{"id":2035,"date":"2017-02-12T00:29:33","date_gmt":"2017-02-12T00:29:33","guid":{"rendered":"http:\/\/mapati.com.br\/blog\/?p=2035"},"modified":"2017-02-12T00:29:33","modified_gmt":"2017-02-12T00:29:33","slug":"poemas-de-uma-candanga-agarrada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/poemas-de-uma-candanga-agarrada\/","title":{"rendered":"Poemas de uma candanga agarrada"},"content":{"rendered":"<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Quem eventualmente j&aacute; se muniu de coragem e desassombro para me ler neste blog sabe que minha praia (mar&iacute;tima) &eacute; a prosa. Admiro de forma subsidi&aacute;ria a poesia, minha praia do Araguaia. A d&uacute;vida &eacute; se eu sairia de casa para percorrer as estantes de uma livraria (hoje, t&atilde;o poucas, com mais vendedores desinformados, mezaninos e almofadas do que livros) e dali voltaria para a seguran&ccedil;a do lar doce lar sobra&ccedil;ando volume s&oacute; de poemas.<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">De quando em vez, no papel de coadjuvante, irrompo por este espa&ccedil;o contracenando com duas poetas e um poeta: uma, carioca, perdida nas Minas Gerais; outra, paulista, a deambular pelo cerrado; e por &uacute;ltimo um piauiense, de igual maneira estabelecido na Capital Federal. Como passeassem pelas artes c&ecirc;nicas, os tr&ecirc;s fingem que adoram interfer&ecirc;ncia minha na difus&atilde;o de seus escritos l&iacute;ricos.<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Seja como for, disponho de expressa e formal autoriza&ccedil;&atilde;o dos tr&ecirc;s sonhadores, passada em cart&oacute;rio na presen&ccedil;a de dezenas e dezenas de testemunhas, para inserir em postagens espor&aacute;dicas os seus versos, maculados por aberturas da lavra deste blogueiro inzoneiro.<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Cuido haver chegado o momento de nos reaproximarmos de um ser multim&iacute;dia, cujo curr&iacute;culo de realiza&ccedil;&otilde;es profissionais eu levaria dias para aqui transcrever na sua integralidade. Se a personagem n&atilde;o vier a lavrar protesto e ajuizar a&ccedil;&atilde;o por danos morais, meu desejo &eacute; que a apari&ccedil;&atilde;o da inspirad&iacute;ssima poeta n&atilde;o aconte&ccedil;a em &uacute;nica oportunidade.<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">De se anotar que em mar&ccedil;o de 2012, por ocasi&atilde;o da celebra&ccedil;&atilde;o do Dia Mundial da Poesia, na companhia de cinquenta artistas, a estrela agora homenageada passou por nosso teatro, mais especificamente pelo caminh&atilde;o-palco do Mapati, por ela chamado graciosamente de palco-caminh&atilde;o, talvez pelo ve&iacute;culo ser grandinho, ainda assim muito aqu&eacute;m do talento que possui.<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">De quem se trata? Fazendo sopa de letras, seu nome (seus nomes) aglutina o nome da minha filha Mariana. Vou tratar a poeta como candanga agarrada ao, com perd&atilde;o pelo clich&ecirc;, torr&atilde;o natal.<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">E a obra que vir&aacute; &agrave; tona? N&atilde;o &eacute; in&eacute;dita, pois que divulgada no site da autora e tamb&eacute;m nessa semana no Correio Braziliense, se&ccedil;&atilde;o Tantas Palavras, do editor Jos&eacute; Carlos Vieira, cara que no mesmo caderno, aos domingos, nos brinda com um texto engra&ccedil;ado paca.<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Quanto ao poema, n&atilde;o nos percamos pelo t&iacute;tulo. Demais disso, malgrado estampar amor f&iacute;sico nos seus contornos gerais, deve ser tido como item relevante no meu processo de espiritualiza&ccedil;&atilde;o e desapego.<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" alt=\"231marinamara2\" class=\"size-full wp-image-2040 aligncenter\" height=\"559\" src=\"http:\/\/2017.mapati.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/231marinamara2.jpg\" style=\"\" title=\"\" width=\"405\" \/>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n\t<strong><span style=\"font-size:18px;\"><span style=\"font-family:trebuchet ms,helvetica,sans-serif;\">MARIAS E SUAS MULHERES<\/span><\/span><\/strong>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n\t<span style=\"font-size:18px;\"><span style=\"font-family:trebuchet ms,helvetica,sans-serif;\">Mulher &eacute; meio bruxa, &eacute; meio bicho, &eacute; meio mar<br \/>\n\tTem ondas, tem sexto sentido e sangra sem se cortar<br \/>\n\tMulher &eacute; meio bicha, meio arisca se a lua mandar<br \/>\n\t&Eacute; por isso que n&atilde;o h&aacute; nada mais intenso e sutil<br \/>\n\tQue duas Marias a se beijar.<\/span><\/span><br \/>\n\t<span style=\"font-size:18px;\"><span style=\"font-family:trebuchet ms,helvetica,sans-serif;\">Duas Marias &ndash; duas belezas. Duas guerreiras<br \/>\n\tLutando pelos direitos que delas tiraram,<br \/>\n\tComo castigo, pelo crime de se amar.<br \/>\n\tOnde est&aacute; escrito que esse amor n&atilde;o &eacute; lindo<br \/>\n\tOu n&atilde;o t&atilde;o lindo quanto o seu?