{"id":2476,"date":"2017-09-04T12:35:15","date_gmt":"2017-09-04T12:35:15","guid":{"rendered":"http:\/\/mapati.com.br\/blog\/?p=2476"},"modified":"2017-09-04T12:35:15","modified_gmt":"2017-09-04T12:35:15","slug":"grandes-jornaleiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/grandes-jornaleiros\/","title":{"rendered":"Grandes jornaleiros"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">\n\t<span style=\"font-size:18px;\"><span style=\"font-family:trebuchet ms,helvetica,sans-serif;\">Veja, isto &eacute; pouca\/<br \/>\n\tLenha no grande bate-boca\/<br \/>\n\tE ainda escrevo uma carta capital\/<br \/>\n\tPara os caros amigos desta banca de jornal\/<br \/>\n\tA formiga carrega a folha\/<br \/>\n\tDo estado de s&atilde;o paulo ao Piau&iacute;\/<br \/>\n\tEnquanto isso a cigarra quer ser vip\/<br \/>\n\tPra sair contigo na capa da ti-ti-ti\/<br \/>\n\tCaras, quem pra matar&#8230;<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\n\t<span style=\"font-size:18px;\"><span style=\"font-family:trebuchet ms,helvetica,sans-serif;\">Banca de Jornal (Tom Z&eacute;)<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Cad&ecirc; os jornais, as revistas? Como se encontram as bancas de jornais e revistas? Hoje, entramos nessas banquinhas &#8211; aqui, em Bras&iacute;lia, geralmente na entrada das superquadras -, dirigimos o olhar para o vendedor ou para a vendedora, a certeza &eacute; a de que em nossa frente se posta um indiv&iacute;duo que talvez n&atilde;o saiba lidar com jornais e revistas, aus&ecirc;ncia de familiaridade.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tNas prateleiras &nbsp;dessas bancas sempre com clientela reduzida temos &agrave; venda balas, chocolates, carrinhos de cole&ccedil;&atilde;o, canetas e l&aacute;pis, geladeira atufalhada de refris e toda sorte de bebidas energ&eacute;ticas, &nbsp;freezer &nbsp;horizontal com picol&eacute;s e sorvetes de casquinha e quase nada de jornais pendurados com suas manchetes alardeando cat&aacute;strofes as mais diversas, bem assim de revistas de capas coloridas e ofuscantes.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tN&atilde;o rejeito a realidade, diariamente mergulho de cabe&ccedil;a na leitura eletr&ocirc;nica de alguns jornais e revistas, o que n&atilde;o me impede assinalar que nos per&iacute;odos de minha inf&acirc;ncia passados no meu Rio de Janeiro, al&eacute;m do respeito que eu nutria pelos donos das in&uacute;meras bancas espalhadas pelas ruas da Zona Sul, enchia-me de orgulho ao ver o desempenho profissional dos &ldquo;pequenos jornaleiros&rdquo;. Eram garotos (parece que n&atilde;o havia menina) que, distintamente uniformizados (cor azul?), sa&iacute;am pelas ruas da Cidade Maravilhosa a vender jornais aos passantes, tudo no bojo de um programa social. Eram queridos pela popula&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" alt=\"Foto: Hildergard Rosenthal\" class=\"size-full wp-image-2477 aligncenter\" height=\"492\" src=\"http:\/\/mapati.com.br\/meu-velha\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Jornal.jpg\" style=\"\" title=\"\" width=\"492\" \/> <span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:arial,helvetica,sans-serif;\">Foto: Hildergard Rosenthal<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Iniciei com perguntas e arremato indagando: ser&aacute; que algum desses meninos (ou todos eles), de kichute, se encaixaria nesta tocante hist&oacute;ria contada pela Dayse Hansa?<\/span><\/span>&nbsp;\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n\t<span style=\"font-size:18px;\"><span style=\"font-family:trebuchet ms,helvetica,sans-serif;\"><strong>O menino jornaleiro<\/strong><\/span><\/span>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n\t<span style=\"font-size:18px;\"><span style=\"font-family:trebuchet ms,helvetica,sans-serif;\">&nbsp;Era agitado o menino.