{"id":16465,"date":"2025-08-27T18:06:23","date_gmt":"2025-08-27T21:06:23","guid":{"rendered":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/?p=16465"},"modified":"2025-08-29T13:53:10","modified_gmt":"2025-08-29T16:53:10","slug":"trapos-de-lingua-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/trapos-de-lingua-2\/","title":{"rendered":"Trapos de l\u00edngua 2"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\"><em>Pouco importa o meio, a palavra bem escolhida abra\u00e7a, cativa, envolve, marca a vida da gente.<\/em><br>&#8211; Jairo Marques &#8211;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-bc10ba87f07ef6dbe1d3e347f3a85e46 wp-block-paragraph\" style=\"color:#0e6fa7\">Em 17\/04\/2024, soltei postagem (368) intitulada &#8220;Trapos de l\u00edngua&#8221;, na qual eu aludia a certos voc\u00e1bulos que, usados uma vez, ecoavam em todos os lugares, pandemicamente. Artigos, cr\u00f4nicas, mat\u00e9rias jornal\u00edsticas, palestras, rodas de conversa, podcasts, programas esportivos que deixassem de os propagar padeciam, caducavam, eram cancelados (j\u00e1 comecei com a neura) liminarmente, mais r\u00e1pidos que os despachos do Xand\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-4141774096fc1a67f382096f89736144 wp-block-paragraph\" style=\"color:#0e6fa7\">Tenho para mim (express\u00e3o tamb\u00e9m muito usada pelos pseudos; o Pond\u00e9 debocha e os rotula de inteligentinhos) que a coisa come\u00e7ou entre algumas outras com &#8220;narrativa&#8221;, passou por &#8220;disruptiva, triscou em &#8220;camada&#8221; e voga com &#8220;taxa\u00e7\u00e3o&#8221;, a qual remete a fisionomia alaranjada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-d05724d27fb36faf37713f92b995948d wp-block-paragraph\" style=\"color:#0e6fa7\">N\u00e3o era meu intuito lavrar postagem de continua\u00e7\u00e3o. Se no primeiro apanhado se fazia uma salada desses termos pern\u00f3sticos espalhados na linguagem generalizada, neste de agora, portanto o segundo, o mergulho se dar\u00e1 no mar dos jarg\u00f5es. N\u00e3o os do Direito &#8211; ali\u00e1s, troquei muitas aulas tediosas na UnB, dadas por professores de terninho ou de virtual toga, por literatura na veia &#8211; memorial\u00edstica, fic\u00e7\u00e3o, humor. Senhoras e senhores, ou melhor, doutoras e doutores, nada de proped\u00eautica, exegese, hermen\u00eautica, interpreta\u00e7\u00e3o teleol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-0284c692825ed804db035002d9eed3ed wp-block-paragraph\" style=\"color:#0e6fa7\">Em manobra arriscada, vou me imiscuir no sofrido terreno da cultura, sempre parco de recursos financeiros, mas afortunado, sem ironias, no retroalimentar os termos que grassam no pr\u00f3prio segmento, alguns dos quais restaram exportados para outros ramos com efetividade e sem tarifa\u00e7o.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"454\" height=\"454\" src=\"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/381_Lingua2-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16486\" style=\"width:336px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/381_Lingua2-1.jpg 454w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/381_Lingua2-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/381_Lingua2-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/381_Lingua2-1-75x75.jpg 75w\" sizes=\"(max-width: 454px) 100vw, 454px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">imagem de IA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-9661bd270f5acffd323726fa464da7bd wp-block-paragraph\" style=\"color:#0e6fa7\"><strong>ACESSIBILIDADE<strong> -\u2002<\/strong><\/strong>Ainda\u00a0falta muito para atingirmos o ideal, por\u00e9m \u00e9 ineg\u00e1vel que se lograram melhorias em prol dos PCDs. A pr\u00f3pria sigla deu