<br \/>\n\tN&atilde;o se &eacute; diferente s&oacute; por amar o seu igual.<br \/>\n\tAo final do arco-&iacute;ris h&aacute; um pote de respeito<br \/>\n\tUm pote de um mundo que menstrua mel<br \/>\n\tOnde Marias, Joanas e C&aacute;ssias<br \/>\n\tPossam expressar sua feminilidade<br \/>\n\tCom notas musicais tamb&eacute;m<br \/>\n\tSoprando arrepios nos cangotes das meninas<br \/>\n\tE uma sinfonia no daquela<br \/>\n\tQue atende por meu bem.<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n\t<strong><span style=\"font-size:18px;\"><span style=\"font-family:trebuchet ms,helvetica,sans-serif;\">Marina Mara<\/span><\/span><\/strong>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">12\/02\/2017<br \/>\n\t(231)<br \/>\n\t<span style=\"color: #0000ff;\">mmsmarcos1953@hotmail.com<\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem eventualmente j&aacute; se muniu de coragem e desassombro para me ler neste blog sabe que minha praia (mar&iacute;tima) &eacute; a prosa. Admiro de forma subsidi&aacute;ria a poesia, minha praia do Araguaia. A d&uacute;vida &eacute; se eu sairia de casa para percorrer as estantes de uma livraria (hoje, t&atilde;o poucas, com mais vendedores desinformados, mezaninos e almofadas do que livros) e dali voltaria para a seguran&ccedil;a do lar doce lar sobra&ccedil;ando volume s&oacute; de poemas. De quando em vez, no papel de coadjuvante, irrompo por este espa&ccedil;o contracenando com duas poetas e um poeta: uma, carioca, perdida nas Minas Gerais; outra, paulista, a deambular pelo cerrado; e por &uacute;ltimo um piauiense, de igual maneira estabelecido na Capital Federal. Como passeassem pelas artes c&ecirc;nicas, os tr&ecirc;s fingem que adoram interfer&ecirc;ncia minha na difus&atilde;o de seus escritos l&iacute;ricos. Seja como for, disponho de expressa e formal autoriza&ccedil;&atilde;o dos tr&ecirc;s sonhadores, passada em cart&oacute;rio na presen&ccedil;a de dezenas e dezenas de testemunhas, para inserir em postagens espor&aacute;dicas os seus versos, maculados por aberturas da lavra deste blogueiro inzoneiro. Cuido haver chegado o momento de nos reaproximarmos de um ser multim&iacute;dia, cujo curr&iacute;culo de realiza&ccedil;&otilde;es profissionais eu levaria dias para aqui transcrever na sua integralidade. Se a personagem n&atilde;o vier a lavrar protesto e ajuizar a&ccedil;&atilde;o por danos morais, meu desejo &eacute; que a apari&ccedil;&atilde;o da inspirad&iacute;ssima poeta n&atilde;o aconte&ccedil;a em &uacute;nica oportunidade. De se anotar que em mar&ccedil;o de 2012, por ocasi&atilde;o da celebra&ccedil;&atilde;o do Dia Mundial da Poesia, na companhia de cinquenta artistas, a estrela agora homenageada passou por nosso teatro, mais especificamente pelo caminh&atilde;o-palco do Mapati, por ela chamado graciosamente de palco-caminh&atilde;o, talvez pelo ve&iacute;culo ser grandinho, ainda assim muito aqu&eacute;m do talento que possui. De quem se trata? Fazendo sopa de letras, seu nome (seus nomes) aglutina o nome da minha filha Mariana. Vou tratar a poeta como candanga agarrada ao, com perd&atilde;o pelo clich&ecirc;, torr&atilde;o natal. E a obra que vir&aacute; &agrave; tona? N&atilde;o &eacute; in&eacute;dita, pois que divulgada no site da autora e tamb&eacute;m nessa semana no Correio Braziliense, se&ccedil;&atilde;o Tantas Palavras, do editor Jos&eacute; Carlos Vieira, cara que no mesmo caderno, aos domingos, nos brinda com um texto engra&ccedil;ado paca. Quanto ao poema, n&atilde;o nos percamos pelo t&iacute;tulo. Demais disso, malgrado estampar amor f&iacute;sico nos seus contornos gerais, deve ser tido como item relevante no meu processo de espiritualiza&ccedil;&atilde;o e desapego. MARIAS E SUAS MULHERES Mulher &eacute; meio bruxa, &eacute; meio bicho, &eacute; meio mar Tem ondas, tem sexto sentido e sangra sem se cortar Mulher &eacute; meio bicha, meio arisca se a lua mandar &Eacute; por isso que n&atilde;o h&aacute; nada mais intenso e sutil Que duas Marias a se beijar. Duas Marias &ndash; duas belezas. Duas guerreiras Lutando pelos direitos que delas tiraram, Como castigo, pelo crime de se amar. Onde est&aacute; escrito que esse amor n&atilde;o &eacute; lindo Ou n&atilde;o t&atilde;o lindo quanto o seu? N&atilde;o se &eacute; diferente s&oacute; por amar o seu igual. Ao final do arco-&iacute;ris h&aacute; um pote de respeito Um pote de um mundo que menstrua mel Onde Marias, Joanas e C&aacute;ssias Possam expressar sua feminilidade Com notas musicais tamb&eacute;m Soprando arrepios nos cangotes das meninas E uma sinfonia no daquela Que atende por meu bem. Marina Mara 12\/02\/2017 (231) mmsmarcos1953@hotmail.com<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2035","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2035","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2035"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2035\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2035"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2035"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2035"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}