{"id":15639,"date":"2021-10-16T22:48:51","date_gmt":"2021-10-17T01:48:51","guid":{"rendered":"http:\/\/mapati.com.br\/?p=15639"},"modified":"2021-10-17T18:58:09","modified_gmt":"2021-10-17T21:58:09","slug":"memorias-memorialistas-lxxi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/memorias-memorialistas-lxxi\/","title":{"rendered":"Mem\u00f3rias\/Memorialistas (LXXI)"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Sabemos hoje que a mem\u00f3ria \u00e9 absolutamente n\u00e3o confi\u00e1vel. Embora imaginemos nossas reminisc\u00eancias como um registro preciso e est\u00e1vel do passado, elas s\u00e3o modificadas ao sabor das emo\u00e7\u00f5es toda vez que as acessamos.<\/em><br><em>&#8211; H\u00e9lio Schwartsman &#8211;<\/em> <\/p>\n\n\n\n<p>Fazia meses que o Pedro Nava n\u00e3o nos honrava com seus ensinamentos; isso pode ser qualificado como insanidade da minha parte. Evoco-o novamente.<\/p>\n\n\n\n<p>No final deste m\u00eas aportarei na mar\u00edtima Minas Gerais, n\u00e3o (por indu\u00e7\u00e3o) em Juiz de Fora, terra do Nava, maior memorialista do pa\u00eds, mas (por osmose) em Itabira, terra do Drummond, maior poeta do Brasil. N\u00e3o a conhe\u00e7o ainda, mas na volta a Bras\u00edlia, no subsequente novembro, terei minha metidez adensada j\u00e1 que, no plano geral tendo ido nessas d\u00e9cadas a todas as capitais brasileiras, algumas em diversas ocasi\u00f5es, acrescentarei agora mais um munic\u00edpio brasileiro a minha cole\u00e7\u00e3o de cerca de duzentos j\u00e1 percorridos &#8211; n\u00e3o de passagem, sen\u00e3o que incrementando minha estada nessas dezenas e dezenas de cidades por v\u00e1rios dias em cada uma delas, conhecendo-as, pernoitando, me misturando com a popula\u00e7\u00e3o, visitando suas atra\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2017\/12\/02\/644909\/20171201192149206830o.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"750\" height=\"400\" src=\"http:\/\/mapati.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/339_Pedro-Nava-e-Drummond_.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15642\" srcset=\"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/339_Pedro-Nava-e-Drummond_.jpg 750w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/339_Pedro-Nava-e-Drummond_-300x160.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/a><figcaption>Pedro Nava e Carlos Drummond de Andrade<br><a href=\"https:\/\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2017\/12\/02\/644909\/20171201192149206830o.jpg\">https:\/\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2017\/12\/02\/644909\/20171201192149206830o.jpg<\/a><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Em aditamento \u00e0 postagem deste&nbsp;<em>blog<\/em>&nbsp;de n\u00ba 311, de 18.04.2020, agarro as lembran\u00e7as do Nava, estampadas no volume 4, Beira-Mar, escrito nos anos de 1970 (uma explos\u00e3o justificada de vendas). A viagem em tela se reporta a 1924 (quando meu pai, Lelio, nasceu, na mineira Carangola) noticiando homenagem a tr\u00eas mestres do nosso autor na Faculdade de Medicina. O navio vai singrando e vejo l\u00e1 no cais, agitando um len\u00e7o roxo, o primeiro deles, Roberto de Almeida Cunha, professor de Microbiologia, por assim dizer um idoso pelos trinta e quatro anos vividos.<\/p>\n\n\n\n<p>O memorialista, para o bem ou para o mal, descreve seus personagens como um legista na disseca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201c(&#8230;) Falava com voz estridente, cheia de altos e baixos de que ele pr\u00f3prio n\u00e3o se dava conta pois era mais surdo que uma porta. Sua elocu\u00e7\u00e3o era r\u00e1pida e f\u00e1cil e assim ele n\u00e3o se atrasava: esgotava implacavelmente o ponto de cada dia. (&#8230;) O ensino de Roberto Cunha era a descri\u00e7\u00e3o e a hist\u00f3ria natural do germe patog\u00eanico, do seu habitat, caracteres de sua cultura em placa, gelatina e caldo, da sua apar\u00eancia celular, dimens\u00e3o, colora\u00e7\u00e3o. Sua identifica\u00e7\u00e3o. Estendia-se sobre sua a\u00e7\u00e3o fisiopatol\u00f3gica e alongava-se nos ensinamentos de imunologia e alergia.