identidade e certo empoderamento \u00e0s pessoas com defici\u00eancia e facilitou concentrar esfor\u00e7os em todas as frentes, sobretudo as de cunho financeiro, para lhes diminuir (ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel eliminar) os obst\u00e1culos do cotidiano sempre dif\u00edcil. Hoje, a turma da produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica n\u00e3o tem d\u00favida alguma de que qualquer evento, bancado pelos cofres p\u00fablicos ou pela iniciativa privada, somente se viabiliza se tiver de forma expressa t\u00f3pico acerca de PCD.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-5da905ffde65ca2e2971524b979264c6 wp-block-paragraph\" style=\"color:#0e6fa7\"><strong>APOIO<strong> -\u2002<\/strong><\/strong>Patroc\u00ednio envergonhado, por isso nunca ostensivo e sempre de pequena monta. Pode ser um im\u00f3vel emprestado para filmagens de cenas, mostra de quadros, feira de livros, ou um carro antigo para gravar propaganda situada em\u00a0\u00e9poca cl\u00e1ssica e remota.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-ba8c0bb3f188a3d11b30b7e7001235d0 wp-block-paragraph\" style=\"color:#0e6fa7\"><strong>BENEF\u00cdCIO<strong> -\u2002<\/strong><\/strong>Da \u00e9poca dos milicos, era concedido na \u00e1rea tribut\u00e1ria. O empres\u00e1rio dava uma mordida no or\u00e7amento (tecnicamente, certas emendas parlamentares de hoje) para montar por exemplo uma ind\u00fastria em determinada regi\u00e3o desassistida. \u00c0s vezes, at\u00e9 dava certo. O problema \u00e9 que o dono do empreendimento, mesmo exitoso, relutava em abrir m\u00e3o do subs\u00eddio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-c837aeb026c9ab67040362d4f26c6647 wp-block-paragraph\" style=\"color:#0e6fa7\"><strong>CHAMADO<strong> -\u2002<\/strong><\/strong>N\u00e3o \u00e9 chamada, a ficha que professores e professoras providenciavam e providenciam em todas as aulas nem o que os pais d\u00e3o quando os filhos e filhas fazem besteiras. O chamado ocorre quando se convocam artistas para mobiliza\u00e7\u00e3o em favor de uma causa de interesse da classe. Nem sempre vai gente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-4822160aa980749a07f34c5b646e22cd wp-block-paragraph\" style=\"color:#0e6fa7\"><strong>COLETIVO<strong> -\u2002<\/strong><\/strong>No prim\u00e1rio &#8211; ensino fundamental -, aprend\u00edamos: coletivo significa que, mesmo no singular, representa um conjunto ou grupo de seres, objetos ou coisas da mesma esp\u00e9cie. Em se tratando de coletivo de artistas, avulta a heterogeneidade e n\u00e3o \u00e9 em todos os casos que reina a harmonia e o prop\u00f3sito comum. N\u00e3o \u00e9 absurdo afirmar que rola dissid\u00eancia aqui e ali, entrechoque de egos. Singularidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-e1ac6ba0ecb5988811cc2345d78879ff wp-block-paragraph\" style=\"color:#0e6fa7\"><strong>CONVOCAT\u00d3RIA<strong> -\u2002<\/strong><\/strong>Vide &#8220;Chamado&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-26a3329df6d5ca0a097c9c4ae63fc984 wp-block-paragraph\" style=\"color:#0e6fa7\"><strong>DEVOLUTIVA<strong> -\u2002<\/strong><\/strong>Em portugu\u00eas, \u00e9 feedback. Parece que h\u00e1 um dispositivo constitucional estabelecendo obrigatoriedade de o voc\u00e1bulo figurar em todo e qualquer projeto cultural.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-f1ac0e85eaa596d3300b65efb1bf8531 wp-block-paragraph\" style=\"color:#0e6fa7\"><strong>ESCUTA AFETIVA<strong> -\u2002<\/strong><\/strong>N\u00e3o sei exatamente o que significa, mas considero as situa\u00e7\u00f5es em que, transida pela paix\u00e3o e alumbramento, a plateia inteira n\u00e3o d\u00e1 um pio enquanto o indiv\u00edduo no palco n\u00e3o termina sua fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-6e8f95d65d69132f53d652f1dc244dec wp-block-paragraph\" style=\"color:#0e6fa7\"><strong><strong>ESCUTA ATIVA -\u2002<\/strong><\/strong>N\u00e3o \u00e9 escutar e jamais fazer cara de paisagem \u00e0 l\u00e1 FHC ou Dulcina de Moraes (ao t\u00e9rmino da performance, a fant\u00e1stica atriz dizia para o ansioso artista: &#8220;N\u00e3o tenho palavras.