{"id":2244,"date":"2017-05-14T22:19:43","date_gmt":"2017-05-14T22:19:43","guid":{"rendered":"http:\/\/mapati.com.br\/blog\/?p=2244"},"modified":"2017-05-14T22:19:43","modified_gmt":"2017-05-14T22:19:43","slug":"menina-ou-menino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/menina-ou-menino\/","title":{"rendered":"Menina ou menino?"},"content":{"rendered":"<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Durante o &uacute;ltimo m&ecirc;s que passou, o impulso era aludir &agrave; minha posse no Banco Central, ocorrida h&aacute; quarenta e cinco anos, em 12 de abril de 1972, quando viv&iacute;amos os horrores da ditadura militar, no per&iacute;odo capitaneada pelo general M&eacute;dici (me recuso a cham&aacute;-lo de presidente). N&atilde;o estou com cabe&ccedil;a para registros bacenianos (rec&eacute;m terminei dez deles) nem tampouco para desvarios de regimes autorit&aacute;rios.<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Pularei tr&ecirc;s casinhas do tabuleiro gregoriano para atingir ao 1&ordm; de junho de 1975. Noite avan&ccedil;ada, eu ganhava um dos melhores presentes da minha vida. Aqui, na Capital da Esperan&ccedil;a, e fechando o foco, na maternidade do Hospital das For&ccedil;as Armadas, o famoso e eficiente HFA, nascia minha filha mais velha, Patricia, cuja bisav&oacute; paterna comemorava anivers&aacute;rio exatamente naquele dia de in&iacute;cio das festas juninas.<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Os mais idosos costumamos reclamar (do que os velhos n&atilde;o se queixam?): acabou o mist&eacute;rio, sabe-se do sexo da crian&ccedil;a nos prim&oacute;rdios da gravidez. Brevemente, em meio ao bater de um par ou &iacute;mpar, j&aacute; conheceremos o vencedor &#8211; ou a vencedora &#8211; pela temperatura das m&atilde;os dos contendores ou pelo n&uacute;mero de piscadelas nervosas que ir&atilde;o dar. Na porrinha, nossa vis&atilde;o de raio X permitir&aacute; ver com anteced&ecirc;ncia&nbsp; quantos palitinhos h&aacute; na m&atilde;o fechada de cada um dos jogadores postados em frente ao boteco do Setor Comercial Sul.<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Ser&aacute; a extin&ccedil;&atilde;o desses dois jogos, o que &eacute; grav&iacute;ssimo.<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Assisti h&aacute; algumas semanas a interessante v&iacute;deo no&nbsp;<i>zap<\/i>&nbsp;&#8211; anivers&aacute;rio de um menino. Pouco antes de se cantar o&nbsp;<i>Parab&eacute;ns pra voc&ecirc;<\/i>, interrompeu-se o evento para que as pessoas ali presentes conhecessem o sexo do beb&ecirc; ainda no ventre da m&atilde;e do aniversariante. Ou seja, at&eacute; ent&atilde;o ningu&eacute;m naquele ambiente de alegria e congra&ccedil;amento, ningu&eacute;m mesmo, era conhecedor de quem viria &agrave; luz dali a poucos meses, menino ou menina.<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Numa esp&eacute;cie de palco improvisado, o pai, a m&atilde;e, o garoto que completava 7 anos e o seu irm&atilde;o de 9 anos, quarteto nervoso; convidados e convidadas &#8211; a maioria, claro, crian&ccedil;as -, sentados nas cadeiras do sal&atilde;o formando ansiosa plateia aos gritos de &ldquo;abre&rdquo;, &ldquo;abre&rdquo;, &ldquo;abre&rdquo;. Queriam que fosse logo mostrado o conte&uacute;do da caixa colorida chegada diretamente do laborat&oacute;rio de an&aacute;lises.<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">N&atilde;o sem algum suspense e com muito nervosismo, a mulher de barriga ainda n&atilde;o pronunciada, ao lado do marido e dos dois meninos, come&ccedil;ou a levantar a tampa daquela esp&eacute;cie de ba&uacute;, quando l&aacute; de dentro, como se pela for&ccedil;a do ar comprimido, p&eacute;talas de flores rosas &ldquo;inundaram&rdquo; o ambiente&#8230;<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Integramos a sociedade do espet&aacute;culo, do bombardeio de postagens na internet, de todo mundo dizendo pra todo mundo o que se est&aacute; vivenciando, geralmente de forma glamourosa, artificialismo a rodo.<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Dobro-me no entanto ao motivo duplo de tal festa (comemora&ccedil;&atilde;o e revela&ccedil;&atilde;o), tanto assim que a divulgo algo entusiasmado.<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Sendo impratic&aacute;vel nos dias de hoje aguardar-se realiza&ccedil;&atilde;o do parto, que pais e m&atilde;es abandonem a frieza da sala de espera dos laborat&oacute;rios e passem a compartilhar a descoberta do sexo dos rebentos, festivamente, cercados de amigos e amigas.<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Diversidade de g&ecirc;nero &eacute; hist&oacute;ria a ser contada em outro momento.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" alt=\"245_sexo_bb\" class=\"size-full wp-image-2245 aligncenter\" height=\"478\" src=\"http:\/\/2017.mapati.