{"id":15503,"date":"2021-01-15T11:06:35","date_gmt":"2021-01-15T14:06:35","guid":{"rendered":"http:\/\/mapati.com.br\/?p=15503"},"modified":"2021-01-15T11:06:38","modified_gmt":"2021-01-15T14:06:38","slug":"memorias-memorialistas-lxviii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/memorias-memorialistas-lxviii\/","title":{"rendered":"Mem\u00f3rias\/Memorialistas (LXVIII)"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Tudo sai, e tudo volta pro mesmo lugar. \u00c9 como se algu\u00e9m tivesse escrito tudo antes. Somos, talvez, o filme que uma plateia invis\u00edvel v\u00ea. E escrever suas mem\u00f3rias seja quase perfurar a membrana que separa atores e espectador<\/em>.<br> &#8211; Anderson Fran\u00e7a \u2013 <\/p>\n\n\n\n<p>Vamos dar sequ\u00eancia ao nosso bate-papo &#8211; iniciado em agosto do tenebroso 2020 &#8211; com o Erico Ver\u00edssimo, tendo a \u00faltima postagem como&nbsp;<em>link<\/em>, refer\u00eancia direta.<\/p>\n\n\n\n<p>Coitado do escritor (e da escritora). N\u00e3o \u00e9 dono de nada, det\u00e9m sua obra tempor\u00e1ria e precariamente, at\u00e9 que a editora o desaposse da sua cria\u00e7\u00e3o lan\u00e7ando-a no mercado para o apetite voraz (quem dera fosse assim neste Brasil varonil) de leitores e leitoras. Recebe uma indeniza\u00e7\u00e3o (uma paga pelos direitos autorais, quase nunca expressiva) e se v\u00ea na conting\u00eancia de abordar seus livros t\u00e3o somente em feiras liter\u00e1rias, agora nem mesmo presenciais, desempenhando-se cheio de mesuras e v\u00eanias para n\u00e3o dispersar a plateia. Em regra, n\u00e3o se lhe reconhecem as agruras e dificuldades do mister. Julgam que basta inspira\u00e7\u00e3o \u2013 e pronto, tudo resolvido, livro pronto.<\/p>\n\n\n\n<p>Observem as observa\u00e7\u00f5es do ga\u00facho observador das letras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>\u201cEstou convencido de que o inconsciente representa um papel muito importante \u2013 mais do que o escritor geralmente quer admitir \u2013 no ato da cria\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria. Costumo comparar nosso inconsciente com um prodigioso computador cuja \u2018mem\u00f3ria\u2019 durante os anos de nossa vida (e desconfio que os primeiros dezoito s\u00e3o os mais importantes) vai sendo alimentada, programada com imagens, conhecimentos, vozes, id\u00e9ias, melodias, impress\u00f5es de leitura, etc&#8230;. O \u2018computador\u2019 \u2013 \u00e0 revelia de nossa consci\u00eancia \u2013 come\u00e7a a \u2018sortir\u2019 todos esses dados, escondendo tamb\u00e9m alguns deles, que passamos anos e anos sem que tenhamos sequer conhecimento de sua exist\u00eancia. Quando, por exemplo, nos preparamos para escrever um romance e come\u00e7amos a pensar nas personagens, o \u2018computador\u2019, sens\u00edvel sempre \u00e0s nossas necessidades, rompe a mandar-nos \u2018mensagens\u2019, algumas boas \u2013 \u2018peda\u00e7os\u2019 f\u00edsicos ou psicol\u00f3gicos de pessoas que conhecemos \u2013 outras trai\u00e7oeiras \u2013 recorda\u00e7\u00f5es de livros lidos e \u2018esquecidos\u2019 que nos podem levar ao pl\u00e1gio. Cabe ao consciente fazer a sele\u00e7\u00e3o, repelir ou aceitar as mensagens do \u2018computador\u2019. Nada do que nos vem \u00e0 mente \u00e9 gratuito. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel nem creio que seja aconselh\u00e1vel tentar criar do nada, esquecer as nossas viv\u00eancias, obliterar a mem\u00f3ria.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1ssemos por aqui, no teor da \u00faltima frase, sair\u00edamos com ideia errada de que \u00e9 suficiente para a feitura do livro, do romance, copiar o passado e cola-lo no presente. Avancemos na leitura e tal impress\u00e3o se dissipar\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/mapati.