&#8221;). Sendo did\u00e1tico, trata-se de ouvir da poltrona gargarejo do teatro a atra\u00e7\u00e3o art\u00edstica desempenhando e em seguida subir ao palco e ouvi-la de pertinho, tal qual tiete, e num surto arrancar-lhe o microfone e roubar a cena.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-159de6b90fc591befdcf2c622603f5b3 wp-block-paragraph\" style=\"color:#0e6fa7\"><strong>ESPA\u00c7O ART\u00cdSTICO<strong> -\u2002<\/strong><\/strong>Vide Espa\u00e7o Cultural.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-2682527283715cf1cc1d50d4d5e69f00 wp-block-paragraph\" style=\"color:#0e6fa7\"><strong>ESPA\u00c7O CULTURAL<strong> -\u2002<\/strong><\/strong>Vide Espa\u00e7o Art\u00edstico.<strong>\u00a0\u2002\u2002\u2002\u2002<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-03e0e367b6e9472d338f95ecb421b293 wp-block-paragraph\" style=\"color:#0e6fa7\"><strong>EST\u00cdMULO<strong> -\u2002<\/strong><\/strong>Assistir a um &#8220;pas de deux&#8221;. A prop\u00f3sito, aprendi somente agora o que \u00e9 ad\u00e1gio e coda. Ainda a prop\u00f3sito: conhe\u00e7o duas belas bailarinas que s\u00e3o psic\u00f3logas; ou seria, duas belas psic\u00f3logas que s\u00e3o bailarinas? O nome das duas profissionais s\u00e9rias e competentes n\u00e3o conto nem se me plantarem uma tornozeleira. Me restrinjo \u00e0s iniciais. A de uma \u00e9 &#8220;A&#8221; e a da outra \u00e9 &#8220;P.&#8221; N\u00e3o. Trarei um pouco do sobrenome e fica assim: A F\u00a0 \u00a0e\u00a0 \u00a0 P M. Gar\u00e7om, mais uma dose para refletir na ta\u00e7a a segunda letra: AD FI\u00a0 \u00a0e\u00a0 \u00a0PA ME. A saideira, a que acaba com o suspense: Adriana e Paula.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-5b0f9fa6c9203dedd938fc456a232293 wp-block-paragraph\" style=\"color:#0e6fa7\"><strong>EXPERENCIAR<strong> -\u2002<\/strong><\/strong>Mesmo sendo de uma certa idade (como d\u00f3i), at\u00e9 hoje n\u00e3o consegui experenciar.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-98e97712117203c9f77fa7f2d5cd7b74 wp-block-paragraph\" style=\"color:#0e6fa7\"><strong>FOMENTO<strong> -\u2002<\/strong><\/strong>\u00c9 quando, eba, ufa, oba, enfim, sai alguma verba, edital\u00edcia ou n\u00e3o, que no desenrolar do termo de fomento (colabora\u00e7\u00e3o, parceria) vai matar a fome de trabalho do(a) artista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-64283371445729243d96fcdbbecf7d26 wp-block-paragraph\" style=\"color:#0e6fa7\"><strong>INTERATIVO(A)<strong> -\u2002<\/strong><\/strong>Por que presentemente toda iniciativa art\u00edstica ou cultural tem que ter interatividade? Comigo, n\u00e3o, viol\u00e3o. Me limito a experenciar Escuta Passiva<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-737807d7842ef00974a0dc9a821f9bc5 wp-block-paragraph\" style=\"color:#0e6fa7\"><strong>MAPEAMENTO<strong> -\u2002<\/strong><\/strong>Cadastramento (de pessoas f\u00edsicas, jur\u00eddicas, de locais). Parece que h\u00e1 um dispositivo constitucional estabelecendo obrigatoriedade de o voc\u00e1bulo figurar em todo e qualquer projeto cultural.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-ad29648273c44e73b8808b8f31e89e39 wp-block-paragraph\" style=\"color:#0e6fa7\"><strong>MENTORIA<strong> -\u2002<\/strong><\/strong>Recomenda\u00e7\u00f5es para melhorar pessoal e profissionalmente. Parece que h\u00e1 um dispositivo constitucional estabelecendo obrigatoriedade de o voc\u00e1bulo figurar em todo e qualquer projeto cultural.