{"id":2063,"date":"2017-02-20T01:27:30","date_gmt":"2017-02-20T01:27:30","guid":{"rendered":"http:\/\/mapati.com.br\/blog\/?p=2063"},"modified":"2017-02-20T01:27:30","modified_gmt":"2017-02-20T01:27:30","slug":"pinceladas-poeticas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/pinceladas-poeticas\/","title":{"rendered":"Pinceladas po\u00e9ticas"},"content":{"rendered":"<p>\n\t<span style=\"font-size: 20px;\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;\">Carioca das velhas, e bestas, e ultrapassadas, rivalidades com os paulistas, Santos ou Botafogo, Pel&eacute; ou Garrincha, SBT\/Band\/Record ou Globo, Adoniran ou Noel Rosa (essa, eu inventei agora), litoral de S&atilde;o Sebasti&atilde;o ou Regi&atilde;o dos Lagos, Maria Julia Coutinho ou Maju, ainda sofro para reconhecer fato inquestion&aacute;vel: Sampa vem agitando pol&ecirc;micas nas hostes pensantes(?) do Brasil varonil.<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size: 20px;\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;\">Neste per&iacute;odo pr&eacute;-carnavalesco e de ingresso em cena dos neoprefeitos, alguns nem t&atilde;o novos assim, debateu-se muito se picha&ccedil;&atilde;o &eacute; arte. Em n&atilde;o sendo, o grafite sozinho ocuparia tal papel e caracterizaria o l&iacute;dimo fazer art&iacute;stico? Saio dessa bola dividida &#8211; para n&atilde;o repetir o chav&atilde;o de utilizar o futebol como met&aacute;fora, a bola deste meu exemplo &eacute; a do v&ocirc;lei feminino de praia, homenagem &agrave;s praticantes do esporte cada vez mais destaque nas olimp&iacute;adas, quase todas elas craca&ccedil;as e lindas, se &eacute; que n&atilde;o incorro em deplor&aacute;vel machismo.<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size: 20px;\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;\">N&atilde;o irei afirmar que picha&ccedil;&atilde;o &eacute; coisa da turma da zona norte, a que, sentada l&aacute; no final da sala de aula, barbariza os professores e a turma do Bolinha. No prop&oacute;sito de me redimir da inconveni&ecirc;ncia de elogiar a beleza das mulheres, real&ccedil;o o destemor da Luluzinha (esp&eacute;cie de m&atilde;e da M&ocirc;nica com seu feroz coelho), que enfrenta e p&otilde;e pra correr o Zico e os seus cupinchas acovardados.<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size: 20px;\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;\">N&atilde;o irei defender que grafite &eacute; manifesta&ccedil;&atilde;o verdadeira de artistas admiradores de administradores municipais que vira e mexe se fantasiam de lixeiros e se projetam pelas ruas em eventos organizados por marqueteiros profissionais (acorda, pessoal, j&aacute; s&atilde;o cinco da manh&atilde;, peguem suas vassouras e vamos pras ruas e pras fotos nos jornais).<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size: 20px;\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;\">Minha ina&ccedil;&atilde;o quanto ao assunto se assenta em que esses artistas, da zona sul, da zona norte, t&ecirc;m como instrumento de trabalho o&nbsp;<em>spray<\/em>&nbsp;(algu&eacute;m a&iacute; se lembra do Colorjet?). Ponho de margem essa ferramenta, esse instrumento que durante muito tempo recebeu condena&ccedil;&atilde;o da parte dos verdes. Alegavam os ambientalistas que os gases desprendidos do&nbsp;<em>spray<\/em>, quando jogado nos muros da cidade, seriam prejudiciais &agrave; camada de oz&ocirc;nio. Nada de aerossol.<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size: 20px;\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;\">Sustent&aacute;vel &eacute; casar a tinta com o pincel, na po&eacute;tica do Alex, menino de Planaltina, cidade distante do Plano Piloto e t&atilde;o perto do c&eacute;u que na Semana Santa o povo vai pra l&aacute;, se aglomera e, extasiado, assiste &agrave; encena&ccedil;&atilde;o da Paix&atilde;o de Cristo.<\/span><\/span>\n<\/p>\n<figure id=\"attachment_2078\" aria-describedby=\"caption-attachment-2078\" style=\"width: 565px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2078 size-full wp-caption alignnone\" src=\"http:\/\/2017.mapati.