{"id":1993,"date":"2017-01-30T20:57:06","date_gmt":"2017-01-30T20:57:06","guid":{"rendered":"http:\/\/mapati.com.br\/blog\/?p=1993"},"modified":"2017-01-30T20:57:06","modified_gmt":"2017-01-30T20:57:06","slug":"zap","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/zap\/","title":{"rendered":"Zap"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">\n\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" alt=\"https:\/\/pixabay.com\" class=\"size-full wp-image-1998\" height=\"640\" src=\"http:\/\/2017.mapati.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/229zapz.png\" width=\"960\" srcset=\"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/229zapz.png 960w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/229zapz-300x200.png 300w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/229zapz-768x512.png 768w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/229zapz-200x133.png 200w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/229zapz-400x267.png 400w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/229zapz-600x400.png 600w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/229zapz-800x533.png 800w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/> <span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:arial,helvetica,sans-serif;\">https:\/\/pixabay.com<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Na infausta virada 2016\/2017, enfiei-me no litoral baiano, corte por Cara&iacute;va, Praia do Espelho, Trancoso, Arraial d&rsquo;Ajuda, Cabr&aacute;lia, Santo Andr&eacute;, Praia das Tartarugas, regi&otilde;es que nos convidam a deixar o celular desligado. E fazemos isso, zap inativo, com imensa alegria. Se bem que, quando a s&iacute;ndrome de abstin&ecirc;ncia come&ccedil;a a ficar insuport&aacute;vel, rola um &ldquo;cerca Louren&ccedil;o&rdquo; nos bares e restaurantes com&nbsp;wi fi&nbsp;&nbsp;e a gente &ldquo;inventa&rdquo; um consumo, obt&eacute;m a senha e cai de novo na neurose, na fissura de enviar\/receber\/ler mensagens individuais ou distribu&iacute;das nos grupos, onde todo mundo se sente engra&ccedil;adinho e solid&aacute;rio. Pouco o acessei nas terras e &aacute;guas baianas mas refleti sobre esse sistema de conversas eletr&ocirc;nicas. Me ocorreram alguns apontamentos.<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Primeiro, os artistas que mais trabalham, os que, vira e mexe, aparecem em nosso cel e n&oacute;s ainda assim ouvimos tudo de novo:<\/span><\/span>\n<\/p>\n<ul style=\"margin-left: 80px;\">\n<li>\n\t\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Louis Armstrong, o homem do vozeir&atilde;o arrasador, &eacute; convocado a todo momento para cantar &ldquo;What a Wonderful Word&rdquo;, nas mais variadas figura&ccedil;&otilde;es, novinho ou j&aacute; com mais idade, olh&atilde;o sempre arregalado; fundo da imagem com c&eacute;u claro ou meio cinza, letras g&oacute;ticas, letras de forma ou letras daquelas de convite de casamento;<\/span><\/span>\n\t<\/li>\n<li>\n\t\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Ana Vilela, tamb&eacute;m do ramo, foi chegando de leve, incognita, s&oacute; no &aacute;udio. Depois &eacute; que passamos a conhecer a dona daquela voz melodiosa viajando no Trem-bala, tamb&eacute;m nas mais variadas estampas, nos alertando que aqui somos meros passageiros e devemos segurar, no colo c&aacute;lido, nosso filho, sem esquecer de abra&ccedil;ar nossos pais;<\/span><\/span>\n\t<\/li>\n<li>\n\t\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Mario Quintana, o poeta cujos versos ilustram recados partidos &ldquo;originalmente&rdquo; de milhares de aparelhos celulares e nas situa&ccedil;&otilde;es as mais diversas. O bom velhinho, que n&atilde;o &eacute; o Papai Noel, &eacute; obrigado a deixar os pampas ga&uacute;chos para dar conte&uacute;do a mensagens de toda ordem, esperan&ccedil;a, supera&ccedil;&atilde;o, amores dif&iacute;ceis, amores f&aacute;ceis; pitacos reconfortantes na vida da turma que se apavora com o ingresso na terceira idade;<\/span><\/span>\n\t<\/li>\n<li>\n\t\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">John Lennon, com sortidas m&uacute;sicas. O interessante &eacute; que o seu companheiro de parceria, o beatle Paul McCartney, quase n&atilde;o d&aacute; as