{"id":15446,"date":"2020-09-30T22:19:10","date_gmt":"2020-10-01T01:19:10","guid":{"rendered":"http:\/\/mapati.com.br\/?p=15446"},"modified":"2020-09-30T22:22:22","modified_gmt":"2020-10-01T01:22:22","slug":"inocencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/inocencia\/","title":{"rendered":"Inoc\u00eancia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\"><em>Leitores sempre me perguntam porque conto tantas hist\u00f3rias. Exatamente pela raz\u00e3o do que Rosental falou: ligar o passado ao presente.<\/em><br> <em>&#8211;&nbsp;<\/em>Sebasti\u00e3o&nbsp;Nery<em>&nbsp;&#8211;<\/em> <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Das quatro netas que tenho, tr\u00eas s\u00e3o irm\u00e3s e moram em S\u00e3o Paulo. Integrante, sob protestos, do grupo de risco, fui ter com elas na Pauliceia, em viagem de carro de Bras\u00edlia pra l\u00e1, cercado de todas as cautelas e aten\u00e7\u00e3o visando ao enfrentamento eficaz dessa maligna Covid-19. E o fiz porque, longe das meninas desde mar\u00e7o p.p., setembro \u00e9 o m\u00eas em que, a seu turno nos dias 8, 12 e 23, o trio comemora mais um ano de vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A do anivers\u00e1rio por primeiro, aluna de col\u00e9gio de pedagogia Waldorf, \u00e9 a mais velha e me pedira para encararmos juntos o \u201cdever de casa\u201d, passado virtualmente pela professora e que consistia na leitura (e, ap\u00f3s, elabora\u00e7\u00e3o de resumo) de um livro do Visconde de Taunay.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 anotei neste&nbsp;<em>blog<\/em>&nbsp;que minha vaidade intelectual s\u00e3o os livros &#8211; com os quais convivo h\u00e1 cerca de cinquenta anos -, dispostos na biblioteca do meu teatro (Mapati) em dez estantes que existiam muito antes dessa moda das lives com vistosos, multicores e liter\u00e1rios cen\u00e1rios ao fundo, no que n\u00e3o se incluem as prateleiras do Paulo Guedes, indig\u00eancia n\u00e3o justific\u00e1vel para quem mergulhara de cabe\u00e7a em todas as obras (no original, sem tradu\u00e7\u00f5es) versando sobre a crise de 1929, arrostada pelo&nbsp;<em>New Deal<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas eu desconhecia, confesso um pouco envergonhado, a fic\u00e7\u00e3o do Visconde de Taunay. Quedei-me para apreci\u00e1-la t\u00e3o logo minha neta repassou o livro&nbsp;<em>Inoc\u00eancia<\/em>, o qual me pareceu um pouco inacess\u00edvel para quem acabara de completar 14 anos, seja pela linguagem (estatura do Guimar\u00e3es Rosa?), seja pela abordagem antropol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas transcri\u00e7\u00f5es adiante inocorrer\u00e3o refer\u00eancias ao tema central, o amor shakespeariano entre Inoc\u00eancia e Cirino, bem assim ao retrato minudente e preciso que o autor tra\u00e7a da figura do sertanejo. Aproximarei o aristocrata Visconde de Taunay do contempor\u00e2neo Euclides da Cunha, que nos brindou com \u201cOs Sert\u00f5es\u201d, monumento liter\u00e1rio dividido em tr\u00eas t\u00f3picos \u2013 a&nbsp;<em>Terra<\/em>, o&nbsp;<em>Homem<\/em>&nbsp;e a&nbsp;<em>Luta<\/em>. Separado por uma gera\u00e7\u00e3o do jornalista (e escritor) correspondente na&nbsp;<em>Guerra de Canudos<\/em>, o autor de&nbsp;<em>Inoc\u00eancia<\/em>&nbsp;igualmente vai falar da&nbsp;<em>Terra<\/em>&nbsp;e do&nbsp;<em>Homem<\/em>, diferenciando-se da narrativa do levante \u00e9pico na Bahia consignado nas p\u00e1ginas do Estad\u00e3o para, em lugar disso, entronizar precipuamente o romance de dois jovens.