{"id":2094,"date":"2017-03-08T02:35:24","date_gmt":"2017-03-08T02:35:24","guid":{"rendered":"http:\/\/mapati.com.br\/blog\/?p=2094"},"modified":"2017-03-08T02:35:24","modified_gmt":"2017-03-08T02:35:24","slug":"memoriasmemorialistas-xlvii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/memoriasmemorialistas-xlvii\/","title":{"rendered":"Mem\u00f3rias\/Memorialistas (XLVII)"},"content":{"rendered":"<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Me esfor&ccedil;ava, e nada de conseguir dar seguimento &agrave;s postagens. Em situa&ccedil;&atilde;o de ser declarado conteudista falido, busquei novas energias e decidi que era o momento de verificar o diagn&oacute;stico e obter a cura, pena de n&atilde;o contar mais com a solidariedade dos pouqu&iacute;ssimos leitores e leitoras que eventualmente leem este&nbsp;<em>blog<\/em>.<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Peguei o endosc&oacute;pio e fui eu mesmo prescrutar meu c&eacute;rebro. M&atilde;os tr&ecirc;mulas, tomado inteiro pelo suor frio, enxerguei predominantes zonas cinzentas, nebulosas, at&eacute; que o facho de luz do aparelho se dirigiu para um cantinho rec&ocirc;ndito e insuspeitado onde numa primeira mirada n&atilde;o consegui identificar, por causa do l&iacute;quor, o que dizia aquele texto. Aproximei dessa regi&atilde;o craniana o espelhinho com seus prismas coloridos e pude ent&atilde;o constatar que se tratava de uma receita prescrita por famoso neurologista: recomendava o m&eacute;dico que mais uma vez eu devesse pedir ajuda a um dos tr&ecirc;s geniais memorialistas que aqui t&ecirc;m me ajudado at&eacute; ent&atilde;o.<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p style=\"padding-left: 90px;\">\n\t<span style=\"font-size:18px;\"><span style=\"font-family:trebuchet ms,helvetica,sans-serif;\"><em>&ldquo;(&#8230;) A nova Matriz tivera que paralisar as suas obras por falta de recursos. O padre Conrado, um crist&atilde;o verdadeiro, h&aacute; longos anos vig&aacute;rio da cidade, do qual eu era o afilhado de crisma e me fizera o mais dedicado ou um dos mais dedicados dos seus ac&oacute;litos da missa, passara a viver dias desesperados por n&atilde;o poder terminar a sua igreja. Meu Pai teve uma id&eacute;ia: representar uma pe&ccedil;a de teatro montada e encenada com rapazes e mo&ccedil;as da cidade contando at&eacute; quinze anos. O padre Conrado mexeu a cabe&ccedil;a desanimado. Como encontrar crian&ccedil;as capazes de representar, quem as poderia preparar e ensaiar e, al&eacute;m disso, nem cen&aacute;rios existiam no pobre Teatro Santa Clara, do Largo do Bar&atilde;o da Franca, abandonado havia tantos anos porque os pr&oacute;prios &lsquo;mambembes&rsquo; n&atilde;o se atreviam a chegar &agrave; long&iacute;nqua cidade a n&atilde;o ser l&aacute; cada dois ou tr&ecirc;s anos?&#8230;<\/em><\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Recorri ao Paulo Duarte (ainda me deleito com a releitura do vol 2 das mem&oacute;rias,&nbsp;<em>A intelig&ecirc;ncia da fome<\/em>), menos pela exalta&ccedil;&atilde;o que faz aos dons e predicados do pai e mais pelo lado pitoresco de epis&oacute;dio ocorrido nas primeiras fases do s&eacute;culo passado.<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Quem das c&ecirc;nicas dos dias atuais poderia conceber que, h&aacute; cem anos, uma igreja &#8211; n&atilde;o qualquer uma, a matriz &#8211; da cidade paulista de Franca seria socorrida financeiramente pelo teatro, segmento das artes em que pululam atores\/atrizes, iniciantes ou n&atilde;o, &agrave; cata de verbas p&uacute;blicas e privadas para levantar um espet&aacute;culo?<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p style=\"padding-left: 90px;\">\n\t<span style=\"font-size:18px;\"><span style=\"font-family:trebuchet ms,helvetica,sans-serif;\"><em>&ldquo;Meu Pai sossegou o vig&aacute;rio. Ele montaria a pe&ccedil;a, escolheria e ensaiaria o drama e pintaria os cen&aacute;rios!