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/328_Image-by-Birgit-B\u00f6llinger-from-Pixabay--1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15506\" width=\"715\" height=\"402\" srcset=\"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/328_Image-by-Birgit-B\u00f6llinger-from-Pixabay--1024x576.jpg 1024w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/328_Image-by-Birgit-B\u00f6llinger-from-Pixabay--300x169.jpg 300w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/328_Image-by-Birgit-B\u00f6llinger-from-Pixabay--768x432.jpg 768w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/328_Image-by-Birgit-B\u00f6llinger-from-Pixabay--1536x864.jpg 1536w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/328_Image-by-Birgit-B\u00f6llinger-from-Pixabay-.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 715px) 100vw, 715px\" \/><figcaption>Birgit B\u00f6llinger from Pixabay<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>\u201cMuitas vezes leitores me perguntam verbalmente ou por carta se costumo tirar minhas personagens da vida real, isto \u00e9, se trabalho&nbsp;<\/em>d\u2019apr\u00e8s nature<em>, fotografando a vida. Minha resposta \u00e9 negativa. Acho o processo de copiar a vida barato e de certo modo indigno. Lembro-me sempre do conselho sobre a arte de representar que, num romance de Somerset Maugham, um homem do mundo d\u00e1 a uma atriz: \u2018N\u00e3o seja natural: pare\u00e7a.\u2019<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>\u201cAcredito que qualquer homem inteligente pode escrever um romance, que ser\u00e1 necessariamente a hist\u00f3ria de sua pr\u00f3pria vida ou de algu\u00e9m que ele conhece de maneira \u00edntima. Mas de romancistas sei que n\u00e3o se podem livrar da pr\u00f3pria mem\u00f3ria. Na minha opini\u00e3o o ficcionista leg\u00edtimo \u00e9 um tipo de peixe capaz de sobreviver quando fora das \u00e1guas da autobiografia. (&#8230;). O ficcionista pode usar uma pessoa que conheceu, mas tendo o cuidado de evitar a fotografia servil. \u00c9 justamente durante esse processo de \u2018despistamento\u2019, ou ent\u00e3o no minuto em que o autor resolve criar uma personagem sua, sua mesmo, que o \u2018computador\u2019 insidiosamente come\u00e7a a mandar-lhe mensagens, e o autor corre o risco de usar esses elementos com orgulho, demi\u00fargico, convencido de que est\u00e1 mesmo criando do nada.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Nosso universal escritor, sobretudo na conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias do Rio Grande do Sul, mant\u00e9m sadio relacionamento com suas(?) personagens e com bonomia acha gra\u00e7a das perip\u00e9cias que desafiadoramente elas v\u00e3o desfiando ao longo das p\u00e1ginas. Por meu turno, eu cri que se apresentavam submissas e reverentes, n\u00e3o davam passo algum sem que nesse sentido partisse voz de comando do autor. Qual qu\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>\u201c(&#8230;) Outra coisa: uma vez que o novelista p\u00f5e de p\u00e9 uma personagem, esta come\u00e7a a distanciar-se cada vez mais da criatura da vida real que a sugeriu. Os escritores puramente memorialistas devem achar dif\u00edcil afastar-se do plano inicial do livro. Tra\u00e7am para suas figuras um destino irrevog\u00e1vel, ao passo que o romancista verdadeiro \u2013 bom ou mau, grande ou pequeno, n\u00e3o importa \u2013 esse pode dar-se o luxo de conceder liberdade \u00e0s suas criaturas. N\u00e3o se surpreende nem se irrita quando elas recusam dizer as palavras que ele lhes sopra, ou fazer os gestos que ele lhes determina. Muito cedo compreendi que quando uma personagem, por assim dizer, toma o freio nos dentes e dispara, deixando-me para tr\u00e1s, \u00e9 porque est\u00e1 mesmo viva. Dou-lhe carta de alforria e come\u00e7o a divertir-me com as surpresas que seu comportamento me proporciona.