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/233xVanGogh2.png\" alt=\"Self-Portrait as a Painter Paris, December 1887 - February 1888 Vincent van Gogh\" width=\"565\" height=\"588\" srcset=\"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/233xVanGogh2.png 565w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/233xVanGogh2-288x300.png 288w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/233xVanGogh2-200x208.png 200w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/233xVanGogh2-400x416.png 400w\" sizes=\"(max-width: 565px) 100vw, 565px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2078\" class=\"wp-caption-text\">Self-Portrait as a Painter<\/span><br \/><span style=\"font-size: 10pt;\"> Paris, December 1887 &#8211; February 1888 &#8211; Vincent van Gogh<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p align=\"center\">\n\t<span style=\"font-size:18px;\"><span style=\"font-family: trebuchet ms,helvetica,sans-serif;\"><strong>PINCEL SEM TINTA<\/strong><\/span><\/span>\n<\/p>\n<p align=\"center\">\n\t<span style=\"font-size: 18px;\"><span style=\"font-family: trebuchet ms,helvetica,sans-serif;\"><em>Pobre pincel que nada pode criar<br \/>\n\tNada pode fazer<br \/>\n\tQue sem tinta seu prop&oacute;sito seria t&atilde;o vazio<br \/>\n\tQuanto o nada<br \/>\n\tAinda h&aacute; pessoas que acreditam que a tinta saiu do pincel<br \/>\n\tAcho esse o pior erro de todos<br \/>\n\tSem a tinta n&atilde;o h&aacute; beleza, n&atilde;o h&aacute; cor, n&atilde;o h&aacute; arte<br \/>\n\tN&atilde;o existiria o mundo, n&atilde;o haveria vida<br \/>\n\tEnt&atilde;o, algo de extraordin&aacute;rio aconteceu<br \/>\n\tComo uma simples explos&atilde;o de emo&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tA tinta nasceu<br \/>\n\tE o nada j&aacute; n&atilde;o era mais nada<br \/>\n\tE sim, o tudo<br \/>\n\tFoi como se algu&eacute;m gritasse<br \/>\n\tQue haja luz!<br \/>\n\tPois agora posso ver sua cor, ouvir seu som e sentir seu cheiro<br \/>\n\tApreciar suas formas<br \/>\n\tE que formas<br \/>\n\tDevo minha pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia a voc&ecirc;s e a seu princ&iacute;pio<br \/>\n\tEspera, algo de errado est&aacute; acontecendo<br \/>\n\tEst&atilde;o matando, est&atilde;o morrendo, est&atilde;o sofrendo<br \/>\n\tNo momento que o pincel parou de fazer arte, houve o desastre<br \/>\n\tA tinta perdeu seu valor e foi esquecida, maltratada e coagida<br \/>\n\tPerdendo o encantamento aos poucos<br \/>\n\tMilhares de Anos de maus tratos, de espa&ccedil;o invadido<br \/>\n\tControle nocivo de uso abusivo<br \/>\n\tAbuso<br \/>\n\tTomamos posse de tintas e brilhos<br \/>\n\tE vamos controlando seu tom at&eacute; que ela perca todo o seu encantamento e todo seu som<br \/>\n\tE nesse processo o mundo vai perdendo a cor<br \/>\n\tSem gra&ccedil;a, sem arte, sem beleza, sem som<br \/>\n\tA vida j&aacute; n&atilde;o &eacute; a mesma<br \/>\n\tTenho pena do pincel que se acostumou com tudo isso<br \/>\n\tN&atilde;o deixe a tinta morrer ou a luz se apagar<br \/>\n\tD&ecirc; valor a todas as cores da vida<br \/>\n\tLembre-se que a nossa exist&ecirc;ncia sem a tinta n&atilde;o &eacute; nada<br \/>\n\tEnt&atilde;o v&aacute;! Abrace, beije, ame, fa&ccedil;a arte<br \/>\n\tD&ecirc; mais valor a vida e a cor<br \/>\n\tPara que o brilho da tinta seja infinito<br \/>\n\tPois nada sai de um pincel sem tinta.<\/em><\/span><\/span>\n<\/p>\n<p align=\"center\">\n\t<span style=\"font-size: 18px;\"><span style=\"font-family: trebuchet ms,helvetica,sans-serif;\"><strong>&#8211; Alex Primmer &#8211;<\/strong><\/span><\/span>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\n\t<span style=\"font-size: 20px;\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;\">19\/02\/2017<br \/>\n\t(233)<br \/>\n\t<a href=\"mailto:mmsmarcos1953@hotmail.com\" target=\"_blank\"><span style=\"color: #0000ff;\">mmsmarcos1953@hotmail.com<\/span><\/a><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carioca das velhas, e bestas, e ultrapassadas, rivalidades com os paulistas, Santos ou Botafogo, Pel&eacute; ou Garrincha, SBT\/Band\/Record ou Globo, Adoniran ou Noel Rosa (essa, eu inventei agora), litoral de S&atilde;o Sebasti&atilde;o ou Regi&atilde;o dos Lagos, Maria Julia Coutinho ou Maju, ainda sofro para reconhecer fato inquestion&aacute;vel: Sampa vem agitando pol&ecirc;micas nas hostes pensantes(?) do Brasil varonil. Neste per&iacute;odo pr&eacute;-carnavalesco e de ingresso em cena dos neoprefeitos, alguns nem t&atilde;o novos assim, debateu-se muito se picha&ccedil;&atilde;o &eacute; arte. Em n&atilde;o sendo, o grafite sozinho ocuparia tal papel e caracterizaria o l&iacute;dimo fazer art&iacute;stico? Saio dessa bola