grande; nesse caso, \u2018serem aceitos\u2019. \u201cPara mim foi um crime homof\u00f3bico de lesa humanidade diante da propor\u00e7\u00e3o e do impacto que isso gera. Ontem ouvi a jornalista Fl\u00e1via Oliveira comentar a trag\u00e9dia, o que me trouxe muitas reflex\u00f5es. Os Estados Unidos discutem a limita\u00e7\u00e3o de armas, principalmente de grande porte, a cidad\u00e3os norteamericanos, enquanto no Rio de Janeiro os sons dos fuzis s\u00e3o sinfonias mort\u00edferas conhecidas das comunidades. \u201cSobre preconceito que, se perpetuado, transforma-se em fobia, ela diz algo a respeito de que precisamos parar para pensar e rever. Se numa fam\u00edlia ou grupo de amigos nos valemos de \u2018brincadeiras\u2019 com frases injuriosas tais como: isso \u00e9 coisa de viadinho, isso \u00e9 coisa de mulherzinha, ser gay \u00e9 pecado etc, renovam-se os primeiros contatos com a formula\u00e7\u00e3o de preconceitos, pois se aprende a ser tamb\u00e9m preconceituoso(a) e mais na frente isso pode puxar o gatilho, para si ou para os outros.\u00a0 \u201cComenta tamb\u00e9m a jornalista Fl\u00e1via sobre o massacre horroroso em Orlando e que vitimou 49 seres humanos, enquanto no Brasil dados de 2015 comprovam, segundo a ABGLT, 383 v\u00edtimas de LGBTfobia, 7 vezes mais do que em Orlando, tamb\u00e9m seres humanos que foram assassinados(as) por sua sexualidade ou identidade de g\u00eanero. Portanto, crimes homof\u00f3bicos de lesa humanidade vivemos todos os anos no Brasil, infelizmente, e para mim ainda os vivemos por n\u00e3o assumimos sermos o que somos para tratar a ignor\u00e2ncia que distancia e provoca, sim, a perpetua\u00e7\u00e3o das viol\u00eancias. Ou seja, quando o Brasil vai assumir que \u00e9 homof\u00f3bico e que pratica crimes de \u00f3dio? \u201cAvan\u00e7o: quando o Brasil vai assumir o exterm\u00ednio da juventude negra e assumir ser racista? \u201cE quando assumir\u00e1 ser machista e coonestador do feminic\u00eddio na medida em que considera as pr\u00e1ticas de estupros supostamente como rea\u00e7\u00f5es \u00e0s mulheres que provocam homens? \u201cQuando assumir\u00e1 que tamb\u00e9m por isso \u00e9 um pa\u00eds corrupto? \u201cPor fim, citando o Jos\u00e9 Cardozo: \u2018Quanto mais uma palavra se aproxima da realidade que se quer esconder, maior o inc\u00f4modo que o seu uso traz\u2019. \u201cFiquem bem. 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