caras;<\/span><\/span>\n\t<\/li>\n<li>\n\t\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Shakeaspere, j&aacute; no terreno das letras, tem causado. O bardo invade sem tr&eacute;gua os celulares com seus textos c&eacute;lebres e empreg&aacute;veis em situa&ccedil;&otilde;es in&uacute;meras de amizades, frustra&ccedil;&otilde;es, invejas, ci&uacute;mes e trai&ccedil;&atilde;o;<\/span><\/span>\n\t<\/li>\n<li>\n\t\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Jesus Cristo, provavelmente o mais invocado pelos integrantes mais fi&eacute;is, mesmo que o grupo de zap deles seja composto em sua maioria por ateus e agn&oacute;sticos. Ele, o Filho, nos chega pela voz de padres rom&acirc;nticos e &nbsp;pela performance de pastores exaltados, que nos doutrinam sem nenhuma cerim&ocirc;nia, recomendando rezas e ora&ccedil;&otilde;es em filmetes &agrave;s vezes com dura&ccedil;&atilde;o de dez minutos; por &uacute;ltimo e n&atilde;o menos importante,<\/span><\/span>\n\t<\/li>\n<li>\n\t\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">o papagaio. De fato, n&atilde;o sei precisar quantos v&iacute;deos me enviaram at&eacute; hoje com louros de protagonistas que falam palavr&otilde;es cabeludos por todos os lados.<\/span><\/span>\n\t<\/li>\n<\/ul>\n<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Agora, as fotos\/v&iacute;deos que carecem de interna&ccedil;&atilde;o emergencial em casas de repouso, j&aacute; que &eacute; somente passar um tempinho que eles voltam, s&atilde;o uns zumbis a nos atormentar:<\/span><\/span>\n<\/p>\n<ul style=\"margin-left: 80px;\">\n<li>\n\t\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">o do cara fantasiado de &aacute;rabe que joga uma mala perto de incautos, que fogem em desespero ante a perspectiva de que ir&atilde;o voar pelos ares. Se uma ou outra cena pode parecer engra&ccedil;ada, o que fica &eacute; o recado preconceituoso de que todo terrorista &eacute; &aacute;rabe;<\/span><\/span>\n\t<\/li>\n<li>\n\t\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">o do Jord&atilde;o (podia ser Jorj&atilde;o), homem enorme que desafia as leis da f&iacute;sica ao sentar-se com seu corpanzil numa cadeira de pl&aacute;stico que se mant&eacute;m inteirinha, quatro pernas firmes como uma rochedo. Oxal&aacute;, o gordinho haja emagrecido, fugindo da obesidade m&oacute;rbida.<\/span><\/span>\n\t<\/li>\n<li>\n\t\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Remetentes desapercebidos e bem intencionados:<\/span><\/span>\n\t<\/li>\n<li>\n\t\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">os que, mal o sol come&ccedil;a a nascer, dispararam &ldquo;Bom dia&rdquo; para todo o planeta. A esse costume meigo, &ldquo;adorado&rdquo; por uma das personagens do Paulo Gustavo, deve-se acrescer o de encaminhar, como se em primeira m&atilde;o, v&iacute;deos e filmetes que j&aacute; foram vistos, analisados e discutidos nos &uacute;ltimos anos por milh&otilde;es de pessoas.<\/span><\/span>\n\t<\/li>\n<li>\n\t\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Assinam ponto (eletr&ocirc;nico) todos os dias:<\/span><\/span>\n\t<\/li>\n<li>\n\t\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">os que compartilham filmetes tendo a cerveja como tema. Nunca entendi por que, racistas, chamam a garrafa (com o l&iacute;quido) de &ldquo;loura&rdquo;, e vejam que n&atilde;o existe mais o casco claro. Nem propagandas com mulheres louras, pelo menos (sem trocadilho) em trajes sum&aacute;rios de praia. E a Caracu e a Malzbier por acaso acabaram? Ent&atilde;o, vamos passar a chamar a cerveja preta de mulata. Lembrei: mulata agora n&atilde;o pode, inclusive em marchinha de carnaval. Conservo os maiores traumas de censura mas pensando bem, embora o politicamente correto &agrave;s vezes canse e irrite, &eacute; duro &nbsp;ouvir &ldquo;a tua cor n&atilde;o pega, mulata\/mulata eu quero o teu amor.