{"id":16368,"date":"2024-12-31T10:40:11","date_gmt":"2024-12-31T13:40:11","guid":{"rendered":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/?p=16368"},"modified":"2024-12-31T23:24:09","modified_gmt":"2025-01-01T02:24:09","slug":"a-historia-e-amarela-4-betty-friedan","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/a-historia-e-amarela-4-betty-friedan\/","title":{"rendered":"A Hist\u00f3ria \u00e9 amarela 4 (Betty Friedan)"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\" style=\"font-size:16px\"><em>(&#8230;) temos a defla\u00e7\u00e3o do ego masculino, constru\u00eddo sobre uma falsa imagem que amea\u00e7a ruir a qualquer momento.<\/em><br><em>Diante do risco de ser desmascarado, resta a escolha de assumir-se menor do que o imaginado ou de dobrar a aposta na agressividade. (&#8230;).<\/em><br><em>\u2002\u2002\u2002\u2002\u2002\u2002&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O homem diminu\u00eddo n\u00e3o \u00e9 inferior \u00e0 mulher, mas algu\u00e9m dentro dos seus limites reais, e a mulher enaltecida, por sua vez, diz respeito a uma repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica.<\/em><br><em>&#8211; Vera Iaconelli&nbsp;\u2013<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-cb3439ecde0f8f3236ac0c7566c26bcb\" style=\"color:#0e6fa7;font-size:16px\">Consta que foi o inventor do frescobol, esporte praticado em in\u00fameras praias deste pa\u00eds. Uma bela raquetada de criador, tirante para quem fica em espa\u00e7o pr\u00f3ximo ao jogo correndo risco de a bolinha arroxear olho. O curr\u00edculo do g\u00eanio da ra\u00e7a, obra c\u00e9lebre arrimada no humor (saudades do hebdomad\u00e1rio O Pasquim), tamb\u00e9m enfileirava idiossincrasias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-a032709980ffde0d2351af701fa70cf3\" style=\"color:#0e6fa7;font-size:16px\">O Mill\u00f4r Fernandes era contra a obrigatoriedade do cinto de seguran\u00e7a em quaisquer ve\u00edculos. Cuidava que o assunto n\u00e3o era da al\u00e7ada do poder p\u00fablico, sen\u00e3o que cabia ao indiv\u00edduo, sempre soberano, decidir acerca de sua integridade f\u00edsica. Talvez porque \u00e0 \u00e9poca ainda se dirigiam&nbsp;<em>\u00e0 la vont\u00ea<\/em>&nbsp;autom\u00f3veis (chamar de carro foi um tempinho depois), o debate foi esfriando at\u00e9 sumir das pautas; hoje \u00e9 rar\u00edssimo o n\u00e3o uso.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"800\" src=\"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/374_Millor-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-16374\" style=\"width:582px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/374_Millor-1.png 800w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/374_Millor-1-300x300.png 300w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/374_Millor-1-150x150.png 150w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/374_Millor-1-768x768.png 768w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/374_Millor-1-75x75.png 75w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-0beb574ba31bc5011e55c0ae5fd2294a\" style=\"color:#0e6fa7;font-size:16px\">De modo diverso, o coment\u00e1rio feito em rela\u00e7\u00e3o ao movimento feminista bombou eri\u00e7ando&nbsp;<em>avant la lettre&nbsp;<\/em>a patota da onda&nbsp;<em>woke<\/em>. Deixando de lado express\u00f5es em franc\u00eas e ingl\u00eas, vamos ao portugu\u00eas do Mill\u00f4r:&nbsp;o melhor movimento feminino ainda \u00e9 o dos quadris.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-5c24ead64ab800f5e1ea72c4d6cad58e\" style=\"color:#0e6fa7;font-size:16px\">Nessa toada, como que aflorou algum&nbsp;\u00f3dio dele a Betty Friedan (no que era correspondido), personalidade americana reconhecida mundialmente que protagonizava o movimento feminista. Urge colher as impress\u00f5es de Ronald de Freitas, que a entrevistara em 21 de abril de 1971, mat\u00e9ria tamb\u00e9m decomposta nesta minha s\u00e9rie das P\u00e1ginas Amarelas de Veja.