{"id":1543,"date":"2016-06-27T20:11:39","date_gmt":"2016-06-27T20:11:39","guid":{"rendered":"http:\/\/mapati.com.br\/blog\/?p=1543"},"modified":"2016-06-27T20:11:39","modified_gmt":"2016-06-27T20:11:39","slug":"raimundo-fagner-irmaos-torres-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/raimundo-fagner-irmaos-torres-ii\/","title":{"rendered":"Raimundo Fagner &#8211; Irm\u00e3os Torres (II)"},"content":{"rendered":"<p style=\"padding-left: 90px;\"><span style=\"font-family: 'trebuchet ms', geneva, sans-serif;\"><em>Sou a avenida cheia\/De gente r\u00e1pida e feia\/Sou colorida inteira, concorrida e meia\/Sou diariamente a dor que me passeia\/A dor que me anseia ser\/Particularmente rua<br \/>\n<\/em>(Santo e Dem\u00f4nio, de Raimundo Fagner e Ricardo Torres)<\/span><\/p>\n<p>A vida \u00e9 didaticamente interessante.<\/p>\n<p>O Ricardo desfilava num karmann guia TC azul turquesa (que inveja) nessa \u00e9poca, portanto antes, muito antes de ele entrar para a Faculdade Dulcina, onde se tornou destacado professor de artes c\u00eanicas durante um bom tempo. Saliento que o tamb\u00e9m diretor de teatro tinha (ainda tem?) como seu parceiro o aluno D\u00e9o Garcez, em cuja companhia a Tereza Padilha h\u00e1 mais de d\u00e9cada se largou para S\u00e3o Luis-MA no intuito de visitar a fam\u00edlia do futuro ator maranhense, numa viagem de ba\u00fa de mais de trinta e seis horas Setenta e duas horas se contarmos a volta, que se deu pela mesma via e pela mesma rodovia (o povo do teatro sofre). Agora, o outro irm\u00e3o, o Roberto.<\/p>\n<p>A vida \u00e9 duramente ir\u00f4nica.<\/p>\n<p>Em 1971, o Roberto abriu sua resid\u00eancia &#8211; aquilo n\u00e3o era ap, era resid\u00eancia -, para um grupo de cinco (seriam seis?) concurseiros (naqueles prim\u00f3rdios, j\u00e1 existia essa turma aguerrida, da qual eu fazia parte).\u00a0 Mergulh\u00e1vamos nos estudos atrav\u00e9s de concatenada leitura das apostilas espalhadas na mesa de banquete da sala menor; quatro logramos aprova\u00e7\u00e3o, o Roberto em segundo lugar. O not\u00e1vel \u00e9 que o Ricardo e o pai dele, seu Laurindo, quando fizeram tamb\u00e9m a prova do Banco do Brasil, cada um na sua \u00e9poca, passaram ambos em primeiro lugar.<\/p>\n<p>Sou um cara de pouca sorte no jogo (acho que no amor tamb\u00e9m). Numa rifa de dez n\u00fameros, se adquiro nove bilhetes, no sorteio vai cair exatamente a bolinha com o n\u00famero que n\u00e3o comprei.\u00a0 Deu-se no entanto que, carente de recursos humanos (em 1971; hoje, parece que est\u00e1 menos pior), o Banco Central pedira emprestado ao Banco do Brasil o \u201cpasse\u201d dos cem primeiros colocados em seu concurso. O banco comercial p\u00fablico n\u00e3o acolhera o pleito da autarquia. Concordou em liberar, do rol de classificados(as), quem ficara entre o 101\u00ba e 200\u00ba lugares. Como passei na 153\u00ba posi\u00e7\u00e3o, fui pro Bacen (para uma trajet\u00f3ria de 42 anos e 6 meses), ganhando mais do que os craques que, muito melhores naquele certame, remanesceram no BB.<\/p>\n<p>O cantor cearense, talvez por mod\u00e9stia, n\u00e3o registrou na mat\u00e9ria jornal\u00edstica de in\u00edcio citada que o Roberto, igualmente m\u00fasico, fizera uma m\u00fasica em sua homenagem, <em>\u201cTema de Fagner\u201d<\/em>, num ingl\u00eas simples de um compositor jovem nos seus dezenove\/vinte anos, mas bem al\u00e9m dos meus sofridos conhecimentos da l\u00edngua da terra da rainha, agora separada, sem o UE nas placas do Bentley, do Rolls Royce e da carruagem. Uma coincid\u00eancia (ou duas): a\u00a0 mulher do Roberto era minha colega de Bacen e o casal fora morar exatamente na Superquadra Sul 102, no bloco A, emendado no bloco B (o daquela postagem \u201cLady D\u2019Abranville\u201d), em cuja garagem comum aos dois pr\u00e9diios o Roberto entrava e sa\u00eda com seu jip\u00e3o azul, n\u00e3o sei se Toyota ou Land Rover.<\/p>\n<p>Vale um <em>post-scriptum<\/em>, o \u201cP.S.\u201d, que em priscas eras fechava as cartas manuscritas e enviadas pelo correio.<\/p>\n<p>A vida \u00e9 discretamente charmosa.<\/p>\n<p>O irm\u00e3o ca\u00e7ula, se a mem\u00f3ria n\u00e3o faz tro\u00e7a de mim, era o Rog\u00e9rio. Me foge o nome da m\u00e3e desse trio aliterado (Ri-Ro-Ro), verdadeira matriarca a dominar de forma insinuante os quatro moradores daquele castelo de v\u00e1rios aposentos localizado num bloco da superquadra sul 114, irm\u00e3 da n\u00e3o menos c\u00e9lebre 308 Sul.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1544\" aria-describedby=\"caption-attachment-1544\" style=\"width: 693px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1544\" src=\"http:\/\/2017.mapati.