&#8230; Ningu&eacute;m acreditou. Sabiam que &lsquo;seu Herm&iacute;nio&rdquo; era capaz de muita coisa, mas aquela, n&atilde;o! Era demais. O padre Conrado trouxe-lhe uns n&uacute;meros da revista cat&oacute;lica&nbsp;<\/em>Vozes de Petr&oacute;polis<em>&nbsp;que ele assinava. Em tr&ecirc;s n&uacute;meros seguidos publicara uma pe&ccedil;a muito ing&ecirc;nua, cujo assunto era um epis&oacute;dio da persegui&ccedil;&atilde;o aos crist&atilde;os da Roma de Nero ou qualquer outro igualmente feroz. Chamava-se a pe&ccedil;a&nbsp;<\/em>Sempre jovem e sempre Bela<em>, mas era dif&iacute;cil de representa&ccedil;&atilde;o, por causa das modifica&ccedil;&otilde;es por ele introduzidas, apari&ccedil;&otilde;es de anjos, desmistifica&ccedil;&atilde;o de pag&atilde;os poderosos, havia at&eacute; uma grande pedra que se partia ao meio para aparecer um anjo luminoso e resplendente. Pois ele tudo resolveu&#8230;&rdquo;<\/em><\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Imagina-se a inoc&ecirc;ncia da pe&ccedil;a teatral. Se o velho Herm&iacute;nio Duarte, o pai, fosse igual ao filho&#8230; Quaisquer palavr&otilde;es, mesmo os&nbsp;n&atilde;o cabeludos, ouvidos numa rodinha de amigos desbocados deixavam o Paulo Duarte amuado e arredio. A deseduca&ccedil;&atilde;o caracterizava crime, e crime hediondo se perpetrada na presen&ccedil;a de mulheres.<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Outra revela&ccedil;&atilde;o que me deixou assim, assim. Eu sempre soube que para ser ator\/atriz imprescind&iacute;vel &eacute; reunir talento e voca&ccedil;&atilde;o. O primeiro &eacute; dom, nasce-se com ele; o segundo &eacute; rala&ccedil;&atilde;o, rela&ccedil;&atilde;o e rala&ccedil;&atilde;o, jamais desistir. Por&eacute;m, eu n&atilde;o sabia que a turma do palco era formada pelos mais s&aacute;bios e argutos.<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Ao menos na sele&ccedil;&atilde;o de elenco feita pelo diretor Herm&iacute;nio.<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p style=\"padding-left: 90px;\">\n\t<span style=\"font-size:18px;\"><span style=\"font-family:trebuchet ms,helvetica,sans-serif;\"><em>&ldquo;Escolheu as crian&ccedil;as mais inteligentes, ensaiou-as, desenhou as vestimentas de todas as personagens, ensinou at&eacute; a cos&ecirc;-las, passou tr&ecirc;s meses dentro do Santa Clara pintando os cen&aacute;rios, pal&aacute;cios, circo romano, templos, catacumbas, o diabo. Os ensaios se faziam dentro do pr&oacute;prio teatro, no meio de uma barafunda de cordoame, bastidores, panos de fundo, pois at&eacute; as carretilhas para a mudan&ccedil;a dos cen&aacute;rios e m&aacute;gica dos milagres, ele preparou e fabricou pessoalmente. O ensaio geral quase matou o padre Conrado de alegria. As crian&ccedil;as corresponderam admiravelmente &agrave;s instru&ccedil;&otilde;es dos ensaios dirigidos com seguran&ccedil;a. Algumas meninas e meninos foram at&eacute; revela&ccedil;&otilde;es como atores e atrizes&#8230;&rdquo;<\/em><\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Fim da postagem. Sobressai minha inveja (das boas) e admira&ccedil;&atilde;o pelo grupo teatral de Franca, realizador de iniciativa que prosperou<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p style=\"padding-left: 90px;\">\n\t<span style=\"font-size:18px;\"><span style=\"font-family:trebuchet ms,helvetica,sans-serif;\"><em>&ldquo;O espet&aacute;culo teve que ser repetido, tal o &ecirc;xito que teve. E, ao fim, as obras da nova matriz puderam ser retomadas, pois havia dinheiro para mant&ecirc;-las&#8230; A experi&ecirc;ncia repetiu-se com o mesmo brilho, durante alguns anos com pe&ccedil;as novas, mas sempre de atua&ccedil;&atilde;o no mesmo campo religioso.&rdquo;<\/em><\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">e de algum tempo para c&aacute; veio a se tornar fil&atilde;o explorado pelos esp&iacute;ritas (quanto da obra de Chico Xavier j&aacute; se levou ao palco?), pelos cat&oacute;licos (Paix&atilde;o de Cristo em Pernambuco e no morro da Capelinha, da nossa Planaltina) e pelos evang&eacute;licos (encena&ccedil;&otilde;es teatrais apresentadas originalmente sob formato de telenovela).