&nbsp;<\/span><\/span><br \/>\n\t<span style=\"font-size:18px;\"><span style=\"font-family:trebuchet ms,helvetica,sans-serif;\">Sagaz nas palavras e, para t&atilde;o pouca idade, um brado forte.<br \/>\n\tSeus trajes de algod&atilde;o em desalinho com o corpo nos levavam a crer que eles j&aacute; tinham vestido outros corpos.<br \/>\n\tCinco n&uacute;meros acima era o que cal&ccedil;avam os p&eacute;s com solado de remendo que seu Maneco do quiosque umas tr&ecirc;s vezes j&aacute; tinha aplicado.<br \/>\n\tEra o Tribuna, a Gazeta, tinha tamb&eacute;m O Povo e o Correio Braziliense sacados da bolsa pu&iacute;da igualmente de algod&atilde;o &agrave; medida que a multid&atilde;o se aproximava para adquirir as not&iacute;cias do dia, escritas no dia anterior.<br \/>\n\tO menino tinha sonhos que descansavam ap&oacute;s o &uacute;ltimo pensamento antes de dormir no internato de uma institui&ccedil;&atilde;o religiosa nos idos de 67. Acordava &agrave;s quatro da matina para tomar banho no vesti&aacute;rio com mais outros 93 meninos, supervisionados por tr&ecirc;s monsenhores que cravavam no rel&oacute;gio de m&atilde;o exatos 4 minutos de banho, banho frio, todos os dias, inclusive nas madrugadas g&eacute;lidas.<br \/>\n\tDo caf&eacute; da manh&atilde;, guardava metade do p&atilde;o para comer durante o dia, pois o almo&ccedil;o dependia das vendas dos tabloides, as quais nem sempre bancavam um prato feito, &agrave;s vezes somente um mate.<br \/>\n\tO menino sempre lembrava da fam&iacute;lia, que n&atilde;o conheceu; ficava imaginando se algu&eacute;m procurava por ele, se cantavam parab&eacute;ns em seu anivers&aacute;rio com esses bolos recheados de glac&ecirc; servidos com algum copo de refrigerante gaseificado de laranja.<br \/>\n\tFicava imaginando a caixa de presente em cima da cama que poderia guardar de sua m&atilde;e um kichute mais novo da moda e com o abra&ccedil;o afetuoso de quem nunca experimentara esticar os bra&ccedil;os em seu colo. Em fase consciente, contudo, o menino abria os olhos, cutucado por um cliente bem vestido que lhe pedia o Tribuna e lhe passava uns trocados e uma gorjeta, a primeira depois de dias que ent&atilde;o lhe garantiria o almo&ccedil;o no p&eacute; sujo da esquina capitaneado pelo seu Joca, o portugu&ecirc;s murrinha, mas de bom cora&ccedil;&atilde;o.<br \/>\n\tSeu nome? 78 era o seu n&uacute;mero.<br \/>\n\tNovamente se pergunta o nome dele: 78, sete oito era o seu n&uacute;mero.<br \/>\n\tT&atilde;o assustador que, ao pedir ao menino que o repetisse, ele novamente dizia 78. N&atilde;o tinham nomes os meninos internados que vendiam jornais. T&atilde;o dolorido quanto ver uma crian&ccedil;a de oito anos nessa condi&ccedil;&atilde;o era confirmar que ele, o menino, n&atilde;o tinha nome, mas queria muito ser chamado de Luis Fernando, um meia atacante de seu time de futebol do cora&ccedil;&atilde;o, talvez por toda alegria que o craque dava &agrave;quela crian&ccedil;a que, sob o abandono e jogada &agrave; pr&oacute;pria sorte, via no &iacute;dolo a possibilidade de mudar de vida e ser feliz e fazer os outros felizes.<br \/>\n\tSe ele queria ser jogador de futebol?<br \/>\n\tN&atilde;o, o menino n&atilde;o vislumbrava tais inten&ccedil;&otilde;es, ele queria mesmo &eacute; ser relojoeiro e consertar os ponteiros, tomar de conta do tempo e, quem sabe, um dia voltar no exato momento em que nascera para mais uma vez ver a face de sua m&atilde;e, esticar seus fr&aacute;geis e pequenos bra&ccedil;os num abra&ccedil;o intermin&aacute;vel, quando, a&iacute; sim, o tempo pararia.