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ficaremos n\u00f3s somente com a&nbsp;<em>Terra&nbsp;<\/em>descrita pelo ficcionista nobre. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\"><em>\u201cCorta extensa e quase despovoada zona da parte sul-oriental da vast\u00edssima prov\u00edncia de Mato Grosso a estrada que da Vila de Sant&#8217;Ana do Parana\u00edba vai ter ao sitio abandonado de Camapu\u00e3. Desde aquela povoa\u00e7\u00e3o, assente pr\u00f3ximo ao v\u00e9rtice do \u00e2ngulo em que confinam os territ\u00f3rios de S\u00e3o Paulo, Minas Gerais, Goi\u00e1s e Mato Grosso at\u00e9 ao Rio Sucuri\u00fa, afluente do majestoso Paran\u00e1, isto \u00e9, no desenvolvimento de muitas dezenas de l\u00e9guas, anda-se comodamente, de habita\u00e7\u00e3o em habita\u00e7\u00e3o, mais ou menos chegadas umas \u00e0s outras, rareiam, por\u00e9m, depois as casas, mais e mais, e caminham-se largas horas, dias inteiros sem se ver morada nem gente at\u00e9 ao retiro de Jo\u00e3o Pereira, guarda avan\u00e7ada daquelas solid\u00f5es, homem ch\u00e3o e hospitaleiro, que acolhe com carinho o viajante desses alongados p\u00e1ramos, oferece-lhe moment\u00e2neo agasalho e o prov\u00ea da matalotagem precisa para alcan\u00e7ar os campos de Miranda e Pequiri, ou da Vacaria e Nioac, no Baixo Paraguai.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cAli come\u00e7a o sert\u00e3o chamado bruto.<\/em><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/mapati.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/321oceudosertao.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15448\" width=\"569\" height=\"379\" srcset=\"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/321oceudosertao.jpg 500w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/321oceudosertao-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 569px) 100vw, 569px\" \/><figcaption>https:\/\/estoriaspracontar.com.br\/wp-content\/uploads\/oceudosertao.jpg<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\"><em>\u201cPousos sucedem a pousos, e nenhum teto habitado ou em ru\u00ednas, nenhuma palho\u00e7a ou tapera d\u00e1 abrigo ao caminhante contra a frialdade das noites, contra o temporal que amea\u00e7a, ou a chuva que est\u00e1 caindo. Por toda a parte, a calma da campina n\u00e3o arroteada; por toda a parte, a vegeta\u00e7\u00e3o virgem, como quando a\u00ed surgiu pela vez primeira.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E por onde o sertanejo (e os caminhantes) exercita inconscientemente, indefectivelmente o seu direito de ir e vir, repetindo e ratificando seu destino a cada jornada que se lhe apresenta num&nbsp;<em>continuum<\/em>?<em>&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\"><em>\u201cA estrada que atravessa essas regi\u00f5es incultas desenrola-se \u00e0 maneira de alvejante faixa, aberta que \u00e9 na areia, elemento dominante na composi\u00e7\u00e3o de todo aquele solo, fertilizado ali\u00e1s por um sem-n\u00famero de l\u00edmpidos e borbulhantes regatos, ribeir\u00f5es e rios, cujos contingentes s\u00e3o outros tantos tribut\u00e1rios do claro e fundo Paran\u00e1 ou, na contravertente, do correntoso Paraguai.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\"><em>\u201cEssa areia solta, e um tanto grossa, tem cor uniforme que reverbera com intensidade os raios do Sol, quando nela batem de chapa. Em alguns pontos \u00e9 t\u00e3o fofa e movedi\u00e7a que os animais das tropas viageiras arquejam de cansa\u00e7o, ao vencerem aquele terreno incerto, que lhes foge de sob os cascos e onde se enterram at\u00e9 meia canela.