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-18d7f7820e3ea1f5230b552e6210318f\" style=\"color:#0e6fa7;font-size:16px\">Revela-nos nominado jornalista que Betty (igualmente ao Ronald, n\u00e3o cito aqui, na segunda e terceira refer\u00eancias a ela, o sobrenome, costume nos EUA), \u201cna conversa mais informal, ela d\u00e1 a impress\u00e3o de estar fazendo uma confer\u00eancia para um audit\u00f3rio universal. Depois de cada frase, sempre com palavras escolhidas e argumentos bem encadeados apesar de sua incr\u00edvel rapidez verbal, seus grandes olhos esverdeados se abrem curiosos procurando nos interlocutores os menores sinais de concord\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-813e8501ff9ff21341ef6e8a464af09a\" style=\"color:#0e6fa7;font-size:16px\">Salto o trecho que aborda a conclamada feiura dela (o que induziu machistas a cunhar que toda feminista \u00e9 feia e mal-amada) e transpasso, para este blog do Z4 da S\u00e9rie C do Brasileir\u00e3o, palavras da Betty pin\u00e7adas de sua entrevista concedida, vale reenfatizar, h\u00e1 mais de cinquenta e tr\u00eas anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\" style=\"font-size:16px\">&#8211; Eu, pessoalmente, nunca fui contra o uso de cosm\u00e9ticos ou de suti\u00e3s;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\" style=\"font-size:16px\">&#8211; Acho que o homem e a mulher t\u00eam real necessidade um do outro, necessidade de uma intimidade a longo prazo. A \u00fanica coisa que eu questiono s\u00e3o os obsoletos pap\u00e9is atribu\u00eddos a cada sexo;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\" style=\"font-size:16px\">&#8211; O casamento n\u00e3o tende a ser eliminado, mas sim reestruturado. Em linhas que permitam tanto ao homem quanto \u00e0 mulher compartilhar igualmente dos privil\u00e9gios, das oportunidades e dificuldades da vida a dois, da fam\u00edlia, dos filhos. Haver\u00e1 uma esp\u00e9cie diferente de lar e mesmo novos tipos de aparelhos dom\u00e9sticos. Porque n\u00e3o se ver\u00e1 tanta virtude no fato de a mulher ficar encerando a casa, limpando o p\u00f3 ou varrendo (&#8230;).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\" style=\"font-size:16px\">&#8211;&nbsp; Os lados positivos continuar\u00e3o e sempre ser\u00e1 feliz e gostoso voltar para casa e descansar e amar, gozar da beleza, dos amigos, dos filhos. Mas n\u00e3o ser\u00e1 mais virtude para a mulher ser dona da casa. Al\u00e9m da dona da casa, haver\u00e1 tamb\u00e9m o \u201cdono da casa\u201d. A casa para os dois, e n\u00e3o os dois para a casa;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\" style=\"font-size:16px\">&#8211; Poucas mulheres s\u00e3o doutoras, advogadas, poucas podem tomar decis\u00f5es na pol\u00edtica. Nenhuma mulher pode fazer leis ou mudar a pr\u00f3pria situa\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\" style=\"font-size:16px\">&#8211; N\u00f3s queremos participar dos serm\u00f5es e ajudar a reformular a moral e a teologia para refletir a presen\u00e7a da mulher pela primeira vez na hist\u00f3ria;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\" style=\"font-size:16px\">&#8211; Nesses \u00faltimos anos, na Am\u00e9rica, cada vez mais homens, especialmente jovens, veem a sua liberta\u00e7\u00e3o ligada \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o da mulher;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\" style=\"font-size:16px\">&#8211; A outra face do problema \u00e9 a liberta\u00e7\u00e3o do homem da \u201cm\u00edstica masculina do machismo\u201d. Por que os homens devem morrer dez anos antes das mulheres? \u00c9 preciso modificar esses n\u00fameros. A mulher e o homem compartilhando igualmente do fardo econ\u00f4mico: ser\u00e1 a liberta\u00e7\u00e3o dos dois. A liberta\u00e7\u00e3o, por exemplo, desse tipo de masculinidade obsoleta: para que grandes m\u00fasculos quando n\u00e3o h\u00e1 mais ursos para matar?