<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n\t<strong><span style=\"font-size:18px;\"><span style=\"font-family:trebuchet ms,helvetica,sans-serif;\">Dayse Hansa<br \/>\n\tBras&iacute;lia, 31 de agosto de 2017<\/span><\/span><\/strong>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:arial,helvetica,sans-serif;\">#Tom Z&eacute;<i>&nbsp; &nbsp; #<\/i>bancas de jornais e revistas &nbsp; &nbsp;#Pequenos jornaleiros<br \/>\n\t#Cidade Maravilhosa &nbsp; &nbsp;#kichute &nbsp; &nbsp;#Tribuna &nbsp; #Gazeta<br \/>\n\t#O Povo &nbsp; &nbsp;#Correio Braziliense &nbsp; &nbsp;#78, sete oito era o seu n&uacute;mero<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">04 de setembro de 2017<br \/>\n\t(259)<br \/>\n\t<a href=\"http:\/\/mmsmarcos1953@hotmail.com\"><span style=\"color:#0000FF;\">mmsmarcos1953@hotmail.com<\/span><\/a><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Veja, isto &eacute; pouca\/ Lenha no grande bate-boca\/ E ainda escrevo uma carta capital\/ Para os caros amigos desta banca de jornal\/ A formiga carrega a folha\/ Do estado de s&atilde;o paulo ao Piau&iacute;\/ Enquanto isso a cigarra quer ser vip\/ Pra sair contigo na capa da ti-ti-ti\/ Caras, quem pra matar&#8230; Banca de Jornal (Tom Z&eacute;) Cad&ecirc; os jornais, as revistas? Como se encontram as bancas de jornais e revistas? Hoje, entramos nessas banquinhas &#8211; aqui, em Bras&iacute;lia, geralmente na entrada das superquadras -, dirigimos o olhar para o vendedor ou para a vendedora, a certeza &eacute; a de que em nossa frente se posta um indiv&iacute;duo que talvez n&atilde;o saiba lidar com jornais e revistas, aus&ecirc;ncia de familiaridade. &nbsp; Nas prateleiras &nbsp;dessas bancas sempre com clientela reduzida temos &agrave; venda balas, chocolates, carrinhos de cole&ccedil;&atilde;o, canetas e l&aacute;pis, geladeira atufalhada de refris e toda sorte de bebidas energ&eacute;ticas, &nbsp;freezer &nbsp;horizontal com picol&eacute;s e sorvetes de casquinha e quase nada de jornais pendurados com suas manchetes alardeando cat&aacute;strofes as mais diversas, bem assim de revistas de capas coloridas e ofuscantes. &nbsp; N&atilde;o rejeito a realidade, diariamente mergulho de cabe&ccedil;a na leitura eletr&ocirc;nica de alguns jornais e revistas, o que n&atilde;o me impede assinalar que nos per&iacute;odos de minha inf&acirc;ncia passados no meu Rio de Janeiro, al&eacute;m do respeito que eu nutria pelos donos das in&uacute;meras bancas espalhadas pelas ruas da Zona Sul, enchia-me de orgulho ao ver o desempenho profissional dos &ldquo;pequenos jornaleiros&rdquo;. Eram garotos (parece que n&atilde;o havia menina) que, distintamente uniformizados (cor azul?), sa&iacute;am pelas ruas da Cidade Maravilhosa a vender jornais aos passantes, tudo no bojo de um programa social. Eram queridos pela popula&ccedil;&atilde;o. Foto: Hildergard Rosenthal Iniciei com perguntas e arremato indagando: ser&aacute; que algum desses meninos (ou todos eles), de kichute, se encaixaria nesta tocante hist&oacute;ria contada pela Dayse Hansa?&nbsp; O menino jornaleiro &nbsp;Era agitado o menino.