Poemas de uma carioca desgarrada (X)
Há corações de todos os tipos, a listagem é imensa como as paixões, que só perdem para o inexaurível amor bandido. Vejamos alguns. – coração alado (“O aço dos meus olhos, E o fel das minhas palavras, Acalmaram meu silêncio,…
Quem cuidará de nossos pais? (V)
“– Como a senhora está se sentindo hoje, mãe? – Mais ou menos. Você deveria vir mais aqui. – Mãe, eu vim ontem… – Por que você está me chamando de mãe? Você não é meu filho. – Sou, sim.…
Quem cuidará de nossos pais? (IV)
Os seres humanos, os masoquistas incluídos, relutam em tomar conhecimento de assuntos que resvalem na melancolia, que atualizem dramas ou que sejam essencialmente trágicos. Quem se ocupa de abordá-los, é tachado de depressivo e, mais grave, de chato mesmo. Se…
Quem cuidará de nossos pais? (III)
O Bacen tem um periódico, Conexão Real, que veicula assuntos respeitantes não só aos interesses diretos e funcionais dos servidores e servidoras do seu quadro (da ativa ou não) – o chamado público interno. (Devo esclarecer que uso um pouco…
Poemas de uma carioca desgarrada (IX)
Não implico com a poesia, tenho juízo. Faltam-me forças para enfrentar os poetas do mundo e seu pequeno, aguerrido exército de leitores e leitoras – e de ouvintes também. Apreciei muito o que, em recente entrevista à imprensa, declarou a…
Quem cuidará de nossos pais? (II)
Meus personagens principais deste tópico são os cuidadores e cuidadoras não profissionais. Trata-se de filhos, preocupadíssimos e dedicadíssimos em sua maioria, que não largam sob nenhum pretexto os seus “pacientes”, os pais e ou as mães atingidos por doenças degenerativas…
Cristalina (II)
À soleira, Tereza mirou “a coisa” e sentiu o baque. Alguns segundos depois, refez-se do impacto da aparição, face novamente corada, e tornou ao mundo real segurando meu braço. Na forma antes referida, o interior do aposento dava ideia de…
Cristalina
“Pai! O Zé matou um homem.” É muito mais corriqueiro do que se pensa pais buscarem em alguém o filho que partiu. Comigo não foi diferente. Superado meu trauma – que a rigor não é superável – da perda do…
Poemas de uma carioca desgarrada (VIII)
Neste dezembro, completam-se dez anos do embarque do meu pai. Vivo fosse, já o disse aqui, estaria com 90 anos. Porque maltratados… esquecidos… encobertos pelo brilho natural do pai (e da mãe), filhos existem por aí que pouco se abalam…
Memórias/Memorialistas (XIX)
Vamos continuar a amarração dos trechos, ainda do primeiro volume, nos quais o Pedro Nava retrata a agonia dos que, para nosso deleite, urdem reminiscências coligando o passado ao presente sem tisnar a realidade. “(…) A essas analogias podem servir…