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/245_sexo_bb.jpg\" style=\"\" title=\"\" width=\"632\" srcset=\"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/245_sexo_bb.jpg 632w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/245_sexo_bb-300x227.jpg 300w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/245_sexo_bb-200x151.jpg 200w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/245_sexo_bb-400x303.jpg 400w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/245_sexo_bb-600x454.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 632px) 100vw, 632px\" \/>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">13\/05\/2017<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">(245)<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\"><a href=\"mailto:mmsmarcos1953@hotmail.com\" target=\"_blank\">mmsmarcos1953@hotmail.com<\/a><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante o &uacute;ltimo m&ecirc;s que passou, o impulso era aludir &agrave; minha posse no Banco Central, ocorrida h&aacute; quarenta e cinco anos, em 12 de abril de 1972, quando viv&iacute;amos os horrores da ditadura militar, no per&iacute;odo capitaneada pelo general M&eacute;dici (me recuso a cham&aacute;-lo de presidente). N&atilde;o estou com cabe&ccedil;a para registros bacenianos (rec&eacute;m terminei dez deles) nem tampouco para desvarios de regimes autorit&aacute;rios. Pularei tr&ecirc;s casinhas do tabuleiro gregoriano para atingir ao 1&ordm; de junho de 1975. Noite avan&ccedil;ada, eu ganhava um dos melhores presentes da minha vida. Aqui, na Capital da Esperan&ccedil;a, e fechando o foco, na maternidade do Hospital das For&ccedil;as Armadas, o famoso e eficiente HFA, nascia minha filha mais velha, Patricia, cuja bisav&oacute; paterna comemorava anivers&aacute;rio exatamente naquele dia de in&iacute;cio das festas juninas. Os mais idosos costumamos reclamar (do que os velhos n&atilde;o se queixam?): acabou o mist&eacute;rio, sabe-se do sexo da crian&ccedil;a nos prim&oacute;rdios da gravidez. Brevemente, em meio ao bater de um par ou &iacute;mpar, j&aacute; conheceremos o vencedor &#8211; ou a vencedora &#8211; pela temperatura das m&atilde;os dos contendores ou pelo n&uacute;mero de piscadelas nervosas que ir&atilde;o dar. Na porrinha, nossa vis&atilde;o de raio X permitir&aacute; ver com anteced&ecirc;ncia&nbsp; quantos palitinhos h&aacute; na m&atilde;o fechada de cada um dos jogadores postados em frente ao boteco do Setor Comercial Sul. Ser&aacute; a extin&ccedil;&atilde;o desses dois jogos, o que &eacute; grav&iacute;ssimo. Assisti h&aacute; algumas semanas a interessante v&iacute;deo no&nbsp;zap&nbsp;&#8211; anivers&aacute;rio de um menino. Pouco antes de se cantar o&nbsp;Parab&eacute;ns pra voc&ecirc;, interrompeu-se o evento para que as pessoas ali presentes conhecessem o sexo do beb&ecirc; ainda no ventre da m&atilde;e do aniversariante. Ou seja, at&eacute; ent&atilde;o ningu&eacute;m naquele ambiente de alegria e congra&ccedil;amento, ningu&eacute;m mesmo, era conhecedor de quem viria &agrave; luz dali a poucos meses, menino ou menina. Numa esp&eacute;cie de palco improvisado, o pai, a m&atilde;e, o garoto que completava 7 anos e o seu irm&atilde;o de 9 anos, quarteto nervoso; convidados e convidadas &#8211; a maioria, claro, crian&ccedil;as -, sentados nas cadeiras do sal&atilde;o formando ansiosa plateia aos gritos de &ldquo;abre&rdquo;, &ldquo;abre&rdquo;, &ldquo;abre&rdquo;. Queriam que fosse logo mostrado o conte&uacute;do da caixa colorida chegada diretamente do laborat&oacute;rio de an&aacute;lises. N&atilde;o sem algum suspense e com muito nervosismo, a mulher de barriga ainda n&atilde;o pronunciada, ao lado do marido e dos dois meninos, come&ccedil;ou a levantar a tampa daquela esp&eacute;cie de ba&uacute;, quando l&aacute; de dentro, como se pela for&ccedil;a do ar comprimido, p&eacute;talas de flores rosas &ldquo;inundaram&rdquo; o ambiente&#8230; Integramos a sociedade do espet&aacute;culo, do bombardeio de postagens na internet, de todo mundo dizendo pra todo mundo o que se est&aacute; vivenciando, geralmente de forma glamourosa, artificialismo a rodo. Dobro-me no entanto ao motivo duplo de tal festa (comemora&ccedil;&atilde;o e revela&ccedil;&atilde;o), tanto assim que a divulgo algo entusiasmado. Sendo impratic&aacute;vel nos dias de hoje aguardar-se realiza&ccedil;&atilde;o do parto, que pais e m&atilde;es abandonem a frieza da sala de espera dos laborat&oacute;rios e passem a compartilhar a descoberta do sexo dos rebentos, festivamente, cercados de amigos e amigas. Diversidade de g&ecirc;nero &eacute; hist&oacute;ria a ser contada em outro momento. 13\/05\/2017 (245) mmsmarcos1953@hotmail.com<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2244","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2244","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2244"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2244\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2244"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2244"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2244"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}