{"id":1558,"date":"2016-07-08T15:31:51","date_gmt":"2016-07-08T15:31:51","guid":{"rendered":"http:\/\/mapati.com.br\/blog\/?p=1558"},"modified":"2016-07-08T15:31:51","modified_gmt":"2016-07-08T15:31:51","slug":"historias-do-teatro-brasiliense-iii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/historias-do-teatro-brasiliense-iii\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3rias do teatro brasiliense (III)"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1559 aligncenter\" src=\"http:\/\/2017.mapati.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/196_aline.jpg\" alt=\"196_aline\" width=\"449\" height=\"604\" srcset=\"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/196_aline.jpg 666w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/196_aline-223x300.jpg 223w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/196_aline-200x269.jpg 200w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/196_aline-400x538.jpg 400w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/196_aline-600x806.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 449px) 100vw, 449px\" \/><\/p>\n<p>Vencemos o pref\u00e1cio e a introdu\u00e7\u00e3o. E o fizemos com um bom saudosismo.<\/p>\n<p>Subsistem-nos, entretanto, d\u00favidas e incertezas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 data na qual o teatro de Bras\u00edlia sa\u00edra do ovo (aqui, por enquanto, nada a ver com o Udi Grudi).<\/p>\n<p>O socorro pra gente vir\u00e1, n\u00e3o das estrelas do bel\u00edssimo c\u00e9u de Bras\u00edlia, sen\u00e3o que das estrelas do nosso firmamento cultural.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Humberto Pedrancini<\/strong> (por onde voc\u00ea anda, meu guru?);<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Guilherme Reis<\/strong> (esse, j\u00e1 conhecedor dos corredores, gabinetes e projetos da secult);<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Mangueira Diniz<\/strong> (Bella ciao, meu saudoso colega de Bacen);<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Nivaldo Ramos<\/strong> (meu parceiro sonhador nas conversas do in\u00edcio do Mapati);<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Chico Sim\u00f5es<\/strong> (bonequeiro de velhas e novas batalhas, artista mais pol\u00edtico e pol\u00edtico mais artista dos mais brilhantes de nossa safra);<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Murilo Eckhardt<\/strong> (seu sacana, voc\u00ea embarcou h\u00e1 tantos anos deixando um burac\u00e3o na cena teatral de Bras\u00edlia).<\/p>\n<p>\u201cOu\u00e7amos\u201d as refer\u00eancias feitas a esses belos artistas pelo Eliezer Faleiros de Carvalho, no cap\u00edtulo do livro objeto de nossa aten\u00e7\u00e3o, do qual ele \u00e9 coautor:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 90px;\"><span style=\"font-family: 'trebuchet ms', geneva, sans-serif;\"><em>\u201cEntre as especula\u00e7\u00f5es sobre o in\u00edcio do teatro em Bras\u00edlia, o ator e diretor teatral Humberto Pedrancini e o ator, diretor e produtor Gulherme Reis afirmaram que a primeira apresenta\u00e7\u00e3o acontecida em Bras\u00edlia foi realizada ainda no in\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o da cidade, no ano de 1957. Segundo eles, essa apresenta\u00e7\u00e3o seria um auto de natal baseado em literatura de cordel.<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 90px;\"><span style=\"font-family: 'trebuchet ms', geneva, sans-serif;\"><em>\u201cNesse per\u00edodo era grande o n\u00famero de nordestinos e nortistas que migraram para a consolida\u00e7\u00e3o da nova capital. Migrantes que trouxeram sua bagagem cultural com diversas manifesta\u00e7\u00f5es de cultura popular do norte e nordeste, incluindo o teatro de bonecos. O diretor Mangueira Diniz cita as hist\u00f3rias que seu pai contava sobre a constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia, relatando que esses nordestinos faziam apresenta\u00e7\u00f5es de teatro de bonecos nas carrocerias dos caminh\u00f5es durante seus intervalos de almo\u00e7o e tamb\u00e9m em seus hor\u00e1rios de folga. Al\u00e9m de Diniz, o ator e diretor Nivaldo Ramos tamb\u00e9m cita relatos sobre essas apresenta\u00e7\u00f5es e brincadeiras de bonecos. Essas apresenta\u00e7\u00f5es aconteceram durante a constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia a partir do ano de 1956.