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/194_114sul.jpg\" alt=\"http:\/\/img13.deviantart.net\/b109\/i\/2010\/138\/5\/1\/castelo_de_leiria_by_0jmiguel0.jpg\" width=\"693\" height=\"327\" srcset=\"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/194_114sul.jpg 693w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/194_114sul-300x142.jpg 300w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/194_114sul-200x94.jpg 200w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/194_114sul-400x189.jpg 400w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/194_114sul-600x283.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 693px) 100vw, 693px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1544\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"font-size: 8pt;\">http:\/\/img13.deviantart.net\/b109\/i\/2010\/138\/5\/1\/castelo_de_leiria_by_0jmiguel0.jpg<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">26 de junho de 2016<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">(194)<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #0000ff;\"><a style=\"color: #0000ff;\" href=\"mailto:mmsmarcos1953@hotmail.com\">mmsmarcos1953@hotmail.com<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sou a avenida cheia\/De gente r\u00e1pida e feia\/Sou colorida inteira, concorrida e meia\/Sou diariamente a dor que me passeia\/A dor que me anseia ser\/Particularmente rua (Santo e Dem\u00f4nio, de Raimundo Fagner e Ricardo Torres) A vida \u00e9 didaticamente interessante. O Ricardo desfilava num karmann guia TC azul turquesa (que inveja) nessa \u00e9poca, portanto antes, muito antes de ele entrar para a Faculdade Dulcina, onde se tornou destacado professor de artes c\u00eanicas durante um bom tempo. Saliento que o tamb\u00e9m diretor de teatro tinha (ainda tem?) como seu parceiro o aluno D\u00e9o Garcez, em cuja companhia a Tereza Padilha h\u00e1 mais de d\u00e9cada se largou para S\u00e3o Luis-MA no intuito de visitar a fam\u00edlia do futuro ator maranhense, numa viagem de ba\u00fa de mais de trinta e seis horas Setenta e duas horas se contarmos a volta, que se deu pela mesma via e pela mesma rodovia (o povo do teatro sofre). Agora, o outro irm\u00e3o, o Roberto. A vida \u00e9 duramente ir\u00f4nica. Em 1971, o Roberto abriu sua resid\u00eancia &#8211; aquilo n\u00e3o era ap, era resid\u00eancia -, para um grupo de cinco (seriam seis?) concurseiros (naqueles prim\u00f3rdios, j\u00e1 existia essa turma aguerrida, da qual eu fazia parte).\u00a0 Mergulh\u00e1vamos nos estudos atrav\u00e9s de concatenada leitura das apostilas espalhadas na mesa de banquete da sala menor; quatro logramos aprova\u00e7\u00e3o, o Roberto em segundo lugar. O not\u00e1vel \u00e9 que o Ricardo e o pai dele, seu Laurindo, quando fizeram tamb\u00e9m a prova do Banco do Brasil, cada um na sua \u00e9poca, passaram ambos em primeiro lugar. Sou um cara de pouca sorte no jogo (acho que no amor tamb\u00e9m). Numa rifa de dez n\u00fameros, se adquiro nove bilhetes, no sorteio vai cair exatamente a bolinha com o n\u00famero que n\u00e3o comprei.\u00a0 Deu-se no entanto que, carente de recursos humanos (em 1971; hoje, parece que est\u00e1 menos pior), o Banco Central pedira emprestado ao Banco do Brasil o \u201cpasse\u201d dos cem primeiros colocados em seu concurso. O banco comercial p\u00fablico n\u00e3o acolhera o pleito da autarquia. Concordou em liberar, do rol de classificados(as), quem ficara entre o 101\u00ba e 200\u00ba lugares. Como passei na 153\u00ba posi\u00e7\u00e3o, fui pro Bacen (para uma trajet\u00f3ria de 42 anos e 6 meses), ganhando mais do que os craques que, muito melhores naquele certame, remanesceram no BB. O cantor cearense, talvez por mod\u00e9stia, n\u00e3o registrou na mat\u00e9ria jornal\u00edstica de in\u00edcio citada que o Roberto, igualmente m\u00fasico, fizera uma m\u00fasica em sua homenagem, \u201cTema de Fagner\u201d, num ingl\u00eas simples de um compositor jovem nos seus dezenove\/vinte anos, mas bem al\u00e9m dos meus sofridos conhecimentos da l\u00edngua da terra da rainha, agora separada, sem o UE nas placas do Bentley, do Rolls Royce e da carruagem. Uma coincid\u00eancia (ou duas): a\u00a0 mulher do Roberto era minha colega de Bacen e o casal fora morar exatamente na Superquadra Sul 102, no bloco A, emendado no bloco B (o daquela postagem \u201cLady D\u2019Abranville\u201d), em cuja garagem comum aos dois pr\u00e9diios o Roberto entrava e sa\u00eda com seu jip\u00e3o azul, n\u00e3o sei se Toyota ou Land Rover. Vale um post-scriptum, o \u201cP.S.\u201d, que em priscas eras fechava as cartas manuscritas e enviadas pelo correio. A vida \u00e9 discretamente charmosa. 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