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-9e2d9c78b96a0f4570b9c5c42696872f wp-block-paragraph\" style=\"color:#0e6fa7\"><strong>MERDA<strong> -\u2002<\/strong><\/strong>\u00c9 gratificante ver crian\u00e7as da col\u00f4nia de f\u00e9rias ou dos cursos de inicia\u00e7\u00e3o c\u00eanica do Mapati, faixa de 8 a 12 anos, se abra\u00e7arem e desejarem umas \u00e0s outras Merda em un\u00edssono antes da apresenta\u00e7\u00e3o. D\u00e1 para imaginar que elas est\u00e3o prestes a ganhar o Tony ou o Oscar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-4ce3017d67c9f41640d4c8dfeaa5cc9c wp-block-paragraph\" style=\"color:#0e6fa7\"><strong>MOINHO -\u2002<\/strong>Parece que h\u00e1 um dispositivo constitucional estabelecendo obrigatoriedade de o voc\u00e1bulo figurar em todo e qualquer casa cultural. Prefiro o Cartola com o &#8220;O mundo \u00e9 um moinho&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-4269f7a2f174bcddb935434e61b3d7a5 wp-block-paragraph\" style=\"color:#0e6fa7\"><strong>OFICINA<strong> -\u2002<\/strong><\/strong>Antes do Z\u00e9 Celso Martinez, oficina era de carros. Depois dele e de mais ningu\u00e9m, o termo foi apropriado pelo teatro e n\u00e3o se fala mais nisso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-f8c4193d4f0946e7486d5c83b2bfd50f wp-block-paragraph\" style=\"color:#0e6fa7\"><strong>PATROC\u00cdNIO<strong> -\u2002<\/strong><\/strong>Apoio corajoso e ostensivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-e41ab9247e2cba3011add3149cbd4b15 wp-block-paragraph\" style=\"color:#0e6fa7\"><strong>PERIFERIA<strong> -\u2002<\/strong><\/strong>Uma pausa. Sou um punk da periferia, sou da Freguesia do \u00d3. Minha solidariedade ao Gilberto Gil, que perdeu um filho e uma filha. Eu perdi um filho h\u00e1 muitos anos. N\u00e3o \u00e9 apenas um retrato na parede. Perda, saudade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-867d5dfd20411b3e4fb575130bdc6356 wp-block-paragraph\" style=\"color:#0e6fa7\"><strong>QUITANDA<strong> -\u2002<\/strong><\/strong>Sou do tempo em que quitanda era estabelecimento que vendia g\u00eaneros aliment\u00edcios e muitos cacarecos. Parece que h\u00e1 um dispositivo constitucional estabelecendo obrigatoriedade de o voc\u00e1bulo nominar toda e qualquer casa de cultura. Vide Moinho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-b8b422f569e4357b74ec15b241bba979 wp-block-paragraph\" style=\"color:#0e6fa7\"><strong>SABERES<strong> -\u2002<\/strong><\/strong>S\u00f3 sei que nada sei.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-6b51c6cf33b2b3ca6d09b32def445dc5 wp-block-paragraph\" style=\"color:#0e6fa7\"><strong>SENSORIAL<strong> -\u2002<\/strong><\/strong>Sem ser machista e com uma inveja de g\u00eanero: a mulher tem sexto sentido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-b5da6b103fb52cd1f9c8cec657aa6515 wp-block-paragraph\" style=\"color:#0e6fa7\"><strong>TRANSVERSATILIDADE<strong> -\u2002<\/strong><\/strong>Cultura em conjunto com outras. Na medicina seria uma especialidade imbricada com outra no atendimento harm\u00f4nico e de mais abrang\u00eancia ao(\u00e0) paciente. Na arte, m\u00fasica junto com literatura e por a\u00ed vai. Igualmente, \u00e9 figurinha carimbada no bojo dos projetos culturais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-8888e7cefb8cda78f2810a9114a7c050 wp-block-paragraph\" style=\"color:#0e6fa7\"><strong>VIV\u00caNCIA<strong> -\u2002<\/strong><\/strong>Vide Experenciar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-07f369aa26fa10ede71438f756d23fac wp-block-paragraph\" style=\"color:#0e6fa7\"><strong>YAKALAKAYA -\u2002<\/strong>Espet\u00e1culo que carrega alguns dos termos acima e foi noticiado no jornal Folha do Guar\u00e1. Experi\u00eancia singular, o p\u00fablico reconecta-se com suas ra\u00edzes por meio da arte. A viv\u00eancia prop\u00f5e imers\u00e3o profunda nas rela\u00e7\u00f5es entre voz, instrumento e movimento, entrela\u00e7ando corpo e ancestralidade em um fluxo org\u00e2nico e sensorial. Inspirado nas tradi\u00e7\u00f5es angolanas de lutas e dan\u00e7as, o trabalho se apoia em ritmos circulares e cad\u00eancias que ressoam com a natureza e a pr\u00f3pria fisicalidade humana. Entenderam?