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cFreq\u00fcentes s\u00e3o tamb\u00e9m os desvios, que da estrada partem de um e outro lado e proporcionam, na mata adjacente, trilha mais firme, por ser menos pisada.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cSe parece sempre igual o aspecto do caminho, em compensa\u00e7\u00e3o mui variadas se mostram as paisagens em torno.\u201d<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E por agora terminamos. Fique claro que a pr\u00f3xima postagem ser\u00e1 o mais breve produzida por descrever mata verde, n\u00e3o imune \u00e0 calcina\u00e7\u00e3o fruto de a\u00e7\u00e3o dolosa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Sebasti%C3%A3o_Nery\">#Sebasti\u00e3o Nery<br><\/a><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Inoc%C3%AAncia_(romance)\">#Inoc\u00eancia<\/a><br><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Alfredo_d%27Escragnolle_Taunay\">#Visconde de Taunay<\/a><br><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Os_Sert%C3%B5es\">#Os Sert\u00f5es<\/a><br><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Euclides_da_Cunha\">#Euclides da Cunha <\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">30\/09\/2020<br>(321)<br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"mailto:mmsmarcos1953@hotmail.com\" target=\"_blank\">mmsmarcos1953@hotmail.com<\/a> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Leitores sempre me perguntam porque conto tantas hist\u00f3rias. 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J\u00e1 anotei neste&nbsp;blog&nbsp;que minha vaidade intelectual s\u00e3o os livros &#8211; com os quais convivo h\u00e1 cerca de cinquenta anos -, dispostos na biblioteca do meu teatro (Mapati) em dez estantes que existiam muito antes dessa moda das lives com vistosos, multicores e liter\u00e1rios cen\u00e1rios ao fundo, no que n\u00e3o se incluem as prateleiras do Paulo Guedes, indig\u00eancia n\u00e3o justific\u00e1vel para quem mergulhara de cabe\u00e7a em todas as obras (no original, sem tradu\u00e7\u00f5es) versando sobre a crise de 1929, arrostada pelo&nbsp;New Deal. Mas eu desconhecia, confesso um pouco envergonhado, a fic\u00e7\u00e3o do Visconde de Taunay. Quedei-me para apreci\u00e1-la t\u00e3o logo minha neta repassou o livro&nbsp;Inoc\u00eancia, o qual me pareceu um pouco inacess\u00edvel para quem acabara de completar 14 anos, seja pela linguagem (estatura do Guimar\u00e3es Rosa?), seja pela abordagem antropol\u00f3gica. Nas transcri\u00e7\u00f5es adiante inocorrer\u00e3o refer\u00eancias ao tema central, o amor shakespeariano entre Inoc\u00eancia e Cirino, bem assim ao retrato minudente e preciso que o autor tra\u00e7a da figura do sertanejo. Aproximarei o aristocrata Visconde de Taunay do contempor\u00e2neo Euclides da Cunha, que nos brindou com \u201cOs Sert\u00f5es\u201d, monumento liter\u00e1rio dividido em tr\u00eas t\u00f3picos \u2013 a&nbsp;Terra, o&nbsp;Homem&nbsp;e a&nbsp;Luta. Separado por uma gera\u00e7\u00e3o do jornalista (e escritor) correspondente na&nbsp;Guerra de Canudos, o autor de&nbsp;Inoc\u00eancia&nbsp;igualmente vai falar da&nbsp;Terra&nbsp;e do&nbsp;Homem, diferenciando-se da narrativa do levante \u00e9pico na Bahia consignado nas p\u00e1ginas do Estad\u00e3o para, em lugar disso, entronizar precipuamente o romance de dois jovens. 