<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 90px;\"><span style=\"font-family: 'trebuchet ms', geneva, sans-serif;\"><em>\u201cEm seus primeiros anos, a capital, ainda sem grande n\u00famero de habitantes, tamb\u00e9m apresenta um movimento teatral escasso. Se, nenhum movimento cultural reinante e sem grupos teatrais estruturados, o fazer teatral sobrevive em algumas apresenta\u00e7\u00f5es espor\u00e1dicas. Relembrando sua inf\u00e2ncia, o mamulengueiro Chico Sim\u00f5es narra apresenta\u00e7\u00f5es de pe\u00e7as teatrais em igrejas evang\u00e9licas no in\u00edcio dos anos 60, na cidade de Taguatinga. Segundo depoimento de Murilo Eckhardt \u00e0 Maria Duarte, surge em julho de 1960 no Clube de Teatro do Elefante Branco, o Teatro do Estudante de Bras\u00edlia, dirigido por Maria Jos\u00e9 Braga Ribeiro. Eckhardt considerava esse como o primeiro grupo de teatro de Bras\u00edlia. A estr\u00e9ia foi em julho de 1960, com o espet\u00e1culo A revolta dos brinquedos de Pernambuco de Oliveira e Pedro Veiga, que, segundo Eckhardt, teve um grande p\u00fablico.\u201d<\/em><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">08 de julho de 2016<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">(196)<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #0000ff;\"><a style=\"color: #0000ff;\" href=\"mailto:mmsmarcos1953@hotmail.com\">mmsmarcos1953@hotmail.com<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vencemos o pref\u00e1cio e a introdu\u00e7\u00e3o. E o fizemos com um bom saudosismo. Subsistem-nos, entretanto, d\u00favidas e incertezas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 data na qual o teatro de Bras\u00edlia sa\u00edra do ovo (aqui, por enquanto, nada a ver com o Udi Grudi). O socorro pra gente vir\u00e1, n\u00e3o das estrelas do bel\u00edssimo c\u00e9u de Bras\u00edlia, sen\u00e3o que das estrelas do nosso firmamento cultural. Humberto Pedrancini (por onde voc\u00ea anda, meu guru?); Guilherme Reis (esse, j\u00e1 conhecedor dos corredores, gabinetes e projetos da secult); Mangueira Diniz (Bella ciao, meu saudoso colega de Bacen); Nivaldo Ramos (meu parceiro sonhador nas conversas do in\u00edcio do Mapati); Chico Sim\u00f5es (bonequeiro de velhas e novas batalhas, artista mais pol\u00edtico e pol\u00edtico mais artista dos mais brilhantes de nossa safra); Murilo Eckhardt (seu sacana, voc\u00ea embarcou h\u00e1 tantos anos deixando um burac\u00e3o na cena teatral de Bras\u00edlia). \u201cOu\u00e7amos\u201d as refer\u00eancias feitas a esses belos artistas pelo Eliezer Faleiros de Carvalho, no cap\u00edtulo do livro objeto de nossa aten\u00e7\u00e3o, do qual ele \u00e9 coautor: \u201cEntre as especula\u00e7\u00f5es sobre o in\u00edcio do teatro em Bras\u00edlia, o ator e diretor teatral Humberto Pedrancini e o ator, diretor e produtor Gulherme Reis afirmaram que a primeira apresenta\u00e7\u00e3o acontecida em Bras\u00edlia foi realizada ainda no in\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o da cidade, no ano de 1957. Segundo eles, essa apresenta\u00e7\u00e3o seria um auto de natal baseado em literatura de cordel. \u201cNesse per\u00edodo era grande o n\u00famero de nordestinos e nortistas que migraram para a consolida\u00e7\u00e3o da nova capital. Migrantes que trouxeram sua bagagem cultural com diversas manifesta\u00e7\u00f5es de cultura popular do norte e nordeste, incluindo o teatro de bonecos. O diretor Mangueira Diniz cita as hist\u00f3rias que seu pai contava sobre a constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia, relatando que esses nordestinos faziam apresenta\u00e7\u00f5es de teatro de bonecos nas carrocerias dos caminh\u00f5es durante seus intervalos de almo\u00e7o e tamb\u00e9m em seus hor\u00e1rios de folga. Al\u00e9m de Diniz, o ator e diretor Nivaldo Ramos tamb\u00e9m cita relatos sobre essas apresenta\u00e7\u00f5es e brincadeiras de bonecos. Essas apresenta\u00e7\u00f5es aconteceram durante a constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia a partir do ano de 1956. \u201cEm seus primeiros anos, a capital, ainda sem grande n\u00famero de habitantes, tamb\u00e9m apresenta um movimento teatral escasso. Se, nenhum movimento cultural reinante e sem grupos teatrais estruturados, o fazer teatral sobrevive em algumas apresenta\u00e7\u00f5es espor\u00e1dicas. Relembrando sua inf\u00e2ncia, o mamulengueiro Chico Sim\u00f5es narra apresenta\u00e7\u00f5es de pe\u00e7as teatrais em igrejas evang\u00e9licas no in\u00edcio dos anos 60, na cidade de Taguatinga. Segundo depoimento de Murilo Eckhardt \u00e0 Maria Duarte, surge em julho de 1960 no Clube de Teatro do Elefante Branco, o Teatro do Estudante de Bras\u00edlia, dirigido por Maria Jos\u00e9 Braga Ribeiro. Eckhardt considerava esse como o primeiro grupo de teatro de Bras\u00edlia. 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