Carnaval na plenitude e o que aparece aqui não são marchinhas cantadas nos numerosos blocos que desfilam pelas vastidão das avenidas de Brasília. Neste blog, serve-se poema aos foliões para que nos ajudem a fugir da mediocridade reinante nos bailes da vida.
Poeta é gente muito abusada.
COMO ERA
Não era de nada nem de ninguém pairava entre obviedades, entre inquietações. Ouvia a própria respiração e ignorava. Porque nesse tempo havia muito barulho. Porque no banal reinava a ignorância, coisa já tão antiga.
Porque ninguém se atentava. E porque tinha motivo de sobra. Vivia, constatava Obstinava, persistia. E achava que isso já tava era de bom tamanho