&nbsp; Sagaz nas palavras e, para t&atilde;o pouca idade, um brado forte. Seus trajes de algod&atilde;o em desalinho com o corpo nos levavam a crer que eles j&aacute; tinham vestido outros corpos. Cinco n&uacute;meros acima era o que cal&ccedil;avam os p&eacute;s com solado de remendo que seu Maneco do quiosque umas tr&ecirc;s vezes j&aacute; tinha aplicado. Era o Tribuna, a Gazeta, tinha tamb&eacute;m O Povo e o Correio Braziliense sacados da bolsa pu&iacute;da igualmente de algod&atilde;o &agrave; medida que a multid&atilde;o se aproximava para adquirir as not&iacute;cias do dia, escritas no dia anterior. O menino tinha sonhos que descansavam ap&oacute;s o &uacute;ltimo pensamento antes de dormir no internato de uma institui&ccedil;&atilde;o religiosa nos idos de 67. Acordava &agrave;s quatro da matina para tomar banho no vesti&aacute;rio com mais outros 93 meninos, supervisionados por tr&ecirc;s monsenhores que cravavam no rel&oacute;gio de m&atilde;o exatos 4 minutos de banho, banho frio, todos os dias, inclusive nas madrugadas g&eacute;lidas. Do caf&eacute; da manh&atilde;, guardava metade do p&atilde;o para comer durante o dia, pois o almo&ccedil;o dependia das vendas dos tabloides, as quais nem sempre bancavam um prato feito, &agrave;s vezes somente um mate. O menino sempre lembrava da fam&iacute;lia, que n&atilde;o conheceu; ficava imaginando se algu&eacute;m procurava por ele, se cantavam parab&eacute;ns em seu anivers&aacute;rio com esses bolos recheados de glac&ecirc; servidos com algum copo de refrigerante gaseificado de laranja. Ficava imaginando a caixa de presente em cima da cama que poderia guardar de sua m&atilde;e um kichute mais novo da moda e com o abra&ccedil;o afetuoso de quem nunca experimentara esticar os bra&ccedil;os em seu colo. Em fase consciente, contudo, o menino abria os olhos, cutucado por um cliente bem vestido que lhe pedia o Tribuna e lhe passava uns trocados e uma gorjeta, a primeira depois de dias que ent&atilde;o lhe garantiria o almo&ccedil;o no p&eacute; sujo da esquina capitaneado pelo seu Joca, o portugu&ecirc;s murrinha, mas de bom cora&ccedil;&atilde;o. Seu nome? 78 era o seu n&uacute;mero. Novamente se pergunta o nome dele: 78, sete oito era o seu n&uacute;mero. T&atilde;o assustador que, ao pedir ao menino que o repetisse, ele novamente dizia 78. N&atilde;o tinham nomes os meninos internados que vendiam jornais. T&atilde;o dolorido quanto ver uma crian&ccedil;a de oito anos nessa condi&ccedil;&atilde;o era confirmar que ele, o menino, n&atilde;o tinha nome, mas queria muito ser chamado de Luis Fernando, um meia atacante de seu time de futebol do cora&ccedil;&atilde;o, talvez por toda alegria que o craque dava &agrave;quela crian&ccedil;a que, sob o abandono e jogada &agrave; pr&oacute;pria sorte, via no &iacute;dolo a possibilidade de mudar de vida e ser feliz e fazer os outros felizes. Se ele queria ser jogador de futebol? N&atilde;o, o menino n&atilde;o vislumbrava tais inten&ccedil;&otilde;es, ele queria mesmo &eacute; ser relojoeiro e consertar os ponteiros, tomar de conta do tempo e, quem sabe, um dia voltar no exato momento em que nascera para mais uma vez ver a face de sua m&atilde;e, esticar seus fr&aacute;geis e pequenos bra&ccedil;os num abra&ccedil;o intermin&aacute;vel, quando, a&iacute; sim, o tempo pararia. Dayse Hansa Bras&iacute;lia, 31 de agosto de 2017 #Tom Z&eacute;&nbsp; &nbsp; #bancas de jornais e revistas &nbsp; &nbsp;#Pequenos jornaleiros #Cidade Maravilhosa &nbsp; &nbsp;#kichute &nbsp; &nbsp;#Tribuna &nbsp; #Gazeta #O Povo &nbsp; &nbsp;#Correio Braziliense &nbsp; &nbsp;#78, sete oito era o seu n&uacute;mero 04 de setembro de 2017 (259) mmsmarcos1953@hotmail.com<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2476","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2476","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2476"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2476\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2476"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2476"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2476"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}