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\" style=\"font-size:16px\">&#8211; O Brasil \u00e9 um pa\u00eds incrivelmente belo. H\u00e1 nele enormes possibilidade, enormes desafios, tanto espa\u00e7o! (&#8230;) eu espero que mulheres e homens brasileiros encontrem diretamente essa igualdade sem passar pela fase de tradicionalismo por que est\u00e3o passando os Estados Unidos. Algumas mulheres que encontrei no Brasil, da classe m\u00e9dia, est\u00e3o tentando sair dos velhos esquemas, especialmente voltando para as escolas e universidades depois de adultas;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\" style=\"font-size:16px\">&#8211; A mulher deve ter uma oportunidade igual de liberdade econ\u00f4mica. Por exemplo: se essa oportunidade for igual, os homens poder\u00e3o ter outras oportunidades interessantes. Quando nascem os filhos, em vez de s\u00f3 a mulher ter a licen\u00e7a para a maternidade, o homem tamb\u00e9m deveria ter uns dias de folga. Seria uma esp\u00e9cie de licen\u00e7a-paternidade, para ficar em casa junto com o filho pequeno. Isso porque, quando a mulher tem o filho, \u00e9 muito melhor para a crian\u00e7a ser cuidada igualmente pelo pai e pela m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-text-color has-link-color wp-elements-08e30df12d73f8affb4973b231c78568\" style=\"color:#0e6fa7;font-size:16px\">E agora dou por terminada esta postagem nos mesmos moldes empregados pela Veja reproduzindo as \u00faltimas palavras da entrevistada:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\" style=\"font-size:16px\">&#8211; Um pa\u00eds como o Brasil n\u00e3o pode se dar ao luxo de desperdi\u00e7ar o tremendo potencial de energia ainda n\u00e3o usada e contida nas mulheres que passam os dias fazendo tarefas in\u00fateis ou nos sal\u00f5es de beleza. O seu desenvolvimento se ressentir\u00e1 profundamente disso. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-medium-font-size\"><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Vera_Iaconelli\"> #Vera Iaconelli<\/a><br><a href=\"https:\/\/br.linkedin.com\/in\/ronald-freitas\">#Ronald de Freitas<\/a><br><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Betty_Friedan\">#Betty Friedan<\/a><br><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Mill%C3%B4r_Fernandes\">#Mill\u00f4r Fernandes<\/a><br><a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/\">#Revista Veja<\/a><br><a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/paginas-amarelas\">#P\u00e1ginas Amarelas&nbsp;&nbsp;<\/a>&nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">31\/12\/2024<br>(374)<br><a href=\"mailto:mmsmarcos1953@hotmail.com\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">mmsmarcos1953@hotmail.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(&#8230;) temos a defla\u00e7\u00e3o do ego masculino, constru\u00eddo sobre uma falsa imagem que amea\u00e7a ruir a qualquer momento.Diante do risco de ser desmascarado, resta a escolha de assumir-se menor do que o imaginado ou de dobrar a aposta na agressividade. 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Cuidava que o assunto n\u00e3o era da al\u00e7ada do poder p\u00fablico, sen\u00e3o que cabia ao indiv\u00edduo, sempre soberano, decidir acerca de sua integridade f\u00edsica. Talvez porque \u00e0 \u00e9poca ainda se dirigiam&nbsp;\u00e0 la vont\u00ea&nbsp;autom\u00f3veis (chamar de carro foi um tempinho depois), o debate foi esfriando at\u00e9 sumir das pautas; hoje \u00e9 rar\u00edssimo o n\u00e3o uso. De modo diverso, o coment\u00e1rio feito em rela\u00e7\u00e3o ao movimento feminista bombou eri\u00e7ando&nbsp;avant la lettre&nbsp;a patota da onda&nbsp;woke. Deixando de lado express\u00f5es em franc\u00eas e ingl\u00eas, vamos ao portugu\u00eas do Mill\u00f4r:&nbsp;o melhor movimento feminino ainda \u00e9 o dos quadris. Nessa toada, como que aflorou algum&nbsp;\u00f3dio dele a Betty Friedan (no que era correspondido), personalidade americana reconhecida mundialmente que protagonizava o movimento feminista. Urge colher as impress\u00f5es de Ronald de Freitas, que a entrevistara em 21 de abril de 1971, mat\u00e9ria tamb\u00e9m decomposta nesta minha s\u00e9rie