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Desde aquela povoa\u00e7\u00e3o, assente pr\u00f3ximo ao v\u00e9rtice do \u00e2ngulo em que confinam os territ\u00f3rios de S\u00e3o Paulo, Minas Gerais, Goi\u00e1s e Mato Grosso at\u00e9 ao Rio Sucuri\u00fa, afluente do majestoso Paran\u00e1, isto \u00e9, no desenvolvimento de muitas dezenas de l\u00e9guas, anda-se comodamente, de habita\u00e7\u00e3o em habita\u00e7\u00e3o, mais ou menos chegadas umas \u00e0s outras, rareiam, por\u00e9m, depois as casas, mais e mais, e caminham-se largas horas, dias inteiros sem se ver morada nem gente at\u00e9 ao retiro de Jo\u00e3o Pereira, guarda avan\u00e7ada daquelas solid\u00f5es, homem ch\u00e3o e hospitaleiro, que acolhe com carinho o viajante desses alongados p\u00e1ramos, oferece-lhe moment\u00e2neo agasalho e o prov\u00ea da matalotagem precisa para alcan\u00e7ar os campos de Miranda e Pequiri, ou da Vacaria e Nioac, no Baixo Paraguai.&nbsp; \u201cAli come\u00e7a o sert\u00e3o chamado bruto. \u201cPousos sucedem a pousos, e nenhum teto habitado ou em ru\u00ednas, nenhuma palho\u00e7a ou tapera d\u00e1 abrigo ao caminhante contra a frialdade das noites, contra o temporal que amea\u00e7a, ou a chuva que est\u00e1 caindo. Por toda a parte, a calma da campina n\u00e3o arroteada; por toda a parte, a vegeta\u00e7\u00e3o virgem, como quando a\u00ed surgiu pela vez primeira.\u201d E por onde o sertanejo (e os caminhantes) exercita inconscientemente, indefectivelmente o seu direito de ir e vir, repetindo e ratificando seu destino a cada jornada que se lhe apresenta num&nbsp;continuum?&nbsp; \u201cA estrada que atravessa essas regi\u00f5es incultas desenrola-se \u00e0 maneira de alvejante faixa, aberta que \u00e9 na areia, elemento dominante na composi\u00e7\u00e3o de todo aquele solo, fertilizado ali\u00e1s por um sem-n\u00famero de l\u00edmpidos e borbulhantes regatos, ribeir\u00f5es e rios, cujos contingentes s\u00e3o outros tantos tribut\u00e1rios do claro e fundo Paran\u00e1 ou, na contravertente, do correntoso Paraguai.&nbsp; \u201cEssa areia solta, e um tanto grossa, tem cor uniforme que reverbera com intensidade os raios do Sol, quando nela batem de chapa. Em alguns pontos \u00e9 t\u00e3o fofa e movedi\u00e7a que os animais das tropas viageiras arquejam de cansa\u00e7o, ao vencerem aquele terreno incerto, que lhes foge de sob os cascos e onde se enterram at\u00e9 meia canela.&nbsp; \u201cFreq\u00fcentes s\u00e3o tamb\u00e9m os desvios, que da estrada partem de um e outro lado e proporcionam, na mata adjacente, trilha mais firme, por ser menos pisada.&nbsp; \u201cSe parece sempre igual o aspecto do caminho, em compensa\u00e7\u00e3o mui variadas se mostram as paisagens em torno.\u201d E por agora terminamos. Fique claro que a pr\u00f3xima postagem ser\u00e1 o mais breve produzida por descrever mata verde, n\u00e3o imune \u00e0 calcina\u00e7\u00e3o fruto de a\u00e7\u00e3o dolosa. #Sebasti\u00e3o Nery#Inoc\u00eancia#Visconde de Taunay#Os Sert\u00f5es#Euclides da Cunha 30\/09\/2020(321)mmsmarcos1953@hotmail.com<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":15449,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-15446","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15446","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15446"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15446\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15451,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15446\/revisions\/15451"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15449"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15446"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15446"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15446"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}