&rdquo; Falo como moreno, que sou. Ou n&atilde;o. Na verdade, o IBGE tecnicamente me classificaria de pardo;<\/span><\/span>\n\t<\/li>\n<li>\n\t\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">os que t&ecirc;m fixa&ccedil;&atilde;o no Lula e ou na Dilma. Os dois alvos praticamente fora de combate (sem contar o estado de sa&uacute;de de dona Marisa Let&iacute;cia) e os coxinhas e nem t&atilde;o coxinhas assim&hellip; implac&aacute;veis&hellip; descem a bodurna sem piedade. Catalogam e expedem dezenas de v&iacute;deos desbancando o sapo barbudo e a presidentA. Enquanto isso, o jovem candidato &#8211; &eacute; desse modo que o Helio Fernandes, do alto dos seus 95 anos, se refere ao Aecio Neves -, o neto que nunca ser&aacute; o av&ocirc;, conta com a boa vontade quase generalizada da imprensa e daquela turma que foi pra rua mas que n&atilde;o v&ecirc; a hora de se lan&ccedil;ar para a C&acirc;mara dos Deputados, as assembleias legislativas ou as c&acirc;maras de vereadores. N&atilde;o sou petelho, deixo logo registrado;<\/span><\/span>\n\t<\/li>\n<li>\n\t\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">os que, superando a turma de padres e de pastores, irrigam nossas telas com li&ccedil;&otilde;es de autoajuda;<\/span><\/span>\n\t<\/li>\n<li>\n\t\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">os que, na mesma toada, mandam recados umas formosuras de delicadeza com flores e bichinhos fofinhos.<\/span><\/span>\n\t<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: right;\">\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">28\/01\/2017<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">(229)<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\n\t<a href=\"http:\/\/mmsmarcos1953@hotmail.com\"><span style=\"color:#0000CD;\"><span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">mmsmarcos1953@hotmail.com<\/span><\/span><\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>https:\/\/pixabay.com Na infausta virada 2016\/2017, enfiei-me no litoral baiano, corte por Cara&iacute;va, Praia do Espelho, Trancoso, Arraial d&rsquo;Ajuda, Cabr&aacute;lia, Santo Andr&eacute;, Praia das Tartarugas, regi&otilde;es que nos convidam a deixar o celular desligado. E fazemos isso, zap inativo, com imensa alegria. Se bem que, quando a s&iacute;ndrome de abstin&ecirc;ncia come&ccedil;a a ficar insuport&aacute;vel, rola um &ldquo;cerca Louren&ccedil;o&rdquo; nos bares e restaurantes com&nbsp;wi fi&nbsp;&nbsp;e a gente &ldquo;inventa&rdquo; um consumo, obt&eacute;m a senha e cai de novo na neurose, na fissura de enviar\/receber\/ler mensagens individuais ou distribu&iacute;das nos grupos, onde todo mundo se sente engra&ccedil;adinho e solid&aacute;rio. Pouco o acessei nas terras e &aacute;guas baianas mas refleti sobre esse sistema de conversas eletr&ocirc;nicas. Me ocorreram alguns apontamentos. Primeiro, os artistas que mais trabalham, os que, vira e mexe, aparecem em nosso cel e n&oacute;s ainda assim ouvimos tudo de novo: Louis Armstrong, o homem do vozeir&atilde;o arrasador, &eacute; convocado a todo momento para cantar &ldquo;What a Wonderful Word&rdquo;, nas mais variadas figura&ccedil;&otilde;es, novinho ou j&aacute; com mais idade, olh&atilde;o sempre arregalado; fundo da imagem com c&eacute;u claro ou meio cinza, letras g&oacute;ticas, letras de forma ou letras daquelas de convite de casamento; Ana Vilela, tamb&eacute;m do ramo, foi chegando de leve, incognita, s&oacute; no &aacute;udio. Depois &eacute; que passamos a conhecer a dona daquela voz melodiosa viajando no Trem-bala, tamb&eacute;m nas mais variadas estampas, nos alertando que aqui somos meros passageiros e devemos segurar, no colo c&aacute;lido, nosso filho, sem esquecer de abra&ccedil;ar nossos pais; Mario Quintana, o poeta cujos versos ilustram recados partidos &ldquo;originalmente&rdquo; de milhares de aparelhos celulares e nas situa&ccedil;&otilde;es as mais diversas. O bom velhinho, que n&atilde;o &eacute; o Papai Noel, &eacute; obrigado a deixar os pampas ga&uacute;chos para dar conte&uacute;do a mensagens de toda ordem, esperan&ccedil;a, supera&ccedil;&atilde;o, amores dif&iacute;ceis, amores f&aacute;ceis; pitacos reconfortantes na vida da turma que se apavora com o ingresso na terceira idade; John Lennon, com sortidas m&uacute;sicas. O interessante &eacute; que o seu companheiro de parceria, o beatle Paul McCartney, quase n&atilde;o d&aacute; as caras; Shakeaspere, j&aacute; no terreno das letras, tem causado. O bardo invade sem tr&eacute;gua os celulares com seus textos c&eacute;lebres e empreg&aacute;veis em situa&ccedil;&otilde;es in&uacute;meras de amizades, frustra&ccedil;&otilde;es, invejas, ci&uacute;mes e trai&ccedil;&atilde;o; Jesus Cristo, provavelmente