dividida &#8211; para n&atilde;o repetir o chav&atilde;o de utilizar o futebol como met&aacute;fora, a bola deste meu exemplo &eacute; a do v&ocirc;lei feminino de praia, homenagem &agrave;s praticantes do esporte cada vez mais destaque nas olimp&iacute;adas, quase todas elas craca&ccedil;as e lindas, se &eacute; que n&atilde;o incorro em deplor&aacute;vel machismo. N&atilde;o irei afirmar que picha&ccedil;&atilde;o &eacute; coisa da turma da zona norte, a que, sentada l&aacute; no final da sala de aula, barbariza os professores e a turma do Bolinha. No prop&oacute;sito de me redimir da inconveni&ecirc;ncia de elogiar a beleza das mulheres, real&ccedil;o o destemor da Luluzinha (esp&eacute;cie de m&atilde;e da M&ocirc;nica com seu feroz coelho), que enfrenta e p&otilde;e pra correr o Zico e os seus cupinchas acovardados. N&atilde;o irei defender que grafite &eacute; manifesta&ccedil;&atilde;o verdadeira de artistas admiradores de administradores municipais que vira e mexe se fantasiam de lixeiros e se projetam pelas ruas em eventos organizados por marqueteiros profissionais (acorda, pessoal, j&aacute; s&atilde;o cinco da manh&atilde;, peguem suas vassouras e vamos pras ruas e pras fotos nos jornais). Minha ina&ccedil;&atilde;o quanto ao assunto se assenta em que esses artistas, da zona sul, da zona norte, t&ecirc;m como instrumento de trabalho o&nbsp;spray&nbsp;(algu&eacute;m a&iacute; se lembra do Colorjet?). Ponho de margem essa ferramenta, esse instrumento que durante muito tempo recebeu condena&ccedil;&atilde;o da parte dos verdes. Alegavam os ambientalistas que os gases desprendidos do&nbsp;spray, quando jogado nos muros da cidade, seriam prejudiciais &agrave; camada de oz&ocirc;nio. Nada de aerossol. Sustent&aacute;vel &eacute; casar a tinta com o pincel, na po&eacute;tica do Alex, menino de Planaltina, cidade distante do Plano Piloto e t&atilde;o perto do c&eacute;u que na Semana Santa o povo vai pra l&aacute;, se aglomera e, extasiado, assiste &agrave; encena&ccedil;&atilde;o da Paix&atilde;o de Cristo. PINCEL SEM TINTA Pobre pincel que nada pode criar Nada pode fazer Que sem tinta seu prop&oacute;sito seria t&atilde;o vazio Quanto o nada Ainda h&aacute; pessoas que acreditam que a tinta saiu do pincel Acho esse o pior erro de todos Sem a tinta n&atilde;o h&aacute; beleza, n&atilde;o h&aacute; cor, n&atilde;o h&aacute; arte N&atilde;o existiria o mundo, n&atilde;o haveria vida Ent&atilde;o, algo de extraordin&aacute;rio aconteceu Como uma simples explos&atilde;o de emo&ccedil;&atilde;o A tinta nasceu E o nada j&aacute; n&atilde;o era mais nada E sim, o tudo Foi como se algu&eacute;m gritasse Que haja luz! Pois agora posso ver sua cor, ouvir seu som e sentir seu cheiro Apreciar suas formas E que formas Devo minha pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia a voc&ecirc;s e a seu princ&iacute;pio Espera, algo de errado est&aacute; acontecendo Est&atilde;o matando, est&atilde;o morrendo, est&atilde;o sofrendo No momento que o pincel parou de fazer arte, houve o desastre A tinta perdeu seu valor e foi esquecida, maltratada e coagida Perdendo o encantamento aos poucos Milhares de Anos de maus tratos, de espa&ccedil;o invadido Controle nocivo de uso abusivo Abuso Tomamos posse de tintas e brilhos E vamos controlando seu tom at&eacute; que ela perca todo o seu encantamento e todo seu som E nesse processo o mundo vai perdendo a cor Sem gra&ccedil;a, sem arte, sem beleza, sem som A vida j&aacute; n&atilde;o &eacute; a mesma Tenho pena do pincel que se acostumou com tudo isso N&atilde;o deixe a tinta morrer ou a luz se apagar D&ecirc; valor a todas as cores da vida Lembre-se que a nossa exist&ecirc;ncia sem a tinta n&atilde;o &eacute; nada Ent&atilde;o v&aacute;! Abrace, beije, ame, fa&ccedil;a arte D&ecirc; mais valor a vida e a cor Para que o brilho da tinta seja infinito Pois nada sai de um pincel sem tinta. &#8211; Alex Primmer &#8211; 19\/02\/2017 (233) mmsmarcos1953@hotmail.com<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2063","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2063","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2063"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2063\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2063"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2063"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2063"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}