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-28659583b6bb996815b68861adc28761 wp-block-paragraph\" style=\"color:#0e6fa7\"><strong>Y\u00d4GA<strong> -\u2002<\/strong><\/strong>Yoga<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-ef61bb8130dd76961a7cd8f0531afbdc wp-block-paragraph\" style=\"color:#0e6fa7\"><strong>Z\u00ca<strong> -\u2002<\/strong><\/strong>Z\u00e9-fi-ni<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">27\/08\/2025<br>(381)<br><a href=\"mailto:mmsmarcos1953@hotmail.com\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">mmsmarcos1953@hotmail.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pouco importa o meio, a palavra bem escolhida abra\u00e7a, cativa, envolve, marca a vida da gente.&#8211; Jairo Marques &#8211; Em 17\/04\/2024, soltei postagem (368) intitulada &#8220;Trapos de l\u00edngua&#8221;, na qual eu aludia a certos voc\u00e1bulos que, usados uma vez, ecoavam em todos os lugares, pandemicamente. Artigos, cr\u00f4nicas, mat\u00e9rias jornal\u00edsticas, palestras, rodas de conversa, podcasts, programas esportivos que deixassem de os propagar padeciam, caducavam, eram cancelados (j\u00e1 comecei com a neura) liminarmente, mais r\u00e1pidos que os despachos do Xand\u00e3o. Tenho para mim (express\u00e3o tamb\u00e9m muito usada pelos pseudos; o Pond\u00e9 debocha e os rotula de inteligentinhos) que a coisa come\u00e7ou entre algumas outras com &#8220;narrativa&#8221;, passou por &#8220;disruptiva, triscou em &#8220;camada&#8221; e voga com &#8220;taxa\u00e7\u00e3o&#8221;, a qual remete a fisionomia alaranjada. N\u00e3o era meu intuito lavrar postagem de continua\u00e7\u00e3o. Se no primeiro apanhado se fazia uma salada desses termos pern\u00f3sticos espalhados na linguagem generalizada, neste de agora, portanto o segundo, o mergulho se dar\u00e1 no mar dos jarg\u00f5es. N\u00e3o os do Direito &#8211; ali\u00e1s, troquei muitas aulas tediosas na UnB, dadas por professores de terninho ou de virtual toga, por literatura na veia &#8211; memorial\u00edstica, fic\u00e7\u00e3o, humor. Senhoras e senhores, ou melhor, doutoras e doutores, nada de proped\u00eautica, exegese, hermen\u00eautica, interpreta\u00e7\u00e3o teleol\u00f3gica. Em manobra arriscada, vou me imiscuir no sofrido terreno da cultura, sempre parco de recursos financeiros, mas afortunado, sem ironias, no retroalimentar os termos que grassam no pr\u00f3prio segmento, alguns dos quais restaram exportados para outros ramos com efetividade e sem tarifa\u00e7o. ACESSIBILIDADE -\u2002Ainda\u00a0falta muito para atingirmos o ideal, por\u00e9m \u00e9 ineg\u00e1vel que se lograram melhorias em prol dos PCDs. A pr\u00f3pria sigla deu identidade e certo empoderamento \u00e0s pessoas com defici\u00eancia e facilitou concentrar esfor\u00e7os em todas as frentes, sobretudo as de cunho financeiro, para lhes diminuir (ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel eliminar) os obst\u00e1culos do cotidiano sempre dif\u00edcil. Hoje, a turma da produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica n\u00e3o tem d\u00favida alguma de que qualquer evento, bancado pelos cofres p\u00fablicos ou pela iniciativa privada, somente se viabiliza se tiver de forma expressa t\u00f3pico acerca de PCD. APOIO -\u2002Patroc\u00ednio envergonhado, por isso nunca ostensivo