{"id":16445,"date":"2025-06-01T20:25:35","date_gmt":"2025-06-01T23:25:35","guid":{"rendered":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/?p=16445"},"modified":"2025-06-01T20:49:31","modified_gmt":"2025-06-01T23:49:31","slug":"obsessoes-musicais-xxxiii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/obsessoes-musicais-xxxiii\/","title":{"rendered":"Obsess\u00f5es Musicais XXXIII"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"font-size:16px\"><em>Nossa mem\u00f3ria \u00e9 um filme que vamos constantemente editando, ao sabor das conveni\u00eancias presentes e dos temores futuros. A \u2002verdade, dolorosa verdade, \u00e9 que nem o passado nos pertence por inteiro.<\/em><br>&#8211; Joao Pereira Coutinho &#8211;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-5c83fdef8cfd612bc7fd697f47857dc3\" style=\"color:#0e6fa7;font-size:16px\">Quem por desventura se interessaria em conhecer quais m\u00fasicas s\u00e3o da minha prefer\u00eancia? Longe estou de figurar como influenciador, estrelinha da web, subcelebridade alpinista. Antes, n\u00e3o passo de um blogueiro arcaico, se \u00e9 que me permitem redund\u00e2ncia. Julgo portanto que n\u00e3o passo de um topetudo (essa \u00e9 nova), de vez que alinho aqui, desde novembro de 2016, obsessivamente, minhas m\u00fasicas prediletas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-31d4595b5203a49a329a79cbc63b1afe\" style=\"color:#0e6fa7;font-size:16px\">Num rasgo de bom senso, eu havia pensado em descontinuar este t\u00f3pico, iniciado em novembro de 2016, mas inativo desde mar\u00e7o de 2024. Me enxergava nessa toada quando o melhor cronista da atualidade, o carioca de raiz lusitana Joaquim Ferreira dos Santos, achou por bem entretecer sinais de pura poesia, \u00e0 altura da musa que resolvera embarcar &#8211; precocemente, digamos, porquanto na atual quadra nossos \u00eddolos da m\u00fasica popular brincam e desfilam com garbo rumo aos 90 anos de idade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-3a3be9133220ee89aea97dee86bdef3c\" style=\"color:#0e6fa7;font-size:16px\">Pois o Joaquim, como quem n\u00e3o quer nada, mas arrostando tudo, lavra uma sentida e justa homenagem a uma puta duma cantora que, vamos confessar, andou levando nos \u00faltimos tempos reprimendas dos segmentos ditos progressistas, por endireitar-se crescentemente, no mesmo diapas\u00e3o, por assim observar, dos trogloditas fardados ou n\u00e3o que repudiam Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil e tantos outros artistas por motiva\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e ideol\u00f3gicas. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-5dd775e6f6d4648cb780e4f2ec5f71c0\" style=\"color:#0e6fa7;font-size:16px\">Apreciemos alguns dos versos do poema disfar\u00e7ado de cr\u00f4nica, desde logo com o registro do editor (olhem minha pretens\u00e3o) segundo o qual&nbsp;PRK-Terra \u00e9 alus\u00e3o&nbsp; do poeta ao programa humor\u00edstico PRK-30, que d\u00e9cadas e d\u00e9cadas atr\u00e1s passava na R\u00e1dio Mayrink Veiga e depois na R\u00e1dio Nacional .&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\" style=\"font-size:16px\"><em>&#8220;De leros, boleros, sambas-can\u00e7\u00f5es e outras del\u00edcias tristes, assim eram feitas as m\u00fasicas de Nana Caymmi, a cantora que na quinta-feira desligou o microfone da PRK-Terra, agradeceu a audi\u00eancia e foi cantar em outras frequ\u00eancias, as ondas celestiais exclusivas das grandes divas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\" style=\"font-size:16px\"><em>&#8220;Nana sofria com eleg\u00e2ncia. As letras que cantava falavam de mentiras, trai\u00e7\u00f5es, mas ela n\u00e3o batia no cora\u00e7\u00e3o para pontuar a dor de algum amor que tivesse ido embora em meio a essas rimas ruins da paix\u00e3o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\" style=\"font-size:16px\"><em>&#8220;H\u00e1 muitas maneiras de a m\u00fasica brasileira dizer que o nosso caso est\u00e1 na hora de acabar, que faz um ano e meio que o nosso lar desmoronou. Nana, o tom grave que herdou do pai, uma levada oper\u00edstica que ganhou n\u00e3o sei de quem, levou esse desamparo amoroso ao sublime. Sofria moderno, quase cool. Quem inventou o amor n\u00e3o foi Nana, mas ela modulou uma escala pr\u00f3pria de cantar as desilus\u00f5es decorrentes.