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Me revelaram que existem mais peculiaridades entre quem escreve a obra de fic\u00e7\u00e3o e quem nela figura. Vou pesquisar e depois falo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Solo_de_Clarineta\"> #Solo de Clarineta<\/a><br><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/%C3%89rico_Ver%C3%ADssimo\">#Erico Ver\u00edssimo<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.diariodocentrodomundo.com.br\/quem-e-anderson-franca-testemunha-do-suburbio-e-do-realismo-fantastico-no-rio-de-janeiro\/\">#Anderson Fran\u00e7a<\/a><br><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/W._Somerset_Maugham\">#Somerset Maugham <\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">15\/01\/2021<br> (327)<br> <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"mailto:mmsmarcos1953@hotmail.com\" target=\"_blank\">mmsmarcos1953@hotmail.com<\/a> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tudo sai, e tudo volta pro mesmo lugar. \u00c9 como se algu\u00e9m tivesse escrito tudo antes. Somos, talvez, o filme que uma plateia invis\u00edvel v\u00ea. E escrever suas mem\u00f3rias seja quase perfurar a membrana que separa atores e espectador. &#8211; Anderson Fran\u00e7a \u2013 Vamos dar sequ\u00eancia ao nosso bate-papo &#8211; iniciado em agosto do tenebroso 2020 &#8211; com o Erico Ver\u00edssimo, tendo a \u00faltima postagem como&nbsp;link, refer\u00eancia direta. Coitado do escritor (e da escritora). N\u00e3o \u00e9 dono de nada, det\u00e9m sua obra tempor\u00e1ria e precariamente, at\u00e9 que a editora o desaposse da sua cria\u00e7\u00e3o lan\u00e7ando-a no mercado para o apetite voraz (quem dera fosse assim neste Brasil varonil) de leitores e leitoras. Recebe uma indeniza\u00e7\u00e3o (uma paga pelos direitos autorais, quase nunca expressiva) e se v\u00ea na conting\u00eancia de abordar seus livros t\u00e3o somente em feiras liter\u00e1rias, agora nem mesmo presenciais, desempenhando-se cheio de mesuras e v\u00eanias para n\u00e3o dispersar a plateia. Em regra, n\u00e3o se lhe reconhecem as agruras e dificuldades do mister. Julgam que basta inspira\u00e7\u00e3o \u2013 e pronto, tudo resolvido, livro pronto. Observem as observa\u00e7\u00f5es do ga\u00facho observador das letras. \u201cEstou convencido de que o inconsciente representa um papel muito importante \u2013 mais do que o escritor geralmente quer admitir \u2013 no ato da cria\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria. Costumo comparar nosso inconsciente com um prodigioso computador cuja \u2018mem\u00f3ria\u2019 durante os anos de nossa vida (e desconfio que os primeiros dezoito s\u00e3o os mais importantes) vai sendo alimentada, programada com imagens, conhecimentos, vozes, id\u00e9ias, melodias, impress\u00f5es de leitura, etc&#8230;. O \u2018computador\u2019 \u2013 \u00e0 revelia de nossa consci\u00eancia \u2013 come\u00e7a a \u2018sortir\u2019 todos esses dados, escondendo tamb\u00e9m alguns deles, que passamos anos e anos sem que tenhamos sequer conhecimento de sua exist\u00eancia. Quando, por exemplo, nos preparamos para escrever um romance e come\u00e7amos a pensar nas personagens, o \u2018computador\u2019, sens\u00edvel sempre \u00e0s nossas necessidades, rompe a mandar-nos \u2018mensagens\u2019, algumas boas \u2013 \u2018peda\u00e7os\u2019 f\u00edsicos ou psicol\u00f3gicos de pessoas que conhecemos \u2013 outras trai\u00e7oeiras \u2013 recorda\u00e7\u00f5es de livros lidos e \u2018esquecidos\u2019 que nos podem levar ao pl\u00e1gio. Cabe ao consciente fazer a sele\u00e7\u00e3o, repelir ou aceitar as mensagens do \u2018computador\u2019. Nada do que nos vem \u00e0 mente \u00e9 gratuito. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel nem creio que seja aconselh\u00e1vel tentar criar do nada, esquecer as nossas viv\u00eancias, obliterar a mem\u00f3ria.