e sempre de pequena monta. Pode ser um im\u00f3vel emprestado para filmagens de cenas, mostra de quadros, feira de livros, ou um carro antigo para gravar propaganda situada em\u00a0\u00e9poca cl\u00e1ssica e remota. BENEF\u00cdCIO -\u2002Da \u00e9poca dos milicos, era concedido na \u00e1rea tribut\u00e1ria. O empres\u00e1rio dava uma mordida no or\u00e7amento (tecnicamente, certas emendas parlamentares de hoje) para montar por exemplo uma ind\u00fastria em determinada regi\u00e3o desassistida. \u00c0s vezes, at\u00e9 dava certo. O problema \u00e9 que o dono do empreendimento, mesmo exitoso, relutava em abrir m\u00e3o do subs\u00eddio. CHAMADO -\u2002N\u00e3o \u00e9 chamada, a ficha que professores e professoras providenciavam e providenciam em todas as aulas nem o que os pais d\u00e3o quando os filhos e filhas fazem besteiras. O chamado ocorre quando se convocam artistas para mobiliza\u00e7\u00e3o em favor de uma causa de interesse da classe. Nem sempre vai gente. COLETIVO -\u2002No prim\u00e1rio &#8211; ensino fundamental -, aprend\u00edamos: coletivo significa que, mesmo no singular, representa um conjunto ou grupo de seres, objetos ou coisas da mesma esp\u00e9cie. Em se tratando de coletivo de artistas, avulta a heterogeneidade e n\u00e3o \u00e9 em todos os casos que reina a harmonia e o prop\u00f3sito comum. N\u00e3o \u00e9 absurdo afirmar que rola dissid\u00eancia aqui e ali, entrechoque de egos. Singularidade. CONVOCAT\u00d3RIA -\u2002Vide &#8220;Chamado&#8221; DEVOLUTIVA -\u2002Em portugu\u00eas, \u00e9 feedback. Parece que h\u00e1 um dispositivo constitucional estabelecendo obrigatoriedade de o voc\u00e1bulo figurar em todo e qualquer projeto cultural. ESCUTA AFETIVA -\u2002N\u00e3o sei exatamente o que significa, mas considero as situa\u00e7\u00f5es em que, transida pela paix\u00e3o e alumbramento, a plateia inteira n\u00e3o d\u00e1 um pio enquanto o indiv\u00edduo no palco n\u00e3o termina sua fun\u00e7\u00e3o. ESCUTA ATIVA -\u2002N\u00e3o \u00e9 escutar e jamais fazer cara de paisagem \u00e0 l\u00e1 FHC ou Dulcina de Moraes (ao t\u00e9rmino da performance, a fant\u00e1stica atriz dizia para o ansioso artista: &#8220;N\u00e3o tenho palavras.&#8221;). Sendo did\u00e1tico, trata-se de ouvir da poltrona gargarejo do teatro a atra\u00e7\u00e3o art\u00edstica desempenhando e em seguida subir ao palco e ouvi-la de pertinho, tal qual tiete, e num surto arrancar-lhe o microfone e roubar a cena. ESPA\u00c7O ART\u00cdSTICO -\u2002Vide Espa\u00e7o Cultural. ESPA\u00c7O CULTURAL -\u2002Vide Espa\u00e7o Art\u00edstico.\u00a0\u2002\u2002\u2002\u2002 EST\u00cdMULO -\u2002Assistir a um &#8220;pas de deux&#8221;. A prop\u00f3sito, aprendi somente agora o que \u00e9 ad\u00e1gio e coda. Ainda a prop\u00f3sito: conhe\u00e7o duas belas bailarinas que s\u00e3o psic\u00f3logas; ou seria, duas belas psic\u00f3logas que s\u00e3o bailarinas? O nome das duas profissionais s\u00e9rias e competentes n\u00e3o conto nem se me plantarem uma tornozeleira. Me restrinjo \u00e0s iniciais. A de uma \u00e9 &#8220;A&#8221; e a da outra \u00e9 &#8220;P.&#8221; N\u00e3o. Trarei um pouco do sobrenome e fica assim: A F\u00a0 \u00a0e\u00a0 \u00a0 P M. Gar\u00e7om, mais uma dose para refletir na ta\u00e7a a segunda letra: AD FI\u00a0 \u00a0e\u00a0 \u00a0PA ME. A saideira, a que acaba com o suspense: Adriana e Paula. EXPERENCIAR -\u2002Mesmo sendo de uma certa idade (como d\u00f3i), at\u00e9 hoje n\u00e3o consegui experenciar.