<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" alt=\"235_teatro\" class=\"size-full wp-image-2100 aligncenter\" height=\"300\" src=\"http:\/\/2017.mapati.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/235_teatro.jpg\" style=\"\" title=\"\" width=\"450\" srcset=\"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/235_teatro.jpg 450w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/235_teatro-300x200.jpg 300w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/235_teatro-200x133.jpg 200w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/235_teatro-400x267.jpg 400w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">06 de mar&ccedil;o de 2017<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">(235)<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\"><span style=\"color: #0000ff;\"><a href=\"mailto:mmsmarcos1953@hotmail.com\" style=\"color: #0000ff;\" target=\"_blank\">mmsmarcos1953@hotmail.com<\/a><\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Me esfor&ccedil;ava, e nada de conseguir dar seguimento &agrave;s postagens. Em situa&ccedil;&atilde;o de ser declarado conteudista falido, busquei novas energias e decidi que era o momento de verificar o diagn&oacute;stico e obter a cura, pena de n&atilde;o contar mais com a solidariedade dos pouqu&iacute;ssimos leitores e leitoras que eventualmente leem este&nbsp;blog. Peguei o endosc&oacute;pio e fui eu mesmo prescrutar meu c&eacute;rebro. M&atilde;os tr&ecirc;mulas, tomado inteiro pelo suor frio, enxerguei predominantes zonas cinzentas, nebulosas, at&eacute; que o facho de luz do aparelho se dirigiu para um cantinho rec&ocirc;ndito e insuspeitado onde numa primeira mirada n&atilde;o consegui identificar, por causa do l&iacute;quor, o que dizia aquele texto. Aproximei dessa regi&atilde;o craniana o espelhinho com seus prismas coloridos e pude ent&atilde;o constatar que se tratava de uma receita prescrita por famoso neurologista: recomendava o m&eacute;dico que mais uma vez eu devesse pedir ajuda a um dos tr&ecirc;s geniais memorialistas que aqui t&ecirc;m me ajudado at&eacute; ent&atilde;o. &ldquo;(&#8230;) A nova Matriz tivera que paralisar as suas obras por falta de recursos. O padre Conrado, um crist&atilde;o verdadeiro, h&aacute; longos anos vig&aacute;rio da cidade, do qual eu era o afilhado de crisma e me fizera o mais dedicado ou um dos mais dedicados dos seus ac&oacute;litos da missa, passara a viver dias desesperados por n&atilde;o poder terminar a sua igreja. Meu Pai teve uma id&eacute;ia: representar uma pe&ccedil;a de teatro montada e encenada com rapazes e mo&ccedil;as da cidade contando at&eacute; quinze anos. O padre Conrado mexeu a cabe&ccedil;a desanimado. Como encontrar crian&ccedil;as capazes de representar, quem as poderia preparar e ensaiar e, al&eacute;m disso, nem cen&aacute;rios existiam no pobre Teatro Santa Clara, do Largo do Bar&atilde;o da Franca, abandonado havia tantos anos porque os pr&oacute;prios &lsquo;mambembes&rsquo; n&atilde;o se atreviam a chegar &agrave; long&iacute;nqua cidade a n&atilde;o ser l&aacute; cada dois ou tr&ecirc;s anos?&#8230; Recorri ao Paulo Duarte (ainda me deleito com a releitura do vol 2 das mem&oacute;rias,&nbsp;A intelig&ecirc;ncia da fome), menos pela exalta&ccedil;&atilde;o que faz aos dons e predicados do pai e mais pelo lado pitoresco de epis&oacute;dio ocorrido nas primeiras fases do s&eacute;culo passado. Quem das c&ecirc;nicas dos dias atuais poderia conceber que, h&aacute; cem anos, uma igreja &#8211; n&atilde;o qualquer uma, a matriz &#8211; da cidade paulista de Franca seria socorrida financeiramente pelo teatro, segmento das artes em que pululam atores\/atrizes, iniciantes ou n&atilde;o, &agrave; cata de verbas p&uacute;blicas e privadas para levantar um espet&aacute;culo? &ldquo;Meu Pai sossegou o vig&aacute;rio. Ele montaria a pe&ccedil;a, escolheria e ensaiaria o drama e pintaria os cen&aacute;rios!