\u201d Par\u00e1ssemos por aqui, no teor da \u00faltima frase, sair\u00edamos com ideia errada de que \u00e9 suficiente para a feitura do livro, do romance, copiar o passado e cola-lo no presente. Avancemos na leitura e tal impress\u00e3o se dissipar\u00e1. \u201cMuitas vezes leitores me perguntam verbalmente ou por carta se costumo tirar minhas personagens da vida real, isto \u00e9, se trabalho&nbsp;d\u2019apr\u00e8s nature, fotografando a vida. Minha resposta \u00e9 negativa. Acho o processo de copiar a vida barato e de certo modo indigno. Lembro-me sempre do conselho sobre a arte de representar que, num romance de Somerset Maugham, um homem do mundo d\u00e1 a uma atriz: \u2018N\u00e3o seja natural: pare\u00e7a.\u2019 \u201cAcredito que qualquer homem inteligente pode escrever um romance, que ser\u00e1 necessariamente a hist\u00f3ria de sua pr\u00f3pria vida ou de algu\u00e9m que ele conhece de maneira \u00edntima. Mas de romancistas sei que n\u00e3o se podem livrar da pr\u00f3pria mem\u00f3ria. Na minha opini\u00e3o o ficcionista leg\u00edtimo \u00e9 um tipo de peixe capaz de sobreviver quando fora das \u00e1guas da autobiografia. (&#8230;). O ficcionista pode usar uma pessoa que conheceu, mas tendo o cuidado de evitar a fotografia servil. \u00c9 justamente durante esse processo de \u2018despistamento\u2019, ou ent\u00e3o no minuto em que o autor resolve criar uma personagem sua, sua mesmo, que o \u2018computador\u2019 insidiosamente come\u00e7a a mandar-lhe mensagens, e o autor corre o risco de usar esses elementos com orgulho, demi\u00fargico, convencido de que est\u00e1 mesmo criando do nada.\u201d Nosso universal escritor, sobretudo na conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias do Rio Grande do Sul, mant\u00e9m sadio relacionamento com suas(?) personagens e com bonomia acha gra\u00e7a das perip\u00e9cias que desafiadoramente elas v\u00e3o desfiando ao longo das p\u00e1ginas. Por meu turno, eu cri que se apresentavam submissas e reverentes, n\u00e3o davam passo algum sem que nesse sentido partisse voz de comando do autor. Qual qu\u00ea. \u201c(&#8230;) Outra coisa: uma vez que o novelista p\u00f5e de p\u00e9 uma personagem, esta come\u00e7a a distanciar-se cada vez mais da criatura da vida real que a sugeriu. Os escritores puramente memorialistas devem achar dif\u00edcil afastar-se do plano inicial do livro. Tra\u00e7am para suas figuras um destino irrevog\u00e1vel, ao passo que o romancista verdadeiro \u2013 bom ou mau, grande ou pequeno, n\u00e3o importa \u2013 esse pode dar-se o luxo de conceder liberdade \u00e0s suas criaturas. N\u00e3o se surpreende nem se irrita quando elas recusam dizer as palavras que ele lhes sopra, ou fazer os gestos que ele lhes determina. Muito cedo compreendi que quando uma personagem, por assim dizer, toma o freio nos dentes e dispara, deixando-me para tr\u00e1s, \u00e9 porque est\u00e1 mesmo viva. Dou-lhe carta de alforria e come\u00e7o a divertir-me com as surpresas que seu comportamento me proporciona.\u201d Me revelaram que existem mais peculiaridades entre quem escreve a obra de fic\u00e7\u00e3o e quem nela figura. Vou pesquisar e depois falo. #Solo de Clarineta#Erico Ver\u00edssimo#Anderson Fran\u00e7a#Somerset Maugham 15\/01\/2021 (327) mmsmarcos1953@hotmail.com<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":15507,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-15503","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15503","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15503"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15503\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15508,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15503\/revisions\/15508"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15507"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15503"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15503"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15503"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}