\u00a0 FOMENTO -\u2002\u00c9 quando, eba, ufa, oba, enfim, sai alguma verba, edital\u00edcia ou n\u00e3o, que no desenrolar do termo de fomento (colabora\u00e7\u00e3o, parceria) vai matar a fome de trabalho do(a) artista. INTERATIVO(A) -\u2002Por que presentemente toda iniciativa art\u00edstica ou cultural tem que ter interatividade? Comigo, n\u00e3o, viol\u00e3o. Me limito a experenciar Escuta Passiva MAPEAMENTO -\u2002Cadastramento (de pessoas f\u00edsicas, jur\u00eddicas, de locais). Parece que h\u00e1 um dispositivo constitucional estabelecendo obrigatoriedade de o voc\u00e1bulo figurar em todo e qualquer projeto cultural. MENTORIA -\u2002Recomenda\u00e7\u00f5es para melhorar pessoal e profissionalmente. Parece que h\u00e1 um dispositivo constitucional estabelecendo obrigatoriedade de o voc\u00e1bulo figurar em todo e qualquer projeto cultural. MERDA -\u2002\u00c9 gratificante ver crian\u00e7as da col\u00f4nia de f\u00e9rias ou dos cursos de inicia\u00e7\u00e3o c\u00eanica do Mapati, faixa de 8 a 12 anos, se abra\u00e7arem e desejarem umas \u00e0s outras Merda em un\u00edssono antes da apresenta\u00e7\u00e3o. D\u00e1 para imaginar que elas est\u00e3o prestes a ganhar o Tony ou o Oscar. MOINHO -\u2002Parece que h\u00e1 um dispositivo constitucional estabelecendo obrigatoriedade de o voc\u00e1bulo figurar em todo e qualquer casa cultural. Prefiro o Cartola com o &#8220;O mundo \u00e9 um moinho&#8221;. OFICINA -\u2002Antes do Z\u00e9 Celso Martinez, oficina era de carros. Depois dele e de mais ningu\u00e9m, o termo foi apropriado pelo teatro e n\u00e3o se fala mais nisso. PATROC\u00cdNIO -\u2002Apoio corajoso e ostensivo. PERIFERIA -\u2002Uma pausa. Sou um punk da periferia, sou da Freguesia do \u00d3. Minha solidariedade ao Gilberto Gil, que perdeu um filho e uma filha. Eu perdi um filho h\u00e1 muitos anos. N\u00e3o \u00e9 apenas um retrato na parede. Perda, saudade. QUITANDA -\u2002Sou do tempo em que quitanda era estabelecimento que vendia g\u00eaneros aliment\u00edcios e muitos cacarecos. Parece que h\u00e1 um dispositivo constitucional estabelecendo obrigatoriedade de o voc\u00e1bulo nominar toda e qualquer casa de cultura. Vide Moinho. SABERES -\u2002S\u00f3 sei que nada sei. SENSORIAL -\u2002Sem ser machista e com uma inveja de g\u00eanero: a mulher tem sexto sentido. TRANSVERSATILIDADE -\u2002Cultura em conjunto com outras. Na medicina seria uma especialidade imbricada com outra no atendimento harm\u00f4nico e de mais abrang\u00eancia ao(\u00e0) paciente. Na arte, m\u00fasica junto com literatura e por a\u00ed vai. Igualmente, \u00e9 figurinha carimbada no bojo dos projetos culturais. VIV\u00caNCIA -\u2002Vide Experenciar. YAKALAKAYA -\u2002Espet\u00e1culo que carrega alguns dos termos acima e foi noticiado no jornal Folha do Guar\u00e1. Experi\u00eancia singular, o p\u00fablico reconecta-se com suas ra\u00edzes por meio da arte. A viv\u00eancia prop\u00f5e imers\u00e3o profunda nas rela\u00e7\u00f5es entre voz, instrumento e movimento, entrela\u00e7ando corpo e ancestralidade em um fluxo org\u00e2nico e sensorial. Inspirado nas tradi\u00e7\u00f5es angolanas de lutas e dan\u00e7as, o trabalho se apoia em ritmos circulares e cad\u00eancias que ressoam com a natureza e a pr\u00f3pria fisicalidade humana. Entenderam? Y\u00d4GA -\u2002Yoga Z\u00ca -\u2002Z\u00e9-fi-ni 27\/08\/2025(381)mmsmarcos1953@hotmail.com<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":16471,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-16465","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16465","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16465"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16465\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16496,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16465\/revisions\/16496"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16471"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16465"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16465"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16465"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}