{"id":2515,"date":"2017-09-22T18:00:32","date_gmt":"2017-09-22T18:00:32","guid":{"rendered":"http:\/\/mapati.com.br\/blog\/?p=2515"},"modified":"2017-09-22T18:00:32","modified_gmt":"2017-09-22T18:00:32","slug":"poemas-de-um-piauiense-desgarrado-ix","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/poemas-de-um-piauiense-desgarrado-ix\/","title":{"rendered":"Poemas de um piauiense desgarrado\u00a0 (IX)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">\n\t<span style=\"font-size:18px;\"><em>Os poetas s&atilde;o in&uacute;teis, &eacute; o que se diz habitualmente.<br \/>\n\tJ&aacute; ouvi, como conselho, que a poesia n&atilde;o d&aacute; camisa a ningu&eacute;m.<br \/>\n\tEscrevi cinco livros e n&atilde;o ganhei camisa, &eacute; verdade.<br \/>\n\tMas alguns versos ali prestaram, houve pessoas que se emocionaram com eles.<br \/>\n\tE, aqui e ali, louvei a vida.&nbsp;(&#8230;).&nbsp;A poesia serve tamb&eacute;m para isso:<br \/>\n\tlembrar infindavelmente.<br \/>\n\t&Eacute; a mem&oacute;ria do mundo e das vidas pequenas. Louva a vida.<br \/>\n\tN&atilde;o deixa a vida se afogar na tristeza da desesperan&ccedil;a.&nbsp;<\/em><br \/>\n\t(Marcio Tavares&nbsp; D&rsquo;Amaral)<\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">S&atilde;o tantos os versos dispostos neste&nbsp;<em>blog<\/em>&nbsp;&agrave; deriva que me flagro questionando se eu n&atilde;o estaria doente, a padecer de grave patologia.<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">N&atilde;o integro o Conselho Federal de Poesia, amante que sou da prosa. Todavia, indagarei ao referido &oacute;rg&atilde;o se, sob o p&aacute;lio de recente decis&atilde;o judicial, &eacute; vi&aacute;vel dar in&iacute;cio ao tratamento denominado &nbsp;<em>cura poeta<\/em>. Tanto que restabelecido, acumularei outra consulta, ao Conselho Federal de Psicologia, na &acirc;nsia (perturba&ccedil;&atilde;o da mente?) de saber o porqu&ecirc; dessa fissura de controlar o tempo.<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Na pen&uacute;ltima postagem, a poeta Dayse Hansa, que jamais se agarrou neste t&oacute;pico desgarrado, nos revelara que &ldquo;o menino&#8230; queria mesmo &eacute; ser relojoeiro e consertar os ponteiros, tomar de conta do tempo e, quem sabe, um dia voltar no exato momento em que nascera para mais uma vez ver a face de sua m&atilde;e, esticar seus fr&aacute;geis e pequenos bra&ccedil;os num abra&ccedil;o intermin&aacute;vel, quando, a&iacute; sim, o tempo pararia.&rdquo;<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">J&aacute; na postagem que logo deixar&aacute; de ser a &uacute;ltima, substitu&iacute;da por esta no prelo, um mineiro de Tr&ecirc;s Pontas, tal de Milton Nascimento, saiu cantando pela&nbsp;<em>Fazenda<\/em>:&nbsp;&ldquo;&Aacute;gua de beber\/Bica no quintal, sede de viver tudo\/E o esquecer\/Era t&atilde;o normal que o tempo parava.&rdquo;<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">Discorridas as domina&ccedil;&otilde;es do passar dos dias, carecer&iacute;amos &nbsp;aprender com um certo poeta que, r&eacute;u confesso, gostaria na mesma toada de dar uma sacudidela no tempo apenas para volver &agrave; &eacute;poca primeva e, ainda um aprendiz, fugir sempre da tenta&ccedil;&atilde;o e do desatino.