o mais invocado pelos integrantes mais fi&eacute;is, mesmo que o grupo de zap deles seja composto em sua maioria por ateus e agn&oacute;sticos. Ele, o Filho, nos chega pela voz de padres rom&acirc;nticos e &nbsp;pela performance de pastores exaltados, que nos doutrinam sem nenhuma cerim&ocirc;nia, recomendando rezas e ora&ccedil;&otilde;es em filmetes &agrave;s vezes com dura&ccedil;&atilde;o de dez minutos; por &uacute;ltimo e n&atilde;o menos importante, o papagaio. De fato, n&atilde;o sei precisar quantos v&iacute;deos me enviaram at&eacute; hoje com louros de protagonistas que falam palavr&otilde;es cabeludos por todos os lados. Agora, as fotos\/v&iacute;deos que carecem de interna&ccedil;&atilde;o emergencial em casas de repouso, j&aacute; que &eacute; somente passar um tempinho que eles voltam, s&atilde;o uns zumbis a nos atormentar: o do cara fantasiado de &aacute;rabe que joga uma mala perto de incautos, que fogem em desespero ante a perspectiva de que ir&atilde;o voar pelos ares. Se uma ou outra cena pode parecer engra&ccedil;ada, o que fica &eacute; o recado preconceituoso de que todo terrorista &eacute; &aacute;rabe; o do Jord&atilde;o (podia ser Jorj&atilde;o), homem enorme que desafia as leis da f&iacute;sica ao sentar-se com seu corpanzil numa cadeira de pl&aacute;stico que se mant&eacute;m inteirinha, quatro pernas firmes como uma rochedo. Oxal&aacute;, o gordinho haja emagrecido, fugindo da obesidade m&oacute;rbida. Remetentes desapercebidos e bem intencionados: os que, mal o sol come&ccedil;a a nascer, dispararam &ldquo;Bom dia&rdquo; para todo o planeta. A esse costume meigo, &ldquo;adorado&rdquo; por uma das personagens do Paulo Gustavo, deve-se acrescer o de encaminhar, como se em primeira m&atilde;o, v&iacute;deos e filmetes que j&aacute; foram vistos, analisados e discutidos nos &uacute;ltimos anos por milh&otilde;es de pessoas. Assinam ponto (eletr&ocirc;nico) todos os dias: os que compartilham filmetes tendo a cerveja como tema. Nunca entendi por que, racistas, chamam a garrafa (com o l&iacute;quido) de &ldquo;loura&rdquo;, e vejam que n&atilde;o existe mais o casco claro. Nem propagandas com mulheres louras, pelo menos (sem trocadilho) em trajes sum&aacute;rios de praia. E a Caracu e a Malzbier por acaso acabaram? Ent&atilde;o, vamos passar a chamar a cerveja preta de mulata. Lembrei: mulata agora n&atilde;o pode, inclusive em marchinha de carnaval. Conservo os maiores traumas de censura mas pensando bem, embora o politicamente correto &agrave;s vezes canse e irrite, &eacute; duro &nbsp;ouvir &ldquo;a tua cor n&atilde;o pega, mulata\/mulata eu quero o teu amor.&rdquo; Falo como moreno, que sou. Ou n&atilde;o. Na verdade, o IBGE tecnicamente me classificaria de pardo; os que t&ecirc;m fixa&ccedil;&atilde;o no Lula e ou na Dilma. Os dois alvos praticamente fora de combate (sem contar o estado de sa&uacute;de de dona Marisa Let&iacute;cia) e os coxinhas e nem t&atilde;o coxinhas assim&hellip; implac&aacute;veis&hellip; descem a bodurna sem piedade. Catalogam e expedem dezenas de v&iacute;deos desbancando o sapo barbudo e a presidentA. Enquanto isso, o jovem candidato &#8211; &eacute; desse modo que o Helio Fernandes, do alto dos seus 95 anos, se refere ao Aecio Neves -, o neto que nunca ser&aacute; o av&ocirc;, conta com a boa vontade quase generalizada da imprensa e daquela turma que foi pra rua mas que n&atilde;o v&ecirc; a hora de se lan&ccedil;ar para a C&acirc;mara dos Deputados, as assembleias legislativas ou as c&acirc;maras de vereadores. N&atilde;o sou petelho, deixo logo registrado; os que, superando a turma de padres e de pastores, irrigam nossas telas com li&ccedil;&otilde;es de autoajuda; os que, na mesma toada, mandam recados umas formosuras de delicadeza com flores e bichinhos fofinhos. 28\/01\/2017 (229) mmsmarcos1953@hotmail.com<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1993","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1993","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1993"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1993\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1993"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1993"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1993"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}