<\/em>&#8220;<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui, mesmo que o mestre n\u00e3o tartamudeasse diante do quadro negro, o rapazola, o acad\u00eamico Pedro Nava em pleno ano de 1924 tirava o smartphone do bolso e voava para o mundo dos devaneios. Duvidam?<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201c(&#8230;) N\u00e3o se interrompia um instante \u2013 minucioso, apressado, preciso, \u00a0bitonal e \u00e0s vezes nos confundia um pouco porque nunca dizia &#8211; germe da tuberculose, da febre tif\u00f3ide, do t\u00e9tano. Fazia quest\u00e3o de dar-lhes nome pr\u00f3prio e eram bacilo de Koch, bacilo de Eberth-Gaffky, Neisser, Weichselbaum, Klebs-Loeffler, Hansen, Escherich, Ducrey, Pfeiffer, Yersin e Kitasato. Nestas horas eu nadava e insensivelmente procurava o c\u00e9u azul da manh\u00e3 onde grandes nuvens brancas boiavam como amboceptores cheios de franjas cit\u00f3filas e complement\u00f3filas. Perdia-me&#8230;<\/em>&#8220;<\/p>\n\n\n\n<p>E o narrador, ressituado, mostra mais retratos do personagem.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201c(&#8230;) Roberto Cunha era alto, magro, espigado, \u00e1gil e simult\u00e2neo como nos aparecia nas provas escritas, quando corria de cima abaixo a sala, para evitar colas. Ele pr\u00f3prio gabava-se de que com ele n\u00e3o, que n\u00e3o havia espertalh\u00e3o que o enganasse e a quem ele desse margem de consultar apontamentos. Ledo equ\u00edvoco. Fazia-se pior. J\u00e1 falei de sua surdez. Ela permitia que, sorteado o ponto, esse fosse ditado do lado de fora e em voz estent\u00f3rica, por c\u00famplice de outra turma. Todos ouviam exceto o arquiludido professor. Ele admirava-se da excel\u00eancia das provas escritas de seus alunos \u00e0s vezes contrastando com orais vagabundas. S\u00f3 um dia deu um zero na escrita. O pobre aluno era mais mouco do que o professor.<\/em>&#8220;<\/p>\n\n\n\n<p>Nestes nossos esquisitos tempos, em que sem cerim\u00f4nia e sem culpa alunos(as) agridem fisicamente professores(as), em que pretendem transformar escolas em quarteis (n\u00e3o confundir com os leg\u00edtimos e eficientes col\u00e9gios militares espalhados pelo pais), reconfortante \u00e9 chegar \u00e0s \u00faltimas palavras desse perfil do Roberto Cunha, malgrado o arrolamento de doen\u00e7as, a COVID-19 ainda distante de entrar em campo para matar ou jogar a gente na UTI:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201c(&#8230;) abria perspectivas mais amplas sobre os grandes flagelos da humanidade. Ele fez passar aos nossos olhos as desgra\u00e7as das epidemias de peste, var\u00edola, c\u00f3lera, febre amarela e as do grupo tifo-parat\u00edfico; a trag\u00e9dia das grandes endemias, do paludismo, da lepra, da tuberculose e o problema social das afec\u00e7\u00f5es ven\u00e9reas. Mostrou doen\u00e7as vegetais como a das vinhas, amea\u00e7ando a economia das na\u00e7\u00f5es. As animais trazendo consigo o espectro do aniquilamento dos rebanhos e conseq\u00fcentemente o da fome. As epizootias, a raiva e o carb\u00fanculo amea\u00e7ando irracionais e podendo passar para o homem. Desenhou-nos praticamente desarmados diante dessas irrup\u00e7\u00f5es da mol\u00e9stia que eram como for\u00e7as desencadeadas da natureza. Nossas pobres tentativas com os soros, vacinas, a imunidade ativa, a imunidade passiva. As vit\u00f3rias contra a raiva, a difteria, a var\u00edola e o t\u00e9tano, abrindo horizontes de esperan\u00e7a. E professor fazia luzir os nomes de Jenner, Villemin, Pasteur, Ehrlich, Koch, Roux, Calmette \u2013 os homens admir\u00e1veis cuja gl\u00f3ria sobrepuja a dos guerreiros, dos estadistas e s\u00f3 \u00e9 compar\u00e1vel \u00e0 dos grandes inventores, dos astr\u00f4nomos, f\u00edsicos, qu\u00edmicos, navegadores, criadores, artistas, poetas, escritores. Faltava-nos agora conhecer de perto a Doen\u00e7a, a Mol\u00e9stia e aprender como distingui-la dentro desse mundo que \u00e9 o corpo enfermo. Isto fazia-se estudando os sinais e sintomas que as definem nas duas proped\u00eauticas: a cirurgia e a m\u00e9dica.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Quem tem parente ou pessoa de conv\u00edvio pr\u00f3ximo exercendo profiss\u00e3o de m\u00e9dico bem aquilata o significado e o alcance de tais palavras, contextualizadas no s\u00e9culo passado mas de atualidade impressionante.