<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" alt=\"https:\/\/i.pinimg.com\/originals\/9f\/b4\/3b\/9fb43bced4c1a6cee998aeddc1e63c81.jpg\" class=\"size-full wp-image-2516 aligncenter\" height=\"423\" src=\"http:\/\/mapati.com.br\/meu-velha\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/9fb43bced4c1a6cee998aeddc1e63c81.jpg\" style=\"\" title=\"\" width=\"640\" \/>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:arial,helvetica,sans-serif;\">https:\/\/i.pinimg.com\/originals\/9f\/b4\/3b\/9fb43bced4c1a6cee998aeddc1e63c81.jpg<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n\t<span style=\"font-size:18px;\"><span style=\"font-family:trebuchet ms,helvetica,sans-serif;\"><strong><em>A P R E N D A M O S<\/em><\/strong><\/span><\/span>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n\t<span style=\"font-size:18px;\"><span style=\"font-family:trebuchet ms,helvetica,sans-serif;\"><em>Quisera que o tempo parasse<br \/>\n\tE, assim, que eu o pudesse alterar;<br \/>\n\tQue eu, l&aacute; no passado, voltasse<br \/>\n\tE, assim, mudar meu eterno errar.<\/em><\/span><\/span>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n\t<span style=\"font-size:18px;\"><span style=\"font-family:trebuchet ms,helvetica,sans-serif;\"><em>No entanto, sei que isso &eacute; imposs&iacute;vel<br \/>\n\tPois, quando eu planto uma semente,<br \/>\n\tNasce, ali, uma &aacute;rvore &#8211; e acess&iacute;vel<br \/>\n\tSer&aacute; seu fruto&#8230; a mim somente!<\/em><\/span><\/span>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n\t<span style=\"font-size:18px;\"><span style=\"font-family:trebuchet ms,helvetica,sans-serif;\"><em>Nos disse isso, o Mestre altaneiro:<br \/>\n\tDaquilo que um homem plantar,<br \/>\n\tEle ceifar&aacute; em seu terreiro.<\/em><\/span><\/span>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n\t<span style=\"font-size:18px;\"><span style=\"font-family:trebuchet ms,helvetica,sans-serif;\"><em>Olhemos nossos pr&oacute;prios erros<br \/>\n\tE aprendamos, pois, c&aacute; na Terra,<br \/>\n\tA n&atilde;o sermos seu alvo certeiro!<\/em><\/span><\/span>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n\t<span style=\"font-size:18px;\"><span style=\"font-family:trebuchet ms,helvetica,sans-serif;\">Joromaso &ndash; DF, 20nov16 &ndash; S\/8<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:arial,helvetica,sans-serif;\">#Marcio Tavares&nbsp; D&rsquo;Amaral &nbsp; &nbsp;#Conselho Federal de Poesia &nbsp; &nbsp;#tratamento&nbsp;<i>cura poeta &nbsp;<br \/>\n\t#<\/i>Conselho Federal de Psicologia &nbsp; &nbsp;#controlar o tempo &nbsp; &nbsp;#Mestre altaneiro<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">22\/09\/2017<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\">(261)<\/span><\/span>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\n\t<span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"font-family:times new roman,times,serif;\"><a href=\"mailto:mmsmarcos1953@hotmail.com\" target=\"_blank\">mmsmarcos1953@hotmail.com<\/a><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os poetas s&atilde;o in&uacute;teis, &eacute; o que se diz habitualmente. J&aacute; ouvi, como conselho, que a poesia n&atilde;o d&aacute; camisa a ningu&eacute;m. Escrevi cinco livros e n&atilde;o ganhei camisa, &eacute; verdade. Mas alguns versos ali prestaram, houve pessoas que se emocionaram com eles. E, aqui e ali, louvei a vida.&nbsp;(&#8230;).