&#8230; Ningu&eacute;m acreditou. Sabiam que &lsquo;seu Herm&iacute;nio&rdquo; era capaz de muita coisa, mas aquela, n&atilde;o! Era demais. O padre Conrado trouxe-lhe uns n&uacute;meros da revista cat&oacute;lica&nbsp;Vozes de Petr&oacute;polis&nbsp;que ele assinava. Em tr&ecirc;s n&uacute;meros seguidos publicara uma pe&ccedil;a muito ing&ecirc;nua, cujo assunto era um epis&oacute;dio da persegui&ccedil;&atilde;o aos crist&atilde;os da Roma de Nero ou qualquer outro igualmente feroz. Chamava-se a pe&ccedil;a&nbsp;Sempre jovem e sempre Bela, mas era dif&iacute;cil de representa&ccedil;&atilde;o, por causa das modifica&ccedil;&otilde;es por ele introduzidas, apari&ccedil;&otilde;es de anjos, desmistifica&ccedil;&atilde;o de pag&atilde;os poderosos, havia at&eacute; uma grande pedra que se partia ao meio para aparecer um anjo luminoso e resplendente. Pois ele tudo resolveu&#8230;&rdquo; Imagina-se a inoc&ecirc;ncia da pe&ccedil;a teatral. Se o velho Herm&iacute;nio Duarte, o pai, fosse igual ao filho&#8230; Quaisquer palavr&otilde;es, mesmo os&nbsp;n&atilde;o cabeludos, ouvidos numa rodinha de amigos desbocados deixavam o Paulo Duarte amuado e arredio. A deseduca&ccedil;&atilde;o caracterizava crime, e crime hediondo se perpetrada na presen&ccedil;a de mulheres. Outra revela&ccedil;&atilde;o que me deixou assim, assim. Eu sempre soube que para ser ator\/atriz imprescind&iacute;vel &eacute; reunir talento e voca&ccedil;&atilde;o. O primeiro &eacute; dom, nasce-se com ele; o segundo &eacute; rala&ccedil;&atilde;o, rela&ccedil;&atilde;o e rala&ccedil;&atilde;o, jamais desistir. Por&eacute;m, eu n&atilde;o sabia que a turma do palco era formada pelos mais s&aacute;bios e argutos. Ao menos na sele&ccedil;&atilde;o de elenco feita pelo diretor Herm&iacute;nio. &ldquo;Escolheu as crian&ccedil;as mais inteligentes, ensaiou-as, desenhou as vestimentas de todas as personagens, ensinou at&eacute; a cos&ecirc;-las, passou tr&ecirc;s meses dentro do Santa Clara pintando os cen&aacute;rios, pal&aacute;cios, circo romano, templos, catacumbas, o diabo. Os ensaios se faziam dentro do pr&oacute;prio teatro, no meio de uma barafunda de cordoame, bastidores, panos de fundo, pois at&eacute; as carretilhas para a mudan&ccedil;a dos cen&aacute;rios e m&aacute;gica dos milagres, ele preparou e fabricou pessoalmente. O ensaio geral quase matou o padre Conrado de alegria. As crian&ccedil;as corresponderam admiravelmente &agrave;s instru&ccedil;&otilde;es dos ensaios dirigidos com seguran&ccedil;a. Algumas meninas e meninos foram at&eacute; revela&ccedil;&otilde;es como atores e atrizes&#8230;&rdquo; Fim da postagem. Sobressai minha inveja (das boas) e admira&ccedil;&atilde;o pelo grupo teatral de Franca, realizador de iniciativa que prosperou &ldquo;O espet&aacute;culo teve que ser repetido, tal o &ecirc;xito que teve. E, ao fim, as obras da nova matriz puderam ser retomadas, pois havia dinheiro para mant&ecirc;-las&#8230; A experi&ecirc;ncia repetiu-se com o mesmo brilho, durante alguns anos com pe&ccedil;as novas, mas sempre de atua&ccedil;&atilde;o no mesmo campo religioso.&rdquo; e de algum tempo para c&aacute; veio a se tornar fil&atilde;o explorado pelos esp&iacute;ritas (quanto da obra de Chico Xavier j&aacute; se levou ao palco?), pelos cat&oacute;licos (Paix&atilde;o de Cristo em Pernambuco e no morro da Capelinha, da nossa Planaltina) e pelos evang&eacute;licos (encena&ccedil;&otilde;es teatrais apresentadas originalmente sob formato de telenovela). 06 de mar&ccedil;o de 2017 (235) mmsmarcos1953@hotmail.com<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2094","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2094","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2094"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2094\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2094"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2094"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2094"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}