<\/p>\n\n\n\n<p>O Zoroastro Viana Passos, segundo professor, fica para depois.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\" class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/H%C3%A9lio_Schwartsman\">#H\u00e9lio Schwartsman<\/a><br><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Pedro_Nava\">#Pedro Nava<\/a><br><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Beira-Mar_(livro)\">#Beira-Mar<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.acadmedmg.org.br\/ocupante\/cadeira-33-patrono-roberto-de-almeida-cunha\/\">#Roberto de Almeida Cunha <\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">16\/10\/2021<br> (339)<br> <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"mailto:mmsmarcos1953@hotmail.com\" target=\"_blank\">mmsmarcos1953@hotmail.com<\/a> <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sabemos hoje que a mem\u00f3ria \u00e9 absolutamente n\u00e3o confi\u00e1vel. Embora imaginemos nossas reminisc\u00eancias como um registro preciso e est\u00e1vel do passado, elas s\u00e3o modificadas ao sabor das emo\u00e7\u00f5es toda vez que as acessamos.&#8211; H\u00e9lio Schwartsman &#8211; Fazia meses que o Pedro Nava n\u00e3o nos honrava com seus ensinamentos; isso pode ser qualificado como insanidade da minha parte. Evoco-o novamente. No final deste m\u00eas aportarei na mar\u00edtima Minas Gerais, n\u00e3o (por indu\u00e7\u00e3o) em Juiz de Fora, terra do Nava, maior memorialista do pa\u00eds, mas (por osmose) em Itabira, terra do Drummond, maior poeta do Brasil. N\u00e3o a conhe\u00e7o ainda, mas na volta a Bras\u00edlia, no subsequente novembro, terei minha metidez adensada j\u00e1 que, no plano geral tendo ido nessas d\u00e9cadas a todas as capitais brasileiras, algumas em diversas ocasi\u00f5es, acrescentarei agora mais um munic\u00edpio brasileiro a minha cole\u00e7\u00e3o de cerca de duzentos j\u00e1 percorridos &#8211; n\u00e3o de passagem, sen\u00e3o que incrementando minha estada nessas dezenas e dezenas de cidades por v\u00e1rios dias em cada uma delas, conhecendo-as, pernoitando, me misturando com a popula\u00e7\u00e3o, visitando suas atra\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas. Em aditamento \u00e0 postagem deste&nbsp;blog&nbsp;de n\u00ba 311, de 18.04.2020, agarro as lembran\u00e7as do Nava, estampadas no volume 4, Beira-Mar, escrito nos anos de 1970 (uma explos\u00e3o justificada de vendas). A viagem em tela se reporta a 1924 (quando meu pai, Lelio, nasceu, na mineira Carangola) noticiando homenagem a tr\u00eas mestres do nosso autor na Faculdade de Medicina. O navio vai singrando e vejo l\u00e1 no cais, agitando um len\u00e7o roxo, o primeiro deles, Roberto de Almeida Cunha, professor de Microbiologia, por assim dizer um idoso pelos trinta e quatro anos vividos. O memorialista, para o bem ou para o mal, descreve seus personagens como um legista na disseca\u00e7\u00e3o. \u201c(&#8230;) Falava com voz estridente, cheia de altos e baixos de que ele pr\u00f3prio n\u00e3o se dava conta pois era mais surdo que uma porta. Sua elocu\u00e7\u00e3o era r\u00e1pida e f\u00e1cil e assim ele n\u00e3o se atrasava: esgotava implacavelmente o ponto de cada dia. (&#8230;) O ensino de Roberto Cunha era a descri\u00e7\u00e3o e a hist\u00f3ria natural do germe patog\u00eanico, do seu habitat, caracteres de sua cultura em placa, gelatina e caldo, da sua apar\u00eancia celular, dimens\u00e3o, colora\u00e7\u00e3o. Sua identifica\u00e7\u00e3o. Estendia-se sobre sua a\u00e7\u00e3o fisiopatol\u00f3gica e alongava-se nos ensinamentos de imunologia e alergia.&#8220; Aqui, mesmo que o mestre n\u00e3o tartamudeasse diante do quadro negro, o rapazola, o acad\u00eamico Pedro Nava em pleno ano de 1924 tirava o smartphone do bolso e voava para o mundo dos devaneios. Duvidam? \u201c(&#8230;) N\u00e3o se interrompia um instante \u2013 minucioso, apressado, preciso, \u00a0bitonal e \u00e0s vezes nos confundia um pouco porque nunca dizia &#8211; germe da tuberculose, da febre tif\u00f3ide, do t\u00e9tano. Fazia quest\u00e3o de dar-lhes nome pr\u00f3prio e eram bacilo de Koch, bacilo de Eberth-Gaffky, Neisser, Weichselbaum, Klebs-Loeffler, Hansen, Escherich, Ducrey, Pfeiffer, Yersin e Kitasato. Nestas horas eu nadava e insensivelmente procurava o c\u00e9u azul da