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\" style=\"font-size:16px\"><em>&#8220;Diante das ciclotimias do insensato cora\u00e7\u00e3o, ela se autodebochava sussurrante: \u2018S\u00f3 louco\u2026\u2019.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\" style=\"font-size:16px\"><em>&#8220;N\u00e3o se faz mais cantora como Nana Caymmi, e eu nem falo na capacidade de juntar t\u00e9cnica e emo\u00e7\u00e3o. As anittas e pabllos da modernidade desconhecem o fracasso, a solid\u00e3o, a vingan\u00e7a e principalmente a melancolia da chuva que cai l\u00e1 fora. Todas poderosas, n\u00e3o conjugam o verbo sofrer em quaisquer dos seus tempos. N\u00e3o fazem mais o favor antigo de gostar de algu\u00e9m \u2013 e cantam a mixaria aer\u00f3bica de passar o rodo geral, a ostenta\u00e7\u00e3o ot\u00e1ria de beijar 20 bocas e n\u00e3o dizer um \u2018eu te amo\u2019, essa del\u00edcia da m\u00fasica brasileira substitu\u00edda pelo \u2018toma, toma\u2019 e \u2018senta, senta\u2019 das novas can\u00e7\u00f5es.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\" style=\"font-size:16px\"><em>&#8220;O tempo levou Nana Caymmi e j\u00e1 a vejo no grande broadcast das nuvens divinas. Est\u00e1 ao lado direito de Dalva e Dolores, \u00e0 esquerda da enluarada Elizeth e da personal\u00edssima Isaurinha, essas loucas dram\u00e1ticas que tamb\u00e9m n\u00e3o inventaram o desamor, mas acalentaram suas dores quando ele bateu, e ele sempre bate, na porta da frente de todos n\u00f3s.&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-b626da8b77075ad23a3e885ea410848f\" style=\"color:#0e6fa7;font-size:16px\">E me inspiro nesse desfecho para convid\u00e1-la a dar uma resposta ao tempo, podendo pedir ajuda ao Cristov\u00e3o Bastos e ao vasca\u00edno genial Aldir Blanc:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Resposta Ao Tempo\" width=\"960\" height=\"720\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/bt3sTeYcoaM?list=OLAK5uy_leZ9rAUXrfnosmc4E6Fi456gHfAmF2QS8\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\" style=\"font-size:20px\"><strong>RESPOSTA AO TEMPO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\" style=\"font-size:20px\">Batidas na porta da frente<br>\u00c9 o tempo<br>Eu bebo um pouquinho pra ter<br>Argumento<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\" style=\"font-size:20px\">Mas fico sem jeito calado, ele ri<br>Ele zomba do quanto eu chorei<br>Porque sabe passar<br>E eu n\u00e3o sei<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\" style=\"font-size:20px\">Num dia azul de ver\u00e3o<br>Sinto o vento<br>H\u00e1 folhas no meu cora\u00e7\u00e3o<br>\u00c9 o tempo<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\" style=\"font-size:20px\">Recordo um amor que perdi<br>Ele ri<br>Diz que somos iguais<br>Se eu notei<br>Pois n\u00e3o sabe ficar<br>E eu tamb\u00e9m n\u00e3o sei<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\" style=\"font-size:20px\">E gira em volta de mim<br>Sussurra que apaga os caminhos<br>Que amores terminam no escuro<br>Sozinhos<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\" style=\"font-size:20px\">Respondo que ele aprisiona<br>Eu liberto<br>Que ele adormece as paix\u00f5es<br>Eu desperto<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\" style=\"font-size:20px\">E