das P\u00e1ginas Amarelas de Veja. Revela-nos nominado jornalista que Betty (igualmente ao Ronald, n\u00e3o cito aqui, na segunda e terceira refer\u00eancias a ela, o sobrenome, costume nos EUA), \u201cna conversa mais informal, ela d\u00e1 a impress\u00e3o de estar fazendo uma confer\u00eancia para um audit\u00f3rio universal. Depois de cada frase, sempre com palavras escolhidas e argumentos bem encadeados apesar de sua incr\u00edvel rapidez verbal, seus grandes olhos esverdeados se abrem curiosos procurando nos interlocutores os menores sinais de concord\u00e2ncia. Salto o trecho que aborda a conclamada feiura dela (o que induziu machistas a cunhar que toda feminista \u00e9 feia e mal-amada) e transpasso, para este blog do Z4 da S\u00e9rie C do Brasileir\u00e3o, palavras da Betty pin\u00e7adas de sua entrevista concedida, vale reenfatizar, h\u00e1 mais de cinquenta e tr\u00eas anos. &#8211; Eu, pessoalmente, nunca fui contra o uso de cosm\u00e9ticos ou de suti\u00e3s; &#8211; Acho que o homem e a mulher t\u00eam real necessidade um do outro, necessidade de uma intimidade a longo prazo. A \u00fanica coisa que eu questiono s\u00e3o os obsoletos pap\u00e9is atribu\u00eddos a cada sexo; &#8211; O casamento n\u00e3o tende a ser eliminado, mas sim reestruturado. Em linhas que permitam tanto ao homem quanto \u00e0 mulher compartilhar igualmente dos privil\u00e9gios, das oportunidades e dificuldades da vida a dois, da fam\u00edlia, dos filhos. Haver\u00e1 uma esp\u00e9cie diferente de lar e mesmo novos tipos de aparelhos dom\u00e9sticos. 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Nenhuma mulher pode fazer leis ou mudar a pr\u00f3pria situa\u00e7\u00e3o; &#8211; N\u00f3s queremos participar dos serm\u00f5es e ajudar a reformular a moral e a teologia para refletir a presen\u00e7a da mulher pela primeira vez na hist\u00f3ria; &#8211; Nesses \u00faltimos anos, na Am\u00e9rica, cada vez mais homens, especialmente jovens, veem a sua liberta\u00e7\u00e3o ligada \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o da mulher; &#8211; A outra face do problema \u00e9 a liberta\u00e7\u00e3o do homem da \u201cm\u00edstica masculina do machismo\u201d. Por que os homens devem morrer dez anos antes das mulheres? \u00c9 preciso modificar esses n\u00fameros. A mulher e o homem compartilhando igualmente do fardo econ\u00f4mico: ser\u00e1 a liberta\u00e7\u00e3o dos dois. A liberta\u00e7\u00e3o, por exemplo, desse tipo de masculinidade obsoleta: para que grandes m\u00fasculos quando n\u00e3o h\u00e1 mais ursos para matar? &#8211; O Brasil \u00e9 um pa\u00eds incrivelmente belo. H\u00e1 nele enormes possibilidade, enormes desafios, tanto espa\u00e7o! (&#8230;) eu espero que mulheres e homens brasileiros encontrem diretamente essa igualdade sem passar pela fase de tradicionalismo por que est\u00e3o passando os Estados Unidos. Algumas mulheres que encontrei no Brasil, da classe m\u00e9dia, est\u00e3o tentando sair dos velhos esquemas, especialmente voltando para as escolas e universidades depois de adultas; &#8211; A mulher deve ter uma oportunidade igual de liberdade econ\u00f4mica. Por exemplo: se essa oportunidade for igual, os homens poder\u00e3o ter outras oportunidades interessantes. Quando nascem os filhos, em vez de s\u00f3 a mulher ter a licen\u00e7a para a maternidade, o homem tamb\u00e9m deveria ter uns dias de folga. Seria uma esp\u00e9cie de licen\u00e7a-paternidade, para ficar em casa junto com o filho pequeno. Isso porque, quando a mulher tem o filho, \u00e9 muito melhor para a crian\u00e7a ser cuidada igualmente pelo pai e pela m\u00e3e. E agora dou por terminada esta postagem nos mesmos moldes empregados pela Veja reproduzindo as \u00faltimas palavras da entrevistada: &#8211; Um pa\u00eds como o Brasil n\u00e3o pode se dar ao luxo de desperdi\u00e7ar o tremendo potencial de energia ainda n\u00e3o usada e contida nas mulheres que passam os dias fazendo tarefas in\u00fateis ou nos sal\u00f5es de beleza. 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