&nbsp;A poesia serve tamb&eacute;m para isso: lembrar infindavelmente. &Eacute; a mem&oacute;ria do mundo e das vidas pequenas. Louva a vida. N&atilde;o deixa a vida se afogar na tristeza da desesperan&ccedil;a.&nbsp; (Marcio Tavares&nbsp; D&rsquo;Amaral) S&atilde;o tantos os versos dispostos neste&nbsp;blog&nbsp;&agrave; deriva que me flagro questionando se eu n&atilde;o estaria doente, a padecer de grave patologia. N&atilde;o integro o Conselho Federal de Poesia, amante que sou da prosa. Todavia, indagarei ao referido &oacute;rg&atilde;o se, sob o p&aacute;lio de recente decis&atilde;o judicial, &eacute; vi&aacute;vel dar in&iacute;cio ao tratamento denominado &nbsp;cura poeta. Tanto que restabelecido, acumularei outra consulta, ao Conselho Federal de Psicologia, na &acirc;nsia (perturba&ccedil;&atilde;o da mente?) de saber o porqu&ecirc; dessa fissura de controlar o tempo. Na pen&uacute;ltima postagem, a poeta Dayse Hansa, que jamais se agarrou neste t&oacute;pico desgarrado, nos revelara que &ldquo;o menino&#8230; queria mesmo &eacute; ser relojoeiro e consertar os ponteiros, tomar de conta do tempo e, quem sabe, um dia voltar no exato momento em que nascera para mais uma vez ver a face de sua m&atilde;e, esticar seus fr&aacute;geis e pequenos bra&ccedil;os num abra&ccedil;o intermin&aacute;vel, quando, a&iacute; sim, o tempo pararia.&rdquo; J&aacute; na postagem que logo deixar&aacute; de ser a &uacute;ltima, substitu&iacute;da por esta no prelo, um mineiro de Tr&ecirc;s Pontas, tal de Milton Nascimento, saiu cantando pela&nbsp;Fazenda:&nbsp;&ldquo;&Aacute;gua de beber\/Bica no quintal, sede de viver tudo\/E o esquecer\/Era t&atilde;o normal que o tempo parava.&rdquo; Discorridas as domina&ccedil;&otilde;es do passar dos dias, carecer&iacute;amos &nbsp;aprender com um certo poeta que, r&eacute;u confesso, gostaria na mesma toada de dar uma sacudidela no tempo apenas para volver &agrave; &eacute;poca primeva e, ainda um aprendiz, fugir sempre da tenta&ccedil;&atilde;o e do desatino. https:\/\/i.pinimg.com\/originals\/9f\/b4\/3b\/9fb43bced4c1a6cee998aeddc1e63c81.jpg A P R E N D A M O S Quisera que o tempo parasse E, assim, que eu o pudesse alterar; Que eu, l&aacute; no passado, voltasse E, assim, mudar meu eterno errar. No entanto, sei que isso &eacute; imposs&iacute;vel Pois, quando eu planto uma semente, Nasce, ali, uma &aacute;rvore &#8211; e acess&iacute;vel Ser&aacute; seu fruto&#8230; a mim somente! Nos disse isso, o Mestre altaneiro: Daquilo que um homem plantar, Ele ceifar&aacute; em seu terreiro. Olhemos nossos pr&oacute;prios erros E aprendamos, pois, c&aacute; na Terra, A n&atilde;o sermos seu alvo certeiro! Joromaso &ndash; DF, 20nov16 &ndash; S\/8 #Marcio Tavares&nbsp; D&rsquo;Amaral &nbsp; &nbsp;#Conselho Federal de Poesia &nbsp; &nbsp;#tratamento&nbsp;cura poeta &nbsp; #Conselho Federal de Psicologia &nbsp; &nbsp;#controlar o tempo &nbsp; &nbsp;#Mestre altaneiro 22\/09\/2017 (261) mmsmarcos1953@hotmail.com<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2515","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2515","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2515"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2515\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2515"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2515"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2515"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}