o tempo se r\u00f3i<br>Com inveja de mim<br>Me vigia querendo aprender<br>Como eu morro de amor<br>Pra tentar reviver<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\" style=\"font-size:20px\">No fundo \u00e9 uma eterna crian\u00e7a<br>Que n\u00e3o soube amadurecer<br>Eu posso, ele n\u00e3o vai poder<br>Me esquecer<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\" style=\"font-size:19px\"><a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/colunas\/joaopereiracoutinho\/\">#Joao Pereira Coutinho<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\" style=\"font-size:19px\"><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Nana_Caymmi\">#Nana Caymmi<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\" style=\"font-size:19px\"><a href=\"https:\/\/www.letras.mus.br\/aldir-blanc\/440348\/significado.html\">#Resposta ao tempo<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\" style=\"font-size:19px\"><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Joaquim_Ferreira_dos_Santos_(jornalista)\">#Joaquim Ferreira dos Santos<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">01\/06\/2025<br>(379)<br><a href=\"mailto:mmsmarcos1953@hotmail.com\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">mmsmarcos1953@hotmail.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nossa mem\u00f3ria \u00e9 um filme que vamos constantemente editando, ao sabor das conveni\u00eancias presentes e dos temores futuros. A \u2002verdade, dolorosa verdade, \u00e9 que nem o passado nos pertence por inteiro.&#8211; Joao Pereira Coutinho &#8211; Quem por desventura se interessaria em conhecer quais m\u00fasicas s\u00e3o da minha prefer\u00eancia? Longe estou de figurar como influenciador, estrelinha da web, subcelebridade alpinista. Antes, n\u00e3o passo de um blogueiro arcaico, se \u00e9 que me permitem redund\u00e2ncia. Julgo portanto que n\u00e3o passo de um topetudo (essa \u00e9 nova), de vez que alinho aqui, desde novembro de 2016, obsessivamente, minhas m\u00fasicas prediletas. Num rasgo de bom senso, eu havia pensado em descontinuar este t\u00f3pico, iniciado em novembro de 2016, mas inativo desde mar\u00e7o de 2024. Me enxergava nessa toada quando o melhor cronista da atualidade, o carioca de raiz lusitana Joaquim Ferreira dos Santos, achou por bem entretecer sinais de pura poesia, \u00e0 altura da musa que resolvera embarcar &#8211; precocemente, digamos, porquanto na atual quadra nossos \u00eddolos da m\u00fasica popular brincam e desfilam com garbo rumo aos 90 anos de idade. Pois o Joaquim, como quem n\u00e3o quer nada, mas arrostando tudo, lavra uma sentida e justa homenagem a uma puta duma cantora que, vamos confessar, andou levando nos \u00faltimos tempos reprimendas dos segmentos ditos progressistas, por endireitar-se crescentemente, no mesmo diapas\u00e3o, por assim observar, dos trogloditas fardados ou n\u00e3o que repudiam Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil e tantos outros artistas por motiva\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e ideol\u00f3gicas. &nbsp; Apreciemos alguns dos versos do poema disfar\u00e7ado de cr\u00f4nica, desde logo com o registro do editor (olhem minha pretens\u00e3o) segundo o qual&nbsp;PRK-Terra \u00e9 alus\u00e3o&nbsp; do poeta ao programa humor\u00edstico PRK-30, que d\u00e9cadas e d\u00e9cadas atr\u00e1s passava na R\u00e1dio Mayrink Veiga e depois na R\u00e1dio Nacional .