manh\u00e3 onde grandes nuvens brancas boiavam como amboceptores cheios de franjas cit\u00f3filas e complement\u00f3filas. Perdia-me&#8230;&#8220; E o narrador, ressituado, mostra mais retratos do personagem. \u201c(&#8230;) Roberto Cunha era alto, magro, espigado, \u00e1gil e simult\u00e2neo como nos aparecia nas provas escritas, quando corria de cima abaixo a sala, para evitar colas. Ele pr\u00f3prio gabava-se de que com ele n\u00e3o, que n\u00e3o havia espertalh\u00e3o que o enganasse e a quem ele desse margem de consultar apontamentos. Ledo equ\u00edvoco. Fazia-se pior. J\u00e1 falei de sua surdez. Ela permitia que, sorteado o ponto, esse fosse ditado do lado de fora e em voz estent\u00f3rica, por c\u00famplice de outra turma. Todos ouviam exceto o arquiludido professor. Ele admirava-se da excel\u00eancia das provas escritas de seus alunos \u00e0s vezes contrastando com orais vagabundas. S\u00f3 um dia deu um zero na escrita. O pobre aluno era mais mouco do que o professor.&#8220; Nestes nossos esquisitos tempos, em que sem cerim\u00f4nia e sem culpa alunos(as) agridem fisicamente professores(as), em que pretendem transformar escolas em quarteis (n\u00e3o confundir com os leg\u00edtimos e eficientes col\u00e9gios militares espalhados pelo pais), reconfortante \u00e9 chegar \u00e0s \u00faltimas palavras desse perfil do Roberto Cunha, malgrado o arrolamento de doen\u00e7as, a COVID-19 ainda distante de entrar em campo para matar ou jogar a gente na UTI: \u201c(&#8230;) abria perspectivas mais amplas sobre os grandes flagelos da humanidade. Ele fez passar aos nossos olhos as desgra\u00e7as das epidemias de peste, var\u00edola, c\u00f3lera, febre amarela e as do grupo tifo-parat\u00edfico; a trag\u00e9dia das grandes endemias, do paludismo, da lepra, da tuberculose e o problema social das afec\u00e7\u00f5es ven\u00e9reas. Mostrou doen\u00e7as vegetais como a das vinhas, amea\u00e7ando a economia das na\u00e7\u00f5es. As animais trazendo consigo o espectro do aniquilamento dos rebanhos e conseq\u00fcentemente o da fome. As epizootias, a raiva e o carb\u00fanculo amea\u00e7ando irracionais e podendo passar para o homem. Desenhou-nos praticamente desarmados diante dessas irrup\u00e7\u00f5es da mol\u00e9stia que eram como for\u00e7as desencadeadas da natureza. Nossas pobres tentativas com os soros, vacinas, a imunidade ativa, a imunidade passiva. As vit\u00f3rias contra a raiva, a difteria, a var\u00edola e o t\u00e9tano, abrindo horizontes de esperan\u00e7a. E professor fazia luzir os nomes de Jenner, Villemin, Pasteur, Ehrlich, Koch, Roux, Calmette \u2013 os homens admir\u00e1veis cuja gl\u00f3ria sobrepuja a dos guerreiros, dos estadistas e s\u00f3 \u00e9 compar\u00e1vel \u00e0 dos grandes inventores, dos astr\u00f4nomos, f\u00edsicos, qu\u00edmicos, navegadores, criadores, artistas, poetas, escritores. Faltava-nos agora conhecer de perto a Doen\u00e7a, a Mol\u00e9stia e aprender como distingui-la dentro desse mundo que \u00e9 o corpo enfermo. Isto fazia-se estudando os sinais e sintomas que as definem nas duas proped\u00eauticas: a cirurgia e a m\u00e9dica.\u201d Quem tem parente ou pessoa de conv\u00edvio pr\u00f3ximo exercendo profiss\u00e3o de m\u00e9dico bem aquilata o significado e o alcance de tais palavras, contextualizadas no s\u00e9culo passado mas de atualidade impressionante. O Zoroastro Viana Passos, segundo professor, fica para depois.&nbsp; #H\u00e9lio Schwartsman#Pedro Nava#Beira-Mar#Roberto de Almeida Cunha 16\/10\/2021 (339) mmsmarcos1953@hotmail.com<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":15646,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-15639","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15639","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15639"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15639\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15651,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15639\/revisions\/15651"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15646"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15639"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15639"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15639"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}