{"id":933,"date":"2015-12-25T04:32:03","date_gmt":"2015-12-25T04:32:03","guid":{"rendered":"http:\/\/mapati.com.br\/blog\/?p=933"},"modified":"2015-12-25T04:32:03","modified_gmt":"2015-12-25T04:32:03","slug":"cristalina-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/cristalina-ii\/","title":{"rendered":"Cristalina (II)"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 soleira, Tereza mirou \u201ca coisa\u201d e sentiu o baque. Alguns segundos depois, refez-se do impacto da apari\u00e7\u00e3o, face novamente corada, e tornou ao mundo real segurando meu bra\u00e7o. Na forma antes referida, o interior do aposento dava ideia de noite, malgrado a luz do sol ainda incidisse naquele fim de tarde modorrenta.<\/p>\n<p>Dali de dentro daquela toca, em meio \u00e0 bruma, ele p\u00f4s os olhos grandes sobre n\u00f3s (obrigado, Caetano Veloso).<\/p>\n<p>Pelado, manchas pretas por todo o corpinho e o diagn\u00f3stico: falta de um bom banho. O sujinho menino cristalinense (contradi\u00e7\u00e3o entre termos) de um ano e meio de idade n\u00e3o reclamara de in\u00edcio quando o peguei no colo, aceitando tranquilamente meu acolhimento. Seguiu-se entretanto um berreiro (aquilo n\u00e3o era choro) que quase implodira meus t\u00edmpanos, compelindo-me a devolv\u00ea-lo \u00e0 m\u00e3e. Outra perda? A mesma perda?<\/p>\n<figure id=\"attachment_934\" aria-describedby=\"caption-attachment-934\" style=\"width: 421px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/2017.mapati.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Cristal2.jpg\" rel=\"attachment wp-att-934\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-934\" src=\"http:\/\/2017.mapati.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Cristal2.jpg\" alt=\"http:\/\/almadeeducador.blogspot.com.br\/2010\/11\/meninos-carvoeiros.html\" width=\"421\" height=\"469\" srcset=\"https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Cristal2.jpg 421w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Cristal2-269x300.jpg 269w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Cristal2-200x223.jpg 200w, https:\/\/mapati.com.br\/blogmapati\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Cristal2-400x446.jpg 400w\" sizes=\"(max-width: 421px) 100vw, 421px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-934\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"font-size: 8pt;\">http:\/\/almadeeducador.blogspot.com.br\/2010\/11\/meninos-carvoeiros.html<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Irm\u00e3o dos vendedores petizes que come\u00e7aram esta hist\u00f3ria, o garotinho era a lata do meu filho, sem tirar nem p\u00f4r, assustadoramente parecido. A carinha de um repetia a carinha do outro, nascidos no espa\u00e7o de uma gera\u00e7\u00e3o, e lembravam um pouco a do menino de cal\u00e7\u00e3o de listas na foto a\u00ed em cima, \u201croubada\u201d de um <em>blog<\/em>\u00a0voltado para o segmento da educa\u00e7\u00e3o. Respeitados os c\u00e2nones do espiritismo e da doutrina kardecista, eu poderia assegurar que n\u00e3o se tratou propriamente de reencarna\u00e7\u00e3o. Concedam-me a devida v\u00eania. Em realidade(?), meu Velha como que fora reeditado, inclusive nos cabelos quase louros e cacheados e na pele alva. A m\u00e3e do Fernando (o nome do carvoeirinho), morena, e o pai dele, branco-branquelo, tal como a minha cor e a cor da Tereza, nessa ordem.<\/p>\n<p>Psicologicamente, \u00e9 sadio uma crian\u00e7a com dois pais, residentes um em Cristalina, o verdadeiro, e o outro em Bras\u00edlia, arrebatado? No que vai dar isso?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">30 de outubro de 2014<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">(101)<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #0000ff;\"><a style=\"color: #0000ff;\" href=\"mailto:mmsmarcos1953@hotmail.com\">mmsmarcos1953@hotmail.com<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 soleira, Tereza mirou \u201ca coisa\u201d e sentiu o baque. Alguns segundos depois, refez-se do impacto da apari\u00e7\u00e3o, face novamente corada, e tornou ao mundo real segurando meu bra\u00e7o. Na forma antes referida, o interior do aposento dava ideia de noite, malgrado a luz do sol ainda incidisse naquele fim de tarde modorrenta. Dali de dentro daquela toca, em meio \u00e0 bruma, ele p\u00f4s os olhos grandes sobre n\u00f3s (obrigado, Caetano Veloso). Pelado, manchas pretas por todo o corpinho e o diagn\u00f3stico: falta de um bom banho. O sujinho menino cristalinense (contradi\u00e7\u00e3o entre termos) de um ano e meio de idade n\u00e3o reclamara de in\u00edcio quando o peguei no colo, aceitando tranquilamente meu acolhimento. Seguiu-se entretanto um berreiro (aquilo n\u00e3o era choro) que quase implodira meus t\u00edmpanos, compelindo-me a devolv\u00ea-lo \u00e0 m\u00e3e. Outra perda? A mesma perda? Irm\u00e3o dos vendedores petizes que come\u00e7aram esta hist\u00f3ria, o garotinho era a lata do meu filho, sem tirar nem p\u00f4r, assustadoramente parecido. A carinha de um repetia a carinha do outro, nascidos no espa\u00e7o de uma gera\u00e7\u00e3o, e lembravam um pouco a do menino de cal\u00e7\u00e3o de listas na foto a\u00ed em cima, \u201croubada\u201d de um blog\u00a0voltado para o segmento da educa\u00e7\u00e3o. Respeitados os c\u00e2nones do espiritismo e da doutrina kardecista, eu poderia assegurar que n\u00e3o se tratou propriamente de reencarna\u00e7\u00e3o. Concedam-me a devida v\u00eania. Em realidade(?), meu Velha como que fora reeditado, inclusive nos cabelos quase louros e cacheados e na pele alva. A m\u00e3e do Fernando (o nome do carvoeirinho), morena, e o pai dele, branco-branquelo, tal como a minha cor e a cor da Tereza, nessa ordem. Psicologicamente, \u00e9 sadio uma crian\u00e7a com dois pais, residentes um em Cristalina, o verdadeiro, e o outro em Bras\u00edlia, arrebatado? 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