&nbsp; &#8220;De leros, boleros, sambas-can\u00e7\u00f5es e outras del\u00edcias tristes, assim eram feitas as m\u00fasicas de Nana Caymmi, a cantora que na quinta-feira desligou o microfone da PRK-Terra, agradeceu a audi\u00eancia e foi cantar em outras frequ\u00eancias, as ondas celestiais exclusivas das grandes divas. &#8220;Nana sofria com eleg\u00e2ncia. As letras que cantava falavam de mentiras, trai\u00e7\u00f5es, mas ela n\u00e3o batia no cora\u00e7\u00e3o para pontuar a dor de algum amor que tivesse ido embora em meio a essas rimas ruins da paix\u00e3o. &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;. &#8220;H\u00e1 muitas maneiras de a m\u00fasica brasileira dizer que o nosso caso est\u00e1 na hora de acabar, que faz um ano e meio que o nosso lar desmoronou. Nana, o tom grave que herdou do pai, uma levada oper\u00edstica que ganhou n\u00e3o sei de quem, levou esse desamparo amoroso ao sublime. Sofria moderno, quase cool. Quem inventou o amor n\u00e3o foi Nana, mas ela modulou uma escala pr\u00f3pria de cantar as desilus\u00f5es decorrentes. &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;. &#8220;Diante das ciclotimias do insensato cora\u00e7\u00e3o, ela se autodebochava sussurrante: \u2018S\u00f3 louco\u2026\u2019. &#8220;N\u00e3o se faz mais cantora como Nana Caymmi, e eu nem falo na capacidade de juntar t\u00e9cnica e emo\u00e7\u00e3o. As anittas e pabllos da modernidade desconhecem o fracasso, a solid\u00e3o, a vingan\u00e7a e principalmente a melancolia da chuva que cai l\u00e1 fora. Todas poderosas, n\u00e3o conjugam o verbo sofrer em quaisquer dos seus tempos. N\u00e3o fazem mais o favor antigo de gostar de algu\u00e9m \u2013 e cantam a mixaria aer\u00f3bica de passar o rodo geral, a ostenta\u00e7\u00e3o ot\u00e1ria de beijar 20 bocas e n\u00e3o dizer um \u2018eu te amo\u2019, essa del\u00edcia da m\u00fasica brasileira substitu\u00edda pelo \u2018toma, toma\u2019 e \u2018senta, senta\u2019 das novas can\u00e7\u00f5es. &#8220;O tempo levou Nana Caymmi e j\u00e1 a vejo no grande broadcast das nuvens divinas. Est\u00e1 ao lado direito de Dalva e Dolores, \u00e0 esquerda da enluarada Elizeth e da personal\u00edssima Isaurinha, essas loucas dram\u00e1ticas que tamb\u00e9m n\u00e3o inventaram o desamor, mas acalentaram suas dores quando ele bateu, e ele sempre bate, na porta da frente de todos n\u00f3s.&#8221; E me inspiro nesse desfecho para convid\u00e1-la a dar uma resposta ao tempo, podendo pedir ajuda ao Cristov\u00e3o Bastos e ao vasca\u00edno genial Aldir Blanc: RESPOSTA AO TEMPO Batidas na porta da frente\u00c9 o tempoEu bebo um pouquinho pra terArgumento Mas fico sem jeito calado, ele riEle zomba do quanto eu choreiPorque sabe passarE eu n\u00e3o sei Num dia azul de ver\u00e3oSinto o ventoH\u00e1 folhas no meu cora\u00e7\u00e3o\u00c9 o tempo Recordo um amor que perdiEle riDiz que somos iguaisSe eu noteiPois n\u00e3o sabe ficarE eu tamb\u00e9m n\u00e3o sei E gira em volta de mimSussurra que apaga os caminhosQue amores terminam no escuroSozinhos Respondo que ele aprisionaEu libertoQue ele adormece as paix\u00f5esEu desperto E o tempo se r\u00f3iCom inveja de mimMe vigia querendo aprenderComo eu morro de amorPra tentar reviver No fundo \u00e9 uma eterna crian\u00e7aQue n\u00e3o soube amadurecerEu posso, ele n\u00e3o vai poderMe esquecer #Joao Pereira Coutinho #Nana Caymmi #Resposta ao tempo #Joaquim Ferreira dos Santos 01\/06\/2025(379)mmsmarcos1953@hotmail.com<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":16448,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-16445","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16445","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16445"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